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sábado, 30 de abril de 2016

Polícia de Paris detém dezenas após episódios de violência na madrugada

Polícia de Paris detém dezenas após episódios de violência na madrugada

Governo informou que 24 dos 27 detidos foram colocados sob custódia

Fonte: G1 | 29/04/2016 - 15:30
O batalhão de choque da polícia parisiense prendeu 27 pessoas depois de confrontos com dezenas de jovens encapuzados e mascarados na Place de la République, no centro de Paris, na madrugada desta sexta-feira (29), depois de um dia de manifestações separadas pedindo reformas trabalhistas que também foram marcadas pela violência.
Nas primeiras horas da madrugada, a polícia dispersou um grupo de cerca de 150 jovens que se recusavam a deixar a ampla praça, que vem sendo ocupada diariamente no último mês por manifestantes essencialmente pacíficos.
A retirada ocorreu na sequência de confrontos repetidos entre os policiais e os ocupantes, que incendiaram carros e atiraram pedras retirados das ruas, disse o Ministério do Interior em um comunicado. O ministério informou que 24 dos 27 detidos foram colocados sob custódia.
"Essas são pessoas que, na sua maioria, vieram procurar briga", afirmou o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet.
Os enfrentamentos do final da noite de quinta-feira se seguiram a um dia de marchas nas quais dezenas de pessoas foram presas. A violência ocorreu nos arredores de protestos envolvendo dezenas de milhares de pessoas que se queixavam de uma lei que irá tornar contratações e demissões mais fáceis em um país no qual a proteção ao trabalhador é sagrada e o desemprego está em mais de 10 por cento.
No total, a polícia relatou 124 prisões durante os protestos e manifestações de quinta-feira, nas quais 24 policiais ficaram feridos, um em estado grave depois de receber um golpe que fraturou seu crânio.
O chefe da polícia de Paris, Michel Cadot, diz que grupos metódicos e altamente organizados estão por trás dos episódios de violência que vêm acontecendo apesar das regras do estado de emergência imposto desde os ataques islâmicos mortíferos de novembro.
O governo francês repudiou a violência, mas, estando a um ano das eleições gerais, tem parecido disposto até agora a não recorrer à adoção de um toque de recolher parcial, medida contemplada pelo estado de emergência em vigor.
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