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sábado, 16 de julho de 2016

Mulher é morta a facadas em frente à filha de 7 anos durante assalto no Rio

Cristiane com os dois filhos

Uma dona de casa de 46 anos foi morta durante um assalto na noite desta quinta-feira, no Estácio, região central do Rio. Cristiane de Souza Andrade levou duas facadas no pescoço após dizer ao bandido que não tinha dinheiro. O crime aconteceu na Rua Haddock Lobo, no trecho próximo à sede da Prefeitura do Rio, em frente à filha dela, de apenas 7 anos.
- A minha mãe havia saído de casa para ir ao mercado, como fazia sempre. Havia saído do mercado quando aconteceu. Um rapaz se aproximou dela, anunciou o assalto e pediu dinheiro. Ela disse que não tinha. O cara simplesmente deu duas facadas no pescoço dela - contou o universitário e trabalhador autônomo Wallace de Souza Andrade, de 27 anos.
Wallace chora em frente ao IML
Wallace chora em frente ao IML Foto: Marcio Alves / Marcio Alves
O relato sobre o que aconteceu com Cristiane foi feito pela filha dela, que ajudou no socorro à mãe.
- Foi duro ter que ouvir isso de uma menina de 7 anos, viu? Ela sabe que a mãe está machucada, mas a gente não teve como contar ainda do falecimento. Não sabemos como dar a notícia - lamentou Wallace.
Cristiane foi morta em frente à filha
Cristiane foi morta em frente à filha Foto: Álbum de família
O rapaz mora perto da mãe e disse que no horário em que ela foi abordada, por volta das 20h30m, a rua costuma ser bastante movimentada:
- Essa violência toda... É complicado, viu? É ali pertinho da prefeitura. Deveria ter segurança. E ser morta com essa violência toda. Minha mãe nem reagiu. Só falou que não tinha dinheiro.
Cristiane ainda foi levada para o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, mas não resistiu. O corpo seguirá para o Instituto Médico Legal (IML). Parentes da dona de casa foram ouvidos na 6ª DP (Cidade Nova), mas o caso será transferido para a Divisão de Homicídios (DH).
O enterro de Cristiane será realizado às 17h desta sexta-feira, no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio.
O ex-marido da vítima e pai de Wallace, José Ferreira, de 48 anos, estava separado de Cristiane há cerca de 20 anos, mas mantinha contato e amizade com a dona de casa:
- Estou muito triste. Ainda não consigo acreditar. Ela era uma pessoa muito bem humorada, que gostava de dançar e aproveitar a vida. Foi mais uma vítima da violência que vemos todos os dias nos jornais.
'Estava desesperada'
Vivian Silva, de 47 anos, amiga de Cristiane, esteve no Hospital Souza Aguiar, onde a dona de casa foi atendida. Ela contou ter ouvido um relato da filha da vitima, que presenciou o crime e ficou desesperada.
- A garota me contou que, ao ver a mãe esfaqueada, desesperou-se e correu para o meio da rua. Um táxi que vinha em sua direção teve que parar bruscamente. Ao perceber a situação, o taxista colocou a menina e a mãe no carro e as levou para o hospital - disse Vivian.
Vagner Saúde, de 28 anos, amigo da família de Cristiane, também esteve no Souza Aguiar .
- A menina estava completamente desesperada. De cortar o coração.
Ele mora no Estácio há 25 anos e se queixou da violência no bairro. Segundo Vagner, consumidores de crack costumam se reunir na Praça do Teleporto, em frente ao local onde a dona de casa foi atacada:
- Estão tendo muitos assaltos. A gente está sem segurança. Minha mãe tem 65 anos e evita sair à noite aqui no bairro. Nunca vi desse jeito. A praça fica cheia de cracudos à noite.
De acordo com moradores, na quinta-feira, horas antes de Cristiane ser ferida, um motorista foi assaltado na Rua Sampaio Ferraz, onde ela morava.
Nesta sexta de manhã, havia uma patrulha da PM na Praça do Telégrafo e também motos da corporação circulando pelo local. Em nota, a PM informou que o policiamento na região é realizado diariamente com motos, carros e também a pé.
"A Assessoria de Imprensa esclarece que segundo o comando do 4º BPM (São Cristóvão), o policiamento naquela área é realizado diariamente com motos, viaturas e a pé, além de operações de trânsito com o objetivo de reduzir ações criminais na região. O comandante solicita que as vítimas façam registros na Delegacia para que o Batalhão possa mapear a mancha criminal.A vítima pode também ligar para o Disque-Denúncia através do telefone: (21) 2253-1177 ou para o 190".



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