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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Michel Temer ‘desmonta’ a Rede Petista de Comunicação e o governo vai economizar R$ 11 milhões

Os blogs de Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Paulo Nogueira e Luiz Carlos Azenha e de outros jornalistas “petistas” não vão receber dinheiro do governo federal
Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Paulo Nogueira, Luiz Carlos Azenha e Sidney Rezende: os cinco jornalistas  são do primeiro time, mas se engajaram politicamente numa espécie de Rede Petista de Comunicação
Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Paulo Nogueira, Luiz Carlos Azenha e Sidney Rezende: os cinco jornalistas  são do primeiro time, mas se engajaram politicamente numa espécie de Rede Petista de Comunicação
Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Paulo Nogueira, Luiz Carlos Azenha e Sidney Rezende: os cinco jornalistas são do primeiro time, mas se engajaram politicamente numa espécie de Rede Petista de Comunicação
O PT montou, nos últimos 13 anos, uma espécie de Rede Petista de Comunicação na internet. O objetivo dos blogs é publicar material, até de certa qualidade, com o apoio de jornalistas talentosos — como Paulo Nogueira (que, de liberal nas revistas “Exame”, da Editora Abril, e na “Época”, do Grupo Globo, se tornou esquerdista), Paulo Henrique Amorim (ex-crítico de Lula), Luís Nassif e, entre outros, Luiz Carlos Azenha —, para, em seguida, repercuti-lo nas redes sociais. Usuários de Facebook e Twitter, para mencionar duas redes sociais, precisam de material para “debater” e usar como instrumento contra possíveis adversários políticos. Assim, com o objetivo de desqualificar o que sai na chamada “Grande Imprensa” — “Folha de S. Paulo”, “O Globo”, “Estadão”, “Veja”, “Época”, “IstoÉ” —, os ideólogos petistas municiam os blogueiros e editores de sites com o suposto contraditório. As “reportagens”, por vezes tão-somente opiniões bem ou mal costuradas, são divulgadas durante o dia todo, em vários fronts, e, logo a seguir, aparecem nas redes sociais, pelas “vozes” de militantes e inocentes úteis, como “a” verdade.
Como ninguém é bobo e não come vento — não descobriram a fórmula de substituir filé mignon, picanha e cupim, além de frango grelhado, salmão (pode ser o chileno mesmo, com antibióticos e rações), comida japonesa e saladas —, os blogs e sites, alguns deles com pouquíssimos contratados (portanto, sem função social), recebiam uma verbinha, às vezes anabolizada para verbona, dos criadores da Rede Petista de Comunicação (informal, no papel; formalizada, na realidade). Se os jornalistas não fossem honestos — ninguém pode duvidar da retidão de Paulo Nogueira, Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif, excelentes jornalistas, de integridade a toda prova (adesão ideológica não é crime, nem prova de corrupção financeira, talvez seja moral) —, eu diria que recebiam um mensalinho, ou, diriam os maldosos, um mensalão. O jornalista Paulo Henrique Amorim, editor do blog Conversa Afiada, recebeu, segundo o site O Antagonista, 865 mil reais em 2016 — o que dá 144,1 mil reais por mês, muito mais do que ganham, juntos, os presidentes da República, do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal. Um ex-apresentador da Globo News estaria recebendo mais de 100 mil reais na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). É um salário muito alto para o setor público.
Ao receber a notícia de que não terá mais a verba publicitária do governo federal, além do salário da EBC, Luís Nassif (poucos escrevem tão bem sobre economia quanto o jornalista) estrilou e disse à “Folha de S. Paulo” (terça-feira, 14): “À medida que o governo define claramente que blogs ou sites críticos a ele não podem ter publicidade de bancos, a Secom agora está atuando politicamente”. Talvez a “Folha” não tenha colhido a informação precisa, pois o governo só está “cortando” a publicidade de bancos oficiais — que nem mesmo verificam a audiência real dos blogs e sites — e, claro, não está proibindo, nem pode, que os jornalistas apadrinhados pela Rede Petista de Comunicação recorram ao mercado, aos bancos privados, por exemplo. Luís Nassif diz que a Secom “está atuando politicamente”, como se, sob o PT, não tivesse “atuado politicamente”. Em termos de poder, todos os governos, independentemente das ideologias, “atuam politicamente”. Em seguida, Luís Nassif disse à “Folha”: “Nós estamos sofrendo um processo de censura”. É óbvio que não estão. Tanto que podem perfeitamente buscar as empresas privadas para financiá-los. Estão, na verdade, livres da tutela do Estado.
Mostrando que tem coragem, por que vai ser criticado em quase todos os cantos e recantos da internet, o presidente Michel Temer começa a desmontagem da Rede Petista de Comunicação. Se não for extinta, se o setor privado decidir mantê-la, o que ficará provado é que a Rede Petista de Comunicação é competente e, portanto, merece sobreviver (alguns blogs, apesar da excessiva parcialidade, são bem feitos). Agora, se não consegue sobreviver sem a Bolsa Família Para a Mídia, a extinção da Rede Petista de Comunicação deve ser saudada pela sociedade.
“Do ponto de vista da comunicação, o governo estava anunciando somente em blogs que refletiam parte da opinião pública, não representando a multiplicidade das opiniões”, relatou o Palácio do Planalto à “Folha”. Mais do que uma opinião, trata-se de uma constatação. Blogs que apoiavam o governo petista nem precisavam ser bons — bastavam ser unilaterais, na defesa do petismo e no ataque às oposições, notadamente ao PSDB — para obter polpudas verbas federais. Dinheiro que não pertencia ao PT, e sim à sociedade, mas era “doado” aos seus aliados-defensores.
O presidente Michel Temer mandou cortar 11,2 milhões da Bolsa Mídia ou Bolsa Para Blogs Petistas. O dinheiro seria “doado” até o fim deste ano — e sem nenhuma contrapartida. Pode-se argumentar que alguns dos blogs empregam jornalistas, portanto têm função social. Na verdade, empregam militantes, que, quando faturam dinheiro do governo federal, estão percebendo uma espécie de salário mensal — que os maliciosos, com ou sem razão, por certo chamarão de mensalinho ou mensalão da mídia.
A Petrobrás, que era vista como a popular Casa da Mãe Joana da Esquerda em termos de publicidade, agora informa que deixará de anunciar nos blogs que faziam e continuam fazendo jornalismo de militância. A Petrobrás, relata a “Folha”, “concentrará a verba publicitária nos principais portais, como UOL [do Grupo Folha], Globo.com e R7, além de redes sociais (Facebook) e sites segmentados (Quatro Rodas, Globo Esporte)”. Aí, e não é preciso pertencer à Rede Petista de Comunicação para perceber, há um equívoco. O governo federal volta a anunciar nos chamados monopólios e passa a ignorar que o Brasil não é apenas São Paulo e Rio de Janeiro. A concentração dos recursos financeiros nos grandes grupos mostra um dos primeiros equívocos de Michel Temer. O corte de verbas para o Observatório da Imprensa e para o Congresso em Foco é outro equívoco. Apesar de certo esquerdismo militante de alguns de seus colaboradores, o Observatório da Imprensa debate jornalismo a sério e, sobretudo, é franqueado a diferentes opiniões. Há uma abertura que não há na Rede Petista de Comunicação. O Congresso em Foco faz jornalismo de primeira linha. É um dos melhores sites da internet e não é engajado politicamente. Não pode ser arrolado entre “Conversa Afiada”, “Diário do Centro do Mundo” e “Opera Mundi. “CartaCapital” faz uma defesa desbragada do petismo, não há a menor dúvida e seu diretor de redação, Mino Carta, não esconde isto. Mas é uma publicação que faz jornalismo de qualidade — discorde-se ou não de sua ideologia — e de maneira diversificada. Ao contrário de alguns blogs, não é um mero panfleto e deve sobreviver às intempéries políticas.
O site O Antagonista listou (a “Folha de S. Paulo” confirmou os dados), na semana passada, quanto ganharam os blogs e sites da Rede Petista de Comunicação em 2016: Brasil 247 (Leonardo Attuch): 2,1 milhões de reais; Diário do Centro do Mundo (Paulo Nogueira): 1,11 milhão; Carta Maior (site): 921 mil; Fórum: 921 mil; Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), 865 mil; Luís Nassif: 814 mil reais (fora o contrato com a EBC); “CartaCapital” (site): 664 mil; Sidney Rezende: 409,5 mil; Jornal GGN: 359 mil; Pragmatismo Político: 219 mil; Blog do Esmael: 169 mil; Viomundo (de Luiz Carlos Azenha): 166 mil; O Cafezinho: 124 mil; Opera Mundi (de Breno Altman, ligado a José Dirceu): 83 mil.
O governo de Michel Temer estuda fazer outros cortes. “O valor cortado até agora é irrisório perto dos dispêndios anuais com publicidade federal. Em 2015, o total gasto pelo governo Dilma, sob comando da Secom, foi de R$ 1,86 bilhão. A maior parte foi para a TV — R$ 1,23 bilhão”, informa a “Folha de S. Paulo”. É um gasto excessivo — que torna pálido o gasto com os blogs da Rede Petista de Comunicação. O presidente agora precisa ter coragem e enfrentar os grandes grupos de comunicação. Coragem que, evidentemente, não terá.
Extinção da EBC
Uma nota sobre a possível extinção da Empresa Brasileira de Comunicação. O primeiro equívoco é compará-la à BBC de Londres, que tem longa tradição de qualidade e, mesmo pertencendo ao governo, de relativa independência (independência absoluta nem no Céu). Nas mãos dos governos petistas, a EBC se tornou uma célula petista, com jornalistas que, longe de pensarem de maneira multifacetada, são militantes da esquerda. O Brasil não perderá nada com sua extinção. Pelo contrário, vai economizar dinheiro, pois se tornou uma empresa que, além de patrocinar um cabidão de empregos para esquerdistas, gasta muito e mal. Sua produção é de baixa qualidade e sua audiência é irmã gêmea de traço.
Neste momento, com amparo da Justiça, trava-se uma queda de braço entre o governo de Michel Temer, que quer substituir o jornalista Ricardo Melo pelo jornalista Laerte Rímoli. Não há nada que desabone Ricardo Melo, um repórter competente e íntegro, mas sua manutenção no comando da EBC é, se legal, ilegítima. O que a Rede Petista de Comunicação quer não é fazer jornalismo de qualidade, com ampla cobertura das partes, mas sim manter o controle de um “aparelho político” e, claro, mantendo o cabide de empregos. Ricardo Melo deveria pedir demissão agora. Para preservar sua biografia de profissional decente. l
fonte:http://www.jornalopcao.com.br
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