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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Deputada cristã processa professor que tratou sobre `perversões sexuais´ em sala Deputada Sandra Faraj recebeu reclamações em seu gabinete com relação ao assunto e enviou ofício à direção da escola pedindo `esclarecimentos´ e `providências legais cabíveis´

Deputada cristã processa professor que tratou sobre `perversões sexuais´ em sala

No final do mês de junho, um professor do segundo ano do ensino médio de um colégio de Ceilândia passou um trabalho para seus alunos sobre a homofobia. Tendo em vista o conteúdo da atividade, a deputada distrital Sandra Faraj (SD) enviou um ofício para o colégio questionando tal atitude.
O trabalho em grupo passado pelo educador do Centro Educacional 6 de Ceilândia pedia aos estudantes que debatessem alguns temas como homofobia, integração entre gêneros, pansexualidade, relações poliamorosas e transsexualidade.
A deputada Sandra Faraj recebeu reclamações em seu gabinete com relação ao assunto e enviou ofício à direção da escola pedindo “esclarecimentos” e “providências legais cabíveis”. A interferência da parlamentar chegou a revoltar professores e entidades de defesa da educação.
De acordo com o Correio Braziliense, o Sindicato dos Professores entendeu o envio do ofício como uma forma de intimidar e constranger os professores. “Temos uma lei de gestão democrática que organiza as escolas e estabelece a autonomia do trabalho pedagógico dos professores e da instituição de ensino. O professor tem que ajudar os alunos a entender a sociedade, ele não pode ser cerceado ao tocar em temas importantes da atualidade”, pontua o diretor da entidade, Dimas Rocha.
Sindicato ligado a movimentos sociais
Ainda de acordo com o jornal, o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal aprovou na última terça-feira (5) uma nota de repúdio ao posicionamento da parlamentar. “O Conselho repudia a tentativa de interferir na autonomia dos professores da escola citada. É conhecida a saga da deputada que enviou o ofício, para que os temas de gênero e orientação sexual não sejam discutidos, o que não encontra base legal. O Conselho é afirmativo na necessidade de discussão dos temas de diversidade nas escolas para o estimulo de uma cultura da paz e tolerância”, afirma a nota.
Sandra Faraj declarou que sofre perseguição por parte do Sindicato dos Professores. “Existe esse embate com o sindicato, que é ligado a movimentos sociais e a partidos políticos. Sempre que agimos para defender os valores da família, eles se posicionam contra”, ressaltou.
“É preciso entender o pensamento da sociedade. Será que ela está à vontade com essas práticas que são contra a lei?”, ingadou. “As escolas não têm autorização para abordar temas dessa maneira. Como um jovem vai pesquisar sobre transsexualidade, pansexualismo? Será que ele tem maturidade para tratar sobre isso?”, questionou.
fonte:http://www.cpadnews.com.br/
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