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terça-feira, 12 de julho de 2016

Um dos legados prometidos para os Jogos Olímpicos do Rio

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Um dos legados prometidos para os Jogos Olímpicos do Rio é o incentivo à prática esportiva. E o reflexo disso poderá ser sentido já em 2020, nos Jogos de Tóquio. Márcio Teles, de 22 anos, é a prova de que um atleta pode ser formado em menos de quatro anos. Começou no atletismo em 2013 e, em agosto, estará no Engenhão para a disputa de duas provas: 400 metros com barreiras e revezamento 4×400 metros.
Marcio cresceu em Seropédica, na região metropolitana do Rio, e queria mesmo era ser jogador de futebol. O único problema era a falta de talento. E foi exatamente isso que o aproximou do atletismo.
“Eu queria ir para a Olimpíada da Baixada (Fluminense) para poder comer. Não deu no futebol, mas tinha vaga no atletismo. Aí eu fui”, lembrou. Márcio era do tipo que participa de uma viagem só porque sabe que vai ter comida de graça. “Minha família é simples, mas nunca passei fome. Gosto de comer, mesmo”, disse, rindo e expondo os dentes ainda cobertos de aparelhos.
Quem vê não acredita. Marcio é mais magro que seus rivais dos 400 metros. “Magro de ruim”, como ele mesmo diz. Mas veloz o suficiente para ganhar um ouro e uma prata na Olimpíada dos municípios da Baixada Fluminense. A ideia de treinar atletismo até que o agradou. O que não estava nos planos era a paternidade aos 18 anos. Para sustentar o filho, precisou trabalhar.
Em 2013, a mãe e o padrasto decidiram dar a Márcio a oportunidade de se arriscar no atletismo. Ajudariam financeiramente na criação do neto. Não se decepcionaram. O que faltava de talento no futebol sobrava no atletismo.
Com um ano de treinos, Marcio já foi o líder do ranking brasileiro sub-23 nos 400 metros com barreiras em 2014. Contratado pela Orcampi, passou a morar em Campinas (SP), deixando em Seropédica um casal de filhos. “Quase não vejo eles. Esse ano foi muito duro, com campings, viagens”, disse.
O trabalho foi recompensado. Em Genebra (Suíça), em 11 de junho, Marcio fez o aguardado índice olímpico nos 400 metros com barreiras. Quarto no Troféu Brasil nos 400 metros, ainda garantiu um lugar no revezamento 4×400 metros. “Não era algo que eu pensava até um ano atrás e essa vaga no revezamento foi uma surpresa. Agora é trabalhar para fazer o melhor na Olimpíada”. Com um ciclo inteiro de preparação, o melhor mesmo deve vir em Tóquio.
fonte:seropedicaonline
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