Revista Fm Esperançanossa

Atenção

* A Revista Esperancanews- não formula notícias, artigos ou vídeos, salvo quando os mesmos são citados como criação própria. Todas as nossas publicações são reproduções fiéis de sites de terceiros. Sendo assim, o conteúdo e/ou opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores, cujas informações estão contidas nos links da fonte, e não refletem, necessariamente, a opinião da Revista Esperancanews

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Astronoma da USP lidera equipe que explica origem de nebulosa

Astrônoma da USP lidera equipe que explica origem de nebulosa

Com agências - 16/12/2019
Astrônoma da USP lidera equipe que explica origem de nebulosa
A parte estudada pela pesquisadora brasileira é o arco maior que mostra as asas da gaivota.
[Imagem: ESO/Digitized Sky Survey 2/Davide De Martin]


Origem da nebulosa
Uma equipe internacional liderada pela astrônoma brasileira Beatriz Fernandes, do Instituto de Astronomia da USP, em parceria com o Instituto de Astrofísica de Paris, descobriu a origem da nebulosa Sh 2-296, que compõe a nebulosa conhecida como Gaivota.
O estudo também revelou que três estrelas dessa região, chamadas de fugitivas, foram ejetadas por diferentes explosões de supernovas há milhões de anos.
"Estudar regiões como essa é importante porque nós podemos entender como a morte de estrelas pode afetar a formação de novas gerações de estrelas e isso nos ajuda a entender melhor a evolução da nossa galáxia, como as estrelas se formam e evoluem em diferentes ambientes e sob a influência de fatores externos. As estrelas jovens dessas regiões também são protoplanetárias, que é onde vão se formar novos sistemas planetários", explicou Beatriz.
A nebulosa Sh 2-296, conhecida como as "asas" da nebulosa da Gaivota, é uma extensa região no céu em forma de arco, associada à região de formação estelar Canis Major OB1, composta por estrelas jovens, gás e poeira.
As descobertas empregaram dados de vários observatórios, usando diversos tipos de emissões, como raios X, luz visível, infravermelho e rádio. Além disso, foi importante o uso de informações do observatório europeu Gaia, que está medindo a distância e os movimentos das estrelas da nossa galáxia. Essas informações permitiram, pela primeira vez, ter uma visão geral da formação estelar nessa região.
  • Nebulosa da Gaivota mostra as cores vivas de uma maternidade estelar
Estrelas fugitivas
A nebulosa Sh 2-296 é parte de uma enorme concha estelar descoberta pela equipe, que denominou a estrutura de "CMa shell" (concha CMa), e que foi formada por sucessivas explosões de supernova. "Ao analisar imagens da associação CMa OB1, vemos claramente que a nebulosa Sh 2-296 é de fato parte de uma grande estrutura, que pode ser aproximada por uma grande concha elíptica," disse Beatriz.
O grupo identificou também três estrelas dessa região, chamadas de fugitivas, associadas a estruturas de choque em forma de arco, com uma origem comum perto do centro da concha CMa.
"Já se suspeitava há algum tempo que essa é uma região onde explosões de supernova poderiam ter desencadeado a formação de estrelas. Mas não havia ainda nenhum estudo conclusivo mostrando, por isso resolvemos investigar essas estrelas fugitivas, era justamente para tentar encontrar indícios de que poderiam ter ocorrido essas explosões de supernovas na região," afirmou a astrônoma brasileira.
Segundo a pesquisadora, a equipe descobriu que as estrelas fugitivas provavelmente foram ejetadas de um aglomerado de estrelas progenitor, em três sucessivas explosões de supernovas ocorridas há aproximadamente 6 milhões, 2 milhões e 1 milhão de anos.
Bibliografia:

Artigo: Runaways and shells around the CMa OB1 association
Autores: Beatriz Fernandes, T. Montmerle, T. Santos-Silva, J. Gregorio-Hetem
Revista: Astronomy & Astrophysics
Vol.: 628, A44. 6
DOI: 10.1051/0004-6361/201935484

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Águas da Transposição do Rio São Francisco chegarão ao Ceará em junho

As obras físicas que garantem a passagem da água do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf) até o território cearense foram concluídas, segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O trecho finalizado vai garantir a interligação entre os reservatórios Milagres, em Verdejante (PE), e Jati, na cidade homônima no Ceará, que fazem parte do Eixo Norte do empreendimento.  
Agora, para que as águas cheguem ao Ceará, basta que o processo de enchimento do reservatório Milagres, ainda em solo pernambucano, seja finalizado. Assim que estiver cheio, as águas do ‘Velho Chico’ atravessarão a divisa entre Pernambuco e Ceará. A expectativa é que a barragem de Jati comece a receber o recurso hídrico já no próximo mês de junho.
Em agosto, devem ser iniciados os testes de entrega de água do ‘Velho Chico’ ao Cinturão das Águas do Ceará (CAC), obra executada pelo governo estadual. Se tudo ocorrer bem, da barragem de Jati, as águas da Transposição seguem até o Açude Castanhão, pelo através do chamado “eixo emergencial”, de 53 quilômetros de extensão.  

Cerca de 260 quilômetros de obras operacionais do Eixo Norte foram concluídas, permitindo a passagem da água do Pernambuco ao território cearense.

O recurso hídrico será transportado pelo CAC até o Riacho Seco, em Missão Velha, e de lá seguirá pelo Rio Salgado, onde deságua no Rio Jaguaribe. A expectativa é 4,5 milhões de pessoas sejam abastecidas na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).  
Neste ano, o Governo Federal já aportou recursos que somam R$ 271,5 milhões nos dois Eixos do maior empreendimento hídrico do País. Ao todo, o Pisf está orçado em R$ 10,7 bilhões. “O acesso à água é um direito universal dos cidadãos.  A conclusão desta etapa do Projeto São Francisco é mais um avanço para que o povo cearense possa ter a tranquilidade do acesso à água e mais oportunidades para o desenvolvimento”, destaca o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. 
O MDR também informou que as obras necessárias para o avanço das águas do Rio São Francisco entre os reservatórios Jati, no Ceará, e o Caiçara, na Paraíba, também já estão concluídas. Isso permite que o recurso hídrico siga em direção ao estado paraibano e ao Rio Grande do Norte, testando as demais estruturas daquele trecho.
FONTE:https://diariodonordeste.verdesmares.com.b

Bolsonaro mostra quem é que manda; peita 10 dos 11 ministros do Supremo e frustra os planos dos capas pretas Essa foi a primeira vez que Bolsonaro peitou de fato o STF

Pouca gente se deu conta de que o próximo ministro terá papel importante no julgamento de casos da Lava Jato que foram transferidos para a Justiça Eleitoral. Ao vetar Daniela, Bolsonaro frustrou os planos de alguns ministros que estavam especialmente entusiasmados com a indicação.


O presidente Jair Bolsonaro deu um chega pra lá em quase todos ministros do Supremo. -Na verdade, foi a primeira vez que Bolsonaro peitou de fato o STF.





O presidente rejeitou a advogada Daniela Rodrigues Teixeira, a preferida de 10 dos 11 ministros do STF.

A caneta de Bolsonaro foi mais pesada e o presidente mostrou quem é que manda.

Por que Bolsonaro não escolheu o nome do STF para o TSE? -De uma coisa eu sei, o presidente Jair Bolsonaro não é bobo não.

OMS anuncia retomada dos testes com hidroxicloroquina para combater a Covid-19

OMS anuncia retomada de testes com hidroxicloroquina para combate ...
A OMS anunciou que retomará os testes com hidroxicloroquina para combater a Covid-19. Os testes integram o seu ensaio clínico global, o projeto Solidariedade.
A decisão vem no rastro da suspensão dos pagamentos dos Estados Unidos à entidade e na carta aberta de dezenas de pesquisadores que apontaram falhas metodológicas e éticas no estudo sobre  a substância publicado pela revista britânica The Lancet, feito com 960 mil pacientes da doença.O governo americano acusa a Organização Mundial de Saúde, atualmente presidida pelo etíope Tedros Adhanoum Gebreyesus, de ser cúmplice da China, que escondeu a gravidade do novo coronavírus quando a epidemia em Wuhan começou.
No estudo divulgado pela revista, a hidroxicloroquina é apontada como causadora de maior mortalidade entre os pacientes de Covid-19. Ele embasou a decisão da OMS de suspender os testes com a hidroxicloroquina. Depois da carta aberta dos pesquisadores, a Lancet reconheceu ontem que no estudo, submetido agora a uma auditoria independente, pode haver problemas metodológicos.

Mourão desce a lenha em Celso de Melo e considera 'Antifa' como grupo terrorista


Depois de defender que os militares eram os responsáveis por manter a estabilidade institucional do país, no domingo, dia de protestos contra e pró-governo em todo o país, General Hamilton Mourão chamou os manifestantes de “delinquentes ligados ao extremismo internacional”, fez críticas a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e à imprensa ao analisar os atos do fim de semana.

Em artigo publicado no jornal “O Estado de S.Paulo”, nesta quarta-feira, o general ataca, sem citar nome, o ministro Celso de Mello, do STF, que comparou a situação política atual do Brasil à da Alemanha nazista e disse que a intervenção militar pretendida por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro significava a instauração de uma “ditadura militar” no país.“Tal tipo de associação, praticada até por um ministro do STF no exercício do cargo, além de irresponsável, é intelectualmente desonesta”, escreve Mourão sem citar o decano do Tribunal, relator do inquérito que apura interferência de Bolsonaro na Polícia Federal.

Mourão acusa a imprensa por “incensar” ações criminosas apoiadas por lideranças políticas no domingo e sugere que “baderneiros são caso de polícia e devem ser conduzidos debaixo de vara às barras da lei”.

domingo, 29 de março de 2020

Hidroxicloroquinavirasucessototale50 pacientesjátiverammelhora

Hidroxicloroquina vira sucesso total e 50 pacientes já tiveram ... 
O uso da hidroxicloroquina no tratamento contra o novo coronavírus já surte efeitos no Brasil
O medicamento, criticado pela imprensa, já foi aplicado em cerca de 50 pacientes, que estavam internados e já estão em alta
Mais 4 pacientes de UTI com coronavírus têm alta após uso de hidroxicloroquina Quatro pacientes que estavam internados em estado grave na UTI do Hospital Igesp em São Paulo receberam alta após usarem por uma semana a hidroxicloroquina, junto com outras medicações. As informações são do UOL. O médico Dante Senra, coordenador das UTI’s do hospital, disse ao UOL que no total 12 altas hospitalares de pacientes conrmados com coronavírus e altamente suspeitos também foram dadas e que acredita que o hospital seja o primeiro a utilizar o medicamento. A substância, utilizada no tratamento de doenças como artrite, lúpus e malária, tem se mostrado efetiva em limitar a replicação do novo coronavírus in vitro e provocar melhoras em pacientes tratados com o remédio. Dante ainda explicou que não há comprovação do efeito do uso do medicamento e, portanto, não dá pra garantir que os pacientes foram curados porque zeram uso da substância O diretor de um plano de saúde em São Paulo garantiu que, ‘’quando eu tiver 1.000 pacientes que forem tratados nesse protocolo, aí a gente vai compilar os resultados, fazer uma análise critica de todos os fatores, com todos os exames de cada pessoa, para poder ter um cenário sólido.” Bolsonaro já mandou até o Exército produzir o remédio para tratar a doença e evitar o caos.
fonte>https://www.tvcidadenews.com.br/
http://t.emailmkt.actos.com.br/ls/click?upn=dpTJlUU83D04hHQYL-2FIoaDA9NvsXVcOXtAa-2B68-2FWFT6-2BZKQQLoWwbgVY6ESgo3urENlqiJL1Hc5mVQ8c5rgOBkrbN6xMHLP78fJeXmr3scecBTW6J3HYEB39slQNrtu83n-2BntAjEoErkaaxzqQrw-2BA-3D-3DVysd_bXC1I1WQBmeB6AFJgqU6bdFZ-2BStK8OcBzRg27pLZKgG4ZET5YVtAzNaVFj3nddRZXN0lVKZw4OtOvI9gwsutrDvwDz-2FObz645LTzTYCkLsWo-2F89MzaKoPAE-2FwFqYCawGlNnqA4ezBnGc76061ROJvZq86gCPKWV0ql0MFsIDF5ykvKm8A-2B-2FwccrQhbEognERjvfK3iFhcF9XVoAvuATUVBKtBlI4rFb7f-2BBIYfPEbM01zfaTSqKPzIUM7os8vp7LcxagXgo8eIzpn-2B-2FEGzONXafd5aBWWT23wIA0BQn0I0QffOv8OPMUJ9p8FNsRz9wkHel-2FzNW9kSq6Jy5LTfAJ6IDmyUHAboz2CJ-2BSm8pa5YrixSIEKOLykYiYOaVm7r69YuT2x-2BULji6S-2B5RE-2BSO8U3eVFoCQfkVFpl-2BL8c8Fg1ytuz-2BPGP37k9I7jn7mBEoFKuc3WmN594kqCG6vOmhmTZviFLnnSlGd0mePYlIqo5kSeGGFuMJrS-2BiBzFP0-2BMsW8FPeBkdFDpKjUAgaXvCW6A-3D-3Dhttp://t.emailmkt.actos.com.br/ls/click?upn=dpTJlUU83D04hHQYL-2FIoaDA9NvsXVcOXtAa-2B68-2FWFT6-2BZKQQLoWwbgVY6ESgo3urENlqiJL1Hc5mVQ8c5rgOBkrbN6xMHLP78fJeXmr3scecBTW6J3HYEB39slQNrtu83n-2BntAjEoErkaaxzqQrw-2BA-3D-3DVysd_bXC1I1WQBmeB6AFJgqU6bdFZ-2BStK8OcBzRg27pLZKgG4ZET5YVtAzNaVFj3nddRZXN0lVKZw4OtOvI9gwsutrDvwDz-2FObz645LTzTYCkLsWo-2F89MzaKoPAE-2FwFqYCawGlNnqA4ezBnGc76061ROJvZq86gCPKWV0ql0MFsIDF5ykvKm8A-2B-2FwccrQhbEognERjvfK3iFhcF9XVoAvuATUVBKtBlI4rFb7f-2BBIYfPEbM01zfaTSqKPzIUM7os8vp7LcxagXgo8eIzpn-2B-2FEGzONXafd5aBWWT23wIA0BQn0I0QffOv8OPMUJ9p8FNsRz9wkHel-2FzNW9kSq6Jy5LTfAJ6IDmyUHAboz2CJ-2BSm8pa5YrixSIEKOLykYiYOaVm7r69YuT2x-2BULji6S-2B5RE-2BSO8U3eVFoCQfkVFpl-2BL8c8Fg1ytuz-2BPGP37k9I7jn7mBEoFKuc3WmN594kqCG6vOmhmTZviFLnnSlGd0mePYlIqo5kSeGGFuMJrS-2BiBzFP0-2BMsW8FPeBkdFDpKjUAgaXvCW6A-3D-3D

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Gebran nega habeas corpus de Lulinha e mantém investigação sobre filho do ex-presidente em Curitiba Desembargador, no entanto, sinalizou intenção de mudança do processo no futuro para São Paulo ou Rio de Janeiro

Resultado de imagem para joão pedro gebran neto
O desembargador João Pedro Gebran Neto era o responsável por relatar os processos da Lava-Jato que chegavam à segunda instância, o TRF-4 Foto: Sylvio Sirangelo / Divulgação/TRF4 (24/01/2018)
SÃO PAULO — O relator da Lava-Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), João Pedro Gebran Neto, negou nesta terça-feira habeas corpus apresentado pela defesa de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, que pediu a retirada de Curitiba da investigação sobre a relação profissional entre suas empresas e o grupo OI/Telemar.
"Embora a tese defensiva se revista de plausibilidade, neste estágio inicial da investigação não é possível reunir elementos suficientes para concluir antecipadamente pela concessão da ordem até que se colha manifestação da autoridade coautora (no caso, a Polícia Federal) e o Ministério Público Federal (MPF)", escreveu Gebran no despacho.
O magistrado disse entender ser necessário esclarecer, ainda, pontos importantes da investigação, "para que se possa definir com precisão, diante de eventual declinação de competência, qual o juízo de remessa". Entre os pontos a serem esclarecidos e citados pelo magistrado estão "contratos existentes, local de assinatura, local em que foram realizadas operações financeiras e composições societárias".
Empresas ligadas a Lulinha foram alvo de buscas e apreensões da Operação Mapa da Mina, 69ª fase da Lava Jato, há uma semana. De acordo com a tese investigatória, há suspeita de que a Oi/Telemar, na época controlada pela Andrade Gutierrez, tenha usado contratos com o Grupo Gol, do empresário Jonas Suassuna, para repassar valores ao filho do ex-presidente Lula.
No período analisado, a Oi pagou cerca de R$ 132 milhões ao grupo por meio de contratos que agora são alvos de questionamento. A Lava-Jato também apura se o pagamento de  R$ 1 milhão para a compra de parte do sítio de Atibaia (SP), usado pelo ex-presidente Lula, pode estar relacionado a vantagens indevidas direcionadas à família do petista.
Se o raciocínio de Gebran for seguido pelos outros colegas do TRF-4, o mais provável é que a investigação sobre Lulinha seja posteriormente transferida para o Rio de Janeiro (sede do Grupo Gol e da Oi/Telemar) ou São Paulo (sede das empresas do filho do ex-presidente e também onde está o sítio de Atibaia).
No despacho apresentado à Justiça, a defesa de Lulinha pediu que a investigação fosse tirada de Curitiba sob a alegação de que o caso não tem vínculos com os desvios da Petrobrás investigados pela Lava Jato.
"Com a devida vênia, não vislumbro com a mesma nitidez a competência da 13.ª Vara Federal de Curitiba para processamento do feito”, escreveu Gebran, ao falar sobre o caso.
Para ele, os elos entre a investigação sobre o filho de Lula e a Lava Jato no Paraná aparentam serem frágeis: a natureza dos crimes investigados e a participação de personagens comuns.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

As universidades estão tomadas pela esquerda

Resultado de imagem para Com 2.060.786 votos, Janaina Paschoal (PSL-SP) é a deputada mais votada da história do Brasil. Teria força para ser representante federal e quase foi vice na chapa de Jair Bolsonaro. Porém, quer participar mesmo é da política estadual paulista, almejando a presidência da Assembleia Legislativa (Alesp) logo de chegada, amparada pelas urnas e pela proximidade do PSL com o governador eleito João Doria (PSDB). Sua trajetória é extraordinária. Até há três anos ela era professora de Direito Penal da USP e tocava com as irmãs um escritório especializado em questões tributárias, financeiras e ambientais. Após protocolar o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 1º de setembro de 2015, ao lado dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., virou personagem política. Adorada por milhões ao centro e à direita, Janaina acredita que o pensamento da esquerda acadêmica precisa ser combatido por atentar à liberdade de ideias e aos direitos individuais. Confiante, ela não hesita: “Sou protagonista”.  A senhora assinou o pedido de impeachment de Dilma, defendeu suas ideias políticas, foi atacada e conseguiu se eleger deputada estadual em São Paulo com a maior votação da história. A senhora se sente uma protagonista da história recente?  Sim, acredito que eu sou protagonista. Digo isso não por vaidade, mas por ser um fato, uma constatação. É o protagonista quem conduz, não quem é conduzido.  Se tivesse aceitado participar da chapa de Bolsonaro, agora seria vice-presidente eleita. No passado, você chegou a pensar em concorrer a algum cargo eletivo?  Concorrer a um cargo público com mandato não estava nos meus planos, mas findou ser necessário, pois eu estava me sentindo asfixiada em meus ambientes de trabalho. Precisei buscar um novo espaço para defender minhas ideias.  Dada sua votação, não seria melhor ter tentado a Câmara Federal? Como deputada federal suas iniciativas teriam maior repercussão.  Quanto mais conheço a dinâmica da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), mais me convenço de que ali precisam mui
Com 2.060.786 votos, Janaina Paschoal (PSL-SP) é a deputada mais votada da história do Brasil. Teria força para ser representante federal e quase foi vice na chapa de Jair Bolsonaro. Porém, quer participar mesmo é da política estadual paulista, almejando a presidência da Assembleia Legislativa (Alesp) logo de chegada, amparada pelas urnas e pela proximidade do PSL com o governador eleito João Doria (PSDB). Sua trajetória é extraordinária. Até há três anos ela era professora de Direito Penal da USP e tocava com as irmãs um escritório especializado em questões tributárias, financeiras e ambientais. Após protocolar o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 1º de setembro de 2015, ao lado dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., virou personagem política. Adorada por milhões ao centro e à direita, Janaina acredita que o pensamento da esquerda acadêmica precisa ser combatido por atentar à liberdade de ideias e aos direitos individuais. Confiante, ela não hesita: “Sou protagonista”.
A senhora assinou o pedido de impeachment de Dilma, defendeu suas ideias políticas, foi atacada e conseguiu se eleger deputada estadual em São Paulo com a maior votação da história. A senhora se sente uma protagonista da história recente?
Sim, acredito que eu sou protagonista. Digo isso não por vaidade, mas por ser um fato, uma constatação. É o protagonista quem conduz, não quem é conduzido.
Se tivesse aceitado participar da chapa de Bolsonaro, agora seria vice-presidente eleita. No passado, você chegou a pensar em concorrer a algum cargo eletivo?
Concorrer a um cargo público com mandato não estava nos meus planos, mas findou ser necessário, pois eu estava me sentindo asfixiada em meus ambientes de trabalho. Precisei buscar um novo espaço para defender minhas ideias.
Dada sua votação, não seria melhor ter tentado a Câmara Federal? Como deputada federal suas iniciativas teriam maior repercussão.
Quanto mais conheço a dinâmica da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), mais me convenço de que ali precisam muito mais de mim do que no Congresso, em Brasília. Posso ajudar com minhas ideias para tornar a Alesp ainda mais dinâmica, técnica e independente. Minha intenção é prestigiar os quadros profissionais mais técnicos, trabalhando para resgatar a competência material para legislar, levando à votação projetos acerca dos quais não há acordo, dentre muitas outras medidas.

Como a senhora vê a formação do novo governo? Está muito para a direita, está muito para o centro?
Por enquanto, não tenho críticas aos nomes indicados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, já que nem todos eu conheço. Vamos aguardar o trabalho. É difícil falar assim, em teoria.
Como está a sua relação com a militância do partido? De início a senhora criticou alguns “pela ânsia de ouvir um discurso inteiramente uniformizado”.
Nunca fui militante, nem ativista. Sempre busquei e busco ser justa com as coisas. Por enquanto, o pessoal do PSL está me recebendo muito bem. Não tenho nenhuma queixa deles.
A senhora diz que há doutrinação ideológica na academia. Isso já prejudicou sua carreira de mais de 15 anos como professora?
As universidades estão tomadas pela esquerda. A questão não é só ideológica, é econômica também. Eles se unem em torno de ideias supostamente libertárias, mas por trás há um joguinho de poder: os concursos, as promoções, as viagens ao exterior, os pequenos cargos com acréscimo salarial, as bolsas de estudo. O problema é bem mais profundo do que parece.
Como foi enfrentar a esquerda, que em muitos momentos tentou desacreditá-la pelo escárnio?
A intelectualidade de esquerda se acostumou a não ser questionada. Quando surge alguém que estuda e os desafia, eles fazem necessário crer que o crítico é louco ou burro. Trata-se de uma tática. O problema é que os poucos que tentam desafiar esse esquema não têm força para prosseguir. Por isso a covardia deles impera.
Impacto do discurso da República de Cobras, proferido em 2016, na Faculdade de Direito da USP, deu corda para as críticas. Em algum momento você ficou chateada com os ataques, principalmente no YouTube e no Twitter?
Creio que o discurso referente à República da Cobra foi extremamente racional e correto, por isso foi necessário que a esquerda o desmerecesse. Mas teve um lado bom. Poucas pessoas estão associadas a clipes de rock pesado mundialmente famosos [“The Number of the Beast” e “The Trooper”, ambos do Iron Maiden]. Eu tive esse privilégio.
Não haveria excessos equivalentes à direita? Como fica a vida de um professor diante das propostas do movimento Escola Sem Partido? Afinal, todo o discurso possui algo de ideológico. Não estaria na hora de colocar alguma serenidade nessa discussão?
O aparelhamento da esquerda chegou a tal ponto, que a radicalização do outro lado, da direita, se explica. Sou contra proibir temas ou filmar professores, mas, muitas vezes, os alunos não possuem alternativas, pois os diretores e coordenadores às vezes também estão cooptados. Esse é um problema que também reside nas escolas particulares.
Mas como evitar abusos? No Paraná uma professora foi suspensa por dar aulas de educação sexual com uma metodologia recomendada. Em Natal, um professor foi ameaçado por responder uma pergunta sobre Lei Rouanet.
Com relação aos casos específicos que você mencionou, prefiro não opinar por não conhecer os detalhes. Sobre os prejuízos criados pelos preconceitos ideológicos, digo, com tranquilidade, que a maior prejudicada é a universidade, que perde com a imposição de um pensamento único.
Há carência de idéias novas no meio acadêmico?
Universidade vem de universo. Apenas a liberdade de pensamento estimula o aprimoramento. O problema não está na falta de novos autores, mas numa abordagem marxista, ou alegadamente marxista, sobre todos os temas. Sempre indico a leitura do livro de Norberto Bobbio “Nem Com Marx, Nem Contra Marx”. O objetivo sempre é tentar abrir a mente.
Como fica o seu PSL em São Paulo? Uma parte apoiou Doria, outra, o derrotado Márcio França.
Quero uma atuação técnica para o PSL. Não seremos nem contra nem a favor do governador João Doria. Seremos técnicos e, por conseguinte, a favor da população. Tenho muitos projetos em mente, ainda não defini qual será o primeiro. De todo modo, se eu ganhar a presidência da casa, meu projeto principal será resgatar a soberania do poder legislativo estadual.
A ex-presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, comentou que o mundo vive um momento que pode ser perigoso às instituições. Como a senhora avalia esse comentário?
As instituições correm riscos é com criminosos no poder. A chegada de Jair Bolsonaro e a escolha de Sergio Moro para o Ministério da Justiça se constituem um grande alento.
E se o governo federal começar a limitar os direitos dos gays, como a união estável? Qual seria seu posicionamento?
Serei contrária, claro. Não queremos tirar direitos das comunidades LGBT, só queremos proteger as crianças da instrumentalização ideológica. Crianças são crianças, não podem ser tratadas como bandeiras das causas alheias.
E o ativismo do Judiciário? É só culpa da inação do Legislativo?
Em parte, sim. Os parlamentares se diminuem quando apelam ao Judiciário para resolver seus problemas e isso vem ocorrendo de modo crescente no Brasil.
O que o futuro ministro Sergio Moro terá de fazer para seu trabalho trazer bons resultados?
Ele terá que ser técnico. Para isso é que ele foi convidado. Moro é muito inteligente e preparado. Ele tem plenas condições de aperfeiçoar o que eu batizei de “processo de depuração” do Brasil. Como ministro, ele também precisará estar preparado para a ciumeira e para lidar com a sua transição do Judiciário para a Esplanada. Não será uma tarefa fácil, mas creio que o sucesso dele será também o sucesso do Brasil. Esse processo de depuração que falo passa pela investigação e a punição dos muitos ilícitos praticados na gestão da coisa pública, em regra, tratada como se fosse uma terra de ninguém.
Onyx Lorenzoni admitiu Caixa 2, Pauderney Avelino foi citado na Lava Jato e Alberto Fraga está condenado. Não é complicado apoiar um governo com essas figuras?
Difícil falar sem ver os documentos. Corroboro a fala de Moro: que vejamos a consistência das imputações a cada um deles.

A senhora é uma acadêmica, faz política, não depende de ninguém e tem muita voz perante a sociedade. Você se considera uma feminista?
Sou uma feminista, na medida em que luto pelo reconhecimento do mérito das mulheres e as estimulo a se prepararem para ocupar espaços na sociedade. O problema é que o termo feminismo foi distorcido no Brasil.
E como é ser feminista e ter um discurso mais à direita? Nos EUA e Europa isso não seria um problema.
Lutar pelo reconhecimento das conquistas femininas tem a ver com lutar pelas liberdades individuais. Esse discurso é estranho às pautas esquerdistas, que pensam e tratam a todos como partes de um bloco único.
A senhora manteve contato com o jurista Miguel Reale Jr., com quem assinou o pedido de impeachment, junto com o jurista Hélio Bicudo, falecido em julho? A senhora pretende voltar a lecionar no curso de Direito da USP?
Há mais de um ano perdi o contato com o professor Miguel Reale Jr. (seu orientador no doutorado). E, sim, após o cumprimento do meu mandato, pretendo voltar a lecionar na Universidade de São Paulo.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Aerogel aprisiona calor solar

Aerogel aprisiona calor solar

Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/10/2019
Aerogel aprisiona calor solar
Em uma temperatura ambiente abaixo de zero grau, o dispositivo manteve-se internamente a 220º C.
[Imagem: Lin Zhao et al. - 10.1021/acsnano.9b02976]

Coletor de calor solar
Um material recém-desenvolvido, tão perfeitamente transparente que você mal consegue vê-lo, pode se tornar o elemento essencial da exploração da energia termossolar - a energia extraída do calor do Sol.
O material gera temperaturas muito mais altas do que qualquer coletor solar já fabricado - o suficiente para ser usado para aquecimento doméstico ou para processos industriais que exijam calor acima de 200 graus Celsius.
A chave para essa coleta de calor é um novo tipo de aerogel, um material leve e ultraporoso - ele consiste em mais de 99% de ar - com uma estrutura feita de sílica, ou óxido de silício, também usada para fazer vidro. Como é transparente, o aerogel permite que a luz solar passe através dele, mas impede que o calor solar escape.
Aerogel termossolar
Os aerogéis vêm sendo desenvolvidos há anos como materiais isolantes térmicos altamente eficientes e leves, mas geralmente eles têm transparência limitada à luz visível, com um nível de transmissão de cerca de 70%.
Lin Zhao e colegas do MIT, nos EUA, sintetizaram um aerogel que deixa passar mais de 95% da luz solar recebida, mantendo as propriedades altamente isolantes dessa espuma de sílica.
A inovação está nas proporções precisas dos diferentes produtos químicos usados para criar o aerogel, que é feito misturando um catalisador com um composto contendo silício em uma solução líquida, formando um tipo de gel úmido. Quando esse gel é seco, resta uma matriz que é principalmente ar, mas retendo a estrutura da mistura original. Ao criar uma mistura que reage quimicamente muito mais rapidamente do que as dos aerogéis anteriores, a equipe constatou que o gel fica com espaços porosos menores entre os grãos, que difundem menos a luz, deixando-a passar.
Aerogel aprisiona calor solar
Esquema do coletor passivo de calor solar.
[Imagem: ACS Nano]
Coletor passivo de calor
Em testes em um telhado no campus do MIT, um dispositivo passivo - um material escuro absorvente de energia solar - coberto com uma camada do novo aerogel conseguiu alcançar e manter uma temperatura de 220 °C, no meio do inverno no hemisfério Norte, quando o ar externo estava abaixo de 0 ºC.
Para a maioria as utilizações práticas, o sistema passivo de coleta de calor seria conectado a tubos contendo um líquido que poderia circular para transferir o calor para onde ele for necessário. Como alternativa, a equipe sugere que, para alguns usos, o sistema possa ser conectado a tubos de calor, dispositivos que podem transferir calor a uma certa distância sem exigir bombas ou peças móveis.

Bibliografia:

Artigo: Harnessing Heat Beyond 200 °C from Unconcentrated Sunlight with Nonevacuated Transparent Aerogels
Autores: Lin Zhao, Bikram Bhatia, Sungwoo Yang, Elise Strobach, Lee A. Weinstein, Thomas A. Cooper, Gang Chen, Evelyn N. Wang
Revista: ACS Nano
DOI: 10.1021/acsnano.9b02976

Comentarios