SIGA-ME

SIGA-ME

Seguidores da revista

Clima Tempo

Atenção

* A Revista Esperançanossa- não formula notícias, artigos ou vídeos, salvo quando os mesmos são citados como criação própria. Todas as nossas publicações são reproduções fiéis de sites de terceiros. Sendo assim, o conteúdo e/ou opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores, cujas informações estão contidas nos links da fonte, e não refletem, necessariamente, a opinião da Revista Esperançanossa

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Temer a caminho do “tetra”

O presidente interino Michel Temer (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Henrique Alves é a terceira vítima da Lava Jato no ministério – e tem mais gente na fila. Demissões rápidas são a tentativa de preservar o Planalto


Em 2013, a reputação de homens públicos e privados sofreu um abalo sísmico. Naquele ano foi sancionada a Lei 12.850, que, entre outras coisas, estabeleceu os parâmetros da colaboração premiada, um meio de prova capaz de permitir a escalada da cadeia de comando das mais complexas organizações criminosas. Na mesma época, foi lançado o aplicativo Lulu, em que mulheres avaliavam homens em quesitos como desempenho sexual e compartilhavam as notas, os “curti”, “like” e “dislike” com outras usuárias. De lá para cá, o Lulu caiu em desuso, regulado pelo mercado das indenizações provocadas por algumas citações injustas. Ao mesmo tempo, as delações alcançaram com a Lava Jato seu ápice, contribuindo para o saneamento do ambiente político intoxicado pelos arranjos do PT e partidos aliados.Produto mais recente dessa colaboração amparada em lei, a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado avançou em nova fronteira, atingindo o núcleo do PMDB e, portanto, o Palácio do Planalto. As gravações prévias à delação já haviam derrubado dois ministros do presidente interino, Michel Temer: Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência). Com a revelação dos depoimentos, o próprio presidente interino surgiu como uma espécie de cicerone de propina em favor de um apadrinhado, o deputado Gabriel Chalita, na disputa pela prefeitura de São Paulo, em 2012. Pela liderança que exerce no PMDB, pela ligação com Chalita, pela companhia na Esplanada de investigados pela Lava Jato e por ter sido citado por outros delatores, Temer não está imunizado contra a Lava Jato. Desgastado pelas primeiras escolhas e pelas incertezas sobre a coesão de sua base parlamentar, Temer resolveu agir rápido para não deixar o pé preso ao alçapão das denúncias feitas por Sérgio Machado. Negou o episódio e demarcou uma diferença em relação a Dilma Rousseff, condescendente com os citados na Lava Jato.
Mas Temer caiu na rede. Para resgatar sua reputação, não bastaria a indignação retórica. Era preciso avançar. Pois restava em seu ministério um notório investigado, amigo e correligionário – oministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves. Ao vacilar na ação, Temer ficaria exposto aos famintos. Entocado na residência oficial da Câmara e maquinando formas de sobrevivência, o presidente afastado Eduardo Cunha viu no sufoco de Temer uma janela de oportunidade. E estendeu a mão. Fez circular entre aliados a versão de que fora ele, e não Temer, o padrinho da arrecadação de campanha de Chalita. Contra esse tipo de oportunismo Temer precisava resistir, sob pena de ir ao fundo num abraço de afogado com Cunha.
Henrique Eduardo Alves pede demissão (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Assim, Henrique Alves, que já era investigado pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, no Supremo Tribunal Federal (STF), e ganhou um capítulo na delação de Sérgio Machado, foi afastado. É a terceira baixa no governo. Outro ainda ministro, Geddel Vieira Lima, segundo investigadores, é personagem da delação do ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, ainda inédita. Neste caso, Temer é candidato ao “tetra”, com quatro baixas no início de sua interinidade. Mas, enquanto agir assim, na base do “foi citado na Lava Jato, cai”, Temer ficará livre de pressões e de posts nada lisonjeiros nas redes sociais. Até a próxima delação.
fonte:http://epoca.globo.com

Postar um comentário

Comentarios