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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Como a mídia distorce um estudo científico para convencer que toda mulher é lésbica ou bi

Por Pardes Seleh:
Um novo estudo sobre os padrões de excitação sexual feminino está sendo manipulado para comprovar o argumento político feminista de que a sua esposa, assim como 95% das mulheres, se identificariam como lésbicas ou bissexuais, se não fossem submetidas à pressão da sociedade.
O estudo envolve “experimentos de excitação sexual” nos quais foram analisados padrões de excitação genital, em comparação com relatos de comportamento masculino e feminino. Também foram analisados padrões de medição de excitação sexual na dilatação das pupilas, novamente registrando comportamentos (tanto observados quanto relatados pelos próprios voluntários) masculinos e femininos. O estudo descobriu que, quando a excitação visual é medida, “mulheres ficam, em média, psicologicamente excitadas sexualmente, tanto para estímulos masculinos e femininos.”
Apesar de ambos os estudos confirmarem que lésbicas apresentaram comportamento mais masculino tanto em sua excitação sexual quanto em características não sexuais, em média, não há indicativos de que estes dois padrões estejam conectados. Portanto, respostas sexuais e traços não-sexuais de mulheres podem ser masculinizados por fatores independentes.
O estudo “prova duas proposições,” Ben Shapiro, Editor-Chefe of The Daily Wire, disse. “[Primeiramente,] Orientação sexual não é totalmente biológica — afinal, 95% das mulheres se identificam como heterossexuais mas, de acordo com este estudo, nenhuma é mais excitada visualmente mais por homens do que por mulheres; [e segundo,] Orientação sexual não é uma resposta puramente fisiológica — em outras palavras, mulheres não se excitam visualmente da mesma forma que os homens. Mulheres se excitam sexualmente com a intimidade emocional, a qual elas preferem ter com homens — o que demonstra a mentira da ideia feminista de que mulheres e homens reagem a atividade sexual da mesma forma.”
Shapiro também notou que Gerulf Rieger, o principal autor do estudo, conduziu um trabalho similar em 2012, medindo diferenças nos padrões de dilatação das pupilas de homens e mulheres em resposta ao estímulo sexual.
Em um e-mail ao The Daily Wire, Rieger estabeleceu que a diferença entre homens e mulheres “não é uma questão de medição”; outros fatores, incluindo dilatação de pupilas, atividade cerebral, tempo de reação, e tempo de exposição, podem ser usados para avaliar diferenças entre os sexos.
“Agora sabemos que a diferença entre homens e mulheres não é uma questão de medição,” Rieger disse ao The Daily Wire. “Dilatação das pupilas, atividade cerebral, tempo de reação, tempo de exposição, todos fornecem diferenças similares entre os sexos enquanto a excitação genital é medida.”
Estranhamente, quando perguntado se ele acredita que orientação sexual é biológica ou ambiental, Rieger disse que, baseado na “grande desconexão entre orientaçao sexual e resposta sexual psicológica em homens e mulheres, é bastante improvável que isto seja devido à causas ambientais. A sociedade esperaria que a maioria das mulheres fosse heretossexuais e que tivessem resposta quase que exclusivamente voltada para os homens. Este não é o caso, apesar das pressões sociais.”
Desafiado pelo The Daily Wire a respeito da sua declaração sugerindo que a maioria das mulheres se identifica como heterossexual devido às “pressões da sociedade”, Rieger esclareceu que respostas psicológicas não se conformam com o ambiente social, ao passo que a identidade sim.
“É possível que mulheres tenham identidades sexuais mais variadas em um ambiente menos heteronormativo, porém isto é pura especulação,” Rieger acrescentou.
Apesar das especulações serem apenas especulações, a obsessão em abraçar a hipótese feminista de que homens e mulheres possuem iguais reações psicológicas ao estímulo sexual fez com que a mídia divulgasse a ideia de que, talvez, todas as mulheres são, na verdade, bissexuais ou lésbicas. O Telegraph, seguido por veículos maiores, como o Yahoo NewsDaily Mail, e o Huffington Post reportaram que, baseado nas conclusões do estudo de Rieger, mulheres heterossexuais são virtualmente inexistentes.
“Mulheres são bissexuais ou gay, mas ‘nunca heterossexuais,'” as machetes diziam.
Ao ser perguntando se ele concorda que mulheres heterossexuais são apenas o produto de pressões sociais, o psicólogo social Roy Baumeister disse ao The Daily Wire que “algumas mulheres podem se encaixar nesta descrição, outras não.”
Michael Bailey, um professor de psicologia e coautor do estudo, escreveu o seu próprio artigo para explicar que homens e mulheres não possuem os mesmos mecanismos no que diz respeito à excitação sexual, e que ele não favorece a posição de que mulheres auto-identificadas como heterossexuais são biologicamente lésbicas ou bissexuais.
Tenho dito que a orientação sexual de um homem é precisamente o seu padrão de excitação sexual. Se insistirmos que mulheres possuem orientações sexuais e que estas devem possuir os mesmos mecanismos para ambos os sexos, isto nos leva à estranha conclusão de que a maioria das mulheres identificadas como heterossexuais possuem uma orientação bisexual… Além disso, implicaria que, para uma mulher heterossexual, a identidade e preferência sexual teria pouca relação com a orientação sexual. Esta é uma posição logicamente defensável, mas eu não sou a favor dela.
Bailey, citado no passado por dizer que a homossexualidade é substancialmente herdada, disse ao The Daily Wire que, em um estudo anterior que produzido por ele junto com Rieger, ele usou um instrumento feminino em transsexuais masculino-para-feminino e, mesmo assim, eles demonstraram padrões masculinos de atividade cerebral (ao invés de padrões femininos.)
“Quando observamos a atividade cerebral em homens e mulheres que estão recebendo estímulos eróticos, obtemos o mesmo padrão observado na excitação genital,” Bailey afirmou.
 Em um artigo intitulado “Hmm, sim, mulheres heterossexuais são reais”, Samantha Allen, do The Daily Beastdetonou as manchetes que negavam a existência de mulheres heterossexuais, chamando-as de uma demonstração de “sexismo” sutil, que “de forma condescendente, implica que elas não são capazes de determinar por conta própria como elas se sentem e se identificam.”
“Se você realmente quer saber a orientação [sexual] de uma mulher adulta, pergunte a ela, ao invés de acreditar que o fluxo sanguíneo na região vaginal esconde alguma verdade secreta,” escreveu Allen. “A pesquisa sociológica sugere que as mulheres heterossexuais são mais do que capazes de descobrir a sua orientação [sexual] por conta própria, muito obrigado.”
Tradução: cpac
Revisão: Hugo Silver
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