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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Nem eu, nem você, nem Bianca e nem ninguém

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Estou achando que precisamos parar de romantizar demais a vida.
Talvez esteja faltando mais chão e literalidade nas nossas cabeças ocas de cristãos abobalhados. Parece que nossa mente é estrábica e não consegue decifrar o que está escancarado bem na frente dos nossos olhos. Quando vemos o apóstolo Paulo afirmando para Timóteo que segundo a sua visão de mundo e revelação de identidade própria, ele era o maior de todos os pecadores, logo pensamos: “Paulo era “o cara”, mas sendo o tal ele não podia demonstrar arrogância, logo descolou um discurso humilde na intenção de ensinar seu discípulo que por mais que se tornasse “o top”, não pegaria bem dizer que não tinha quem se comparasse a ele no meio dos Christians.

Uma franquia de vida insustentável

Nós somos humanos, mas o que nos falta é alegria em nossa humanidade. O que temos visto são milhares de pessoas que quando se encontram com a religião são tomadas pelo desejo de serem deuses perfeitos. Cadê a graça das descobertas? Onde está a despretensão das palavras ditas na hora errada que carecem de perdão logo adiante? Onde foi parar o “não sei, me ajude a descobrir”? Creio que tenha sido trocado pelo “cairão mil ao teu lado e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido”. Carapuças emprestadas de gente que se julga maior do que as outras porque seguram um bastonete que amplifica a voz de culto em culto, de evento em evento, que vendem uma franquia de vida insustentável onde são necessárias as maiores bizarrices para que a grande massa não descubra suas fraquezas. Estamos carentes de “maus” exemplos, pessoas que estão cercadas por paredes de vidro onde todos podem observar o que está acontecendo do lado de dentro. Carecemos de humanos que reconhecem seus fracassos, mas não desprezam o seu Deus, que batam no peito pra denunciar o próprio pecado e clamar pela ajuda dos que estão a sua volta independente do cargo eclesiástico. Infelizmente o que vemos são os que sustentam o circo. Que apregoam o “casamento blindado”. O “namoro de corte”. O “revoltado” que é capaz de fazer o que até Deus duvida. Os que são castos na aparência, mas se deitam com quantas mulheres forem possíveis. Que fazem ecoar a voz de santos, mas nutrem um desejo pedófilo por debaixo dos cobertores.O que estamos esperando? Que a velhice nos esbofeteie com o discurso do “eu disse”? Que precisemos quebrar a cara, a cabeça e a nossa genitália pra percebermos que a fala da perfeição é o combustível do pecado? Quando abafamos nossos impulsos debaixo de um pano religioso movidos pela força do nosso braço, estamos alimentando um leão com o que existe de mais proteico no mercado. Só que uma hora o leão terá de sair e então não sobrará mais ninguém a sua volta. Paulo não estava blefando sobre sua consciência de pecado, ele sabia do que era capaz. Jesus manda satanás sair quando por meio da fala de Pedro é tentado a não subir no madeiro. Quer medir forças com o Pecado? Uma constatação, a queda será maior do que você consegue considerar.

Quando deixaremos de pecar? 

O que aconteceu com a famosa pastora foi apenas um indicador de um contexto velado, mas extremamente recorrente. Não pense que foi um caso isolado, nem tampouco que questões do gênero são exclusividades das histórias com padres católicos. Nos falta é revelação de quem somos. De que o evangelho não é uma capa vermelha que nos faz voar por aí imunes às intempéries da vida e de nossas desgraças pessoais.
Certa vez foi perguntado ao Dr. Russel Shedd, um cristão dos mais importantes a ser ouvido nos nossos dias, a respeito de quando finalmente deixaremos de pecar, e a surpreendente e óbvia resposta foi: “Quando morrermos e formos para o Pai”. Não tentemos ser o que não somos, antes, vamos ao Pai que nos conhece melhor do que nós mesmos e no quarto secreto nos desmanchemos no reconhecimento de nossa impossibilidade.
Fico com fala do Paulo aos Coríntios:
“Se eu tivesse disposição para contar vantagem, talvez pudesse fazê-lo sem parecer ridículo e não estaria faltando com a verdade. Mas vou poupar vocês. Quero que vocês continuem a me imaginar como o tolo que vocês pensariam que eu sou se me encontrassem na rua ou me ouvissem falar. Por causa da grandiosidade daquelas revelações, para que eu não ficasse orgulhoso, recebi o dom de um obstáculo, que me mantém em contato permanente com minhas limitações. O anjo de Satanás fez o melhor que pôde para me derrubar, mas o que conseguiu foi me pôr de joelhos. Sem chance que eu ande de nariz empinado e orgulhoso! No princípio eu não pensava nele como um dom, e pedi a Deus que o removesse. Repeti o pedido três vezes, Ele me disse: Minha graça é o bastante; é tudo o que você precisa. Minha força brota da sua fraqueza; Assim que ouvi isso, achei melhor me resignar. Desisti de ficar pensando na limitação e comecei a apreciar o dom. Foi uma oportunidade para que a força de Cristo trabalhasse na minha fraqueza. Agora enfrento com alegria essas limitações, com tudo que me torna pequeno – abusos, acidentes, oposição, problemas. Simplesmente permito que Cristo assuma o controle! E, quanto mais fraco me apresento, mais forte me torno”. (2Coríntios 12.6-10 – versão A mensagem)
No demais, devemos carinhosamente abraçar todos os envolvidos nessa novela que figurou nas redes nos últimos dias, pois são gente e nada fizeram que não estava proposto pela natureza humana que não é arrancada como quem puxa a erva daninha que nasce ao léu e larga ao lado, mas sim por meio da graça outorgada por Cristo a nós, ou seja, não vem do nosso esforço, mas a recebemos como dom precioso.
Que tal dizer não às aparências religiosas e sim para a humanidade em transformação? Sei de uma coisa, não conseguiremos viver por muito tempo debaixo desse jugo da perfeição a todo custo.
Nem eu, nem você, nem Bianca e nem ninguém.
Cristo nos pegue no caminho.
fonte:http://minhavidacrista.com
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