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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Impedidos de voltar aos EUA, nadadores se calam em depoimento Gunnar Bentz e Jack Conger foram retirados de avião pela polícia. Polícia quer esclarecer suposto assalto relatado pelos atletas no Rio.

Nadadores Gunnar Bentz (esq.) e Jack Conger deixam delegacia de polícia do Galeão, no Rio, após prestarem depoimento sobre suposto assalto sofrido na cidade (Foto: Tasso Marcelo/AFP)
Nadadores Gunnar Bentz (esq.) e Jack Conger deixam delegacia de polícia do Galeão, no Rio, após prestarem depoimento sobre suposto assalto sofrido na cidade (Foto: Tasso Marcelo/AFP

Impedidos de embarcar para os Estados Unidos, os nadadores norte-americanos Gunnar Bentz e Jack Conger se calaram ao serem levados à delegacia do aeroporto internacional Tom Jobim, noRio de Janeiro, para prestar depoimento na noite desta quarta-feira (17). Orientados por um advogado, eles não disseram nada sobre um suposto assalto que teriam sofrido junto com os também nadadores e compatriotas Ryan Locthe e James Feigen.
Após quase 4 horas na delegacia, Gunnar Bentz e Jack Conger foram liberados no início da madrugada desta quinta (18), por volta de 1h20, e se hospedaram em um hotel próximo ao Galeão. Bentz e Conger chegaram a entrar no avião para voltar aos EUA, mas foram retirados por policiais civis e agentes da Polícia Federal.
Pouco antes, a Justiça mandou apreender o passaporte dos dois, para que prestassem depoimento, como testemunhas, sobre um assalto que Ryan Locthe e James Feigen disseram ter sofrido na madrugada de domingo (14), ao sair de uma festa na Lagoa.

Locthe e Feigen prestaram depoimento sobre o assalto, mas os investigadores viram contradições. A Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), que investiga crimes contra turistas, começou então a apurar se poderia ter havido um falsa comunicação de crime por parte dos nadadores.
A pedido da delegacia, uma primeira decisão da Justiça mandou apreender o passaporte de Lochte e Feigen, para que não deixassem o Brasil antes da conclusão das investigações e para que pudessem ser ouvidos novamente.
Locthe e Feigen prestaram depoimento sobre o assalto, mas os investigadores viram contradições. A Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), que investiga crimes contra turistas, começou então a apurar se poderia ter havido um falsa comunicação de crime por parte dos nadadores.
A pedido da delegacia, uma primeira decisão da Justiça mandou apreender o passaporte de Lochte e Feigen, para que não deixassem o Brasil antes da conclusão das investigações e para que pudessem ser ouvidos novamente.
Lochte, no entanto, já havia voltado para os EUA. Feigen permanece no Brasil e está intimado para prestar novo depoimento. Ele estava sendo monitorado pela polícia e fez reserva de passagem online. Os policiais seguiram para o aeroporto e, no caminho, descobriram que os outros dois, que configuravam como testemunhas, estavam embarcando.

Feigen, que fez a reserva, não apareceu no aeroporto. Os outros dois foram retirados da aeronave na companhia de um integrante da comissão técnica dos EUA.Interrogatório por carta
A polícia vai enviar por ofício ao FBI uma relação de perguntas para que o 12 vezes medalhista olímpico Ryan Lochte responda, dos EUA, por carta precatória.
As duas decisões de proibir a saída dos nadadores foram do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos, a pedido da Deat. A PF notificou o Consulado dos EUA e o Comitê Olímpico americano para impedir a saída dos nadadores, mas não havia recebido resposta até a noite.
  •  Em nota, o Comitê Olímpico Americano informou que o time de natação deixou a Vila logo após o fim das competições e que, por questões de segurança, não poderia confirmar a localização de cada atleta.
Contradições
Na decisão de pedir a apreensão dos passaportes, a  juíza Keyla Blanc De Cnop, do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos, assinala que foram identificadas contradições nos depoimentos prestados pelos nadadores.
Ryan Lochte disse à polícia que ele, Feigen, Bentz e Conger estavam num táxi quando foram rendidos por um bando armado, que exigiu o dinheiro que ele tinha – cerca de US$ 400. Feigen afirmou que apenas um dos criminosos estava armado.
Em entrevista à rede americana NBC no domingo, Lochte contou que os assaltantes mostraram distintivos e obrigaram o grupo a deitar no chão. Os criminosos teriam então roubado o dinheiro e a carteira dele, mas deixaram a credencial e o celular, fato que os investigadores estranharam.Instigados a dar mais detalhes do assalto, Feigen e Lochte disseram que não se lembravam porque estavam muito bêbados após deixarem a festa. Os agentes ainda procuram o taxista que teria levado os nadadores da Lagoa à Vila Olímpica. A polícia tem as imagens de um posto de gasolina e busca registros de câmeras de segurança que ficam no trajeto.
Vídeo contradiz depoimentos
Outra contradição surgida nos depoimentos é quanto aos horários do suposto assalto: os nadadores relataram que saíram da festa, na Lagoa, por volta das 4h. Câmeras de segurança da Casa da França, onde foi a festa, mostra que eles saíram às 5h45.Eles contaram também que teriam sido assaltados perto da Vila dos Atletas, já na Barra da Tijuca, razão pela qual seguiram para o alojamento. Imagens registradas pelas câmeras de segurança da Vila mostram que os atletas chegaram ao local às 6h56.
Em vídeo divulgado pelo jornal britânico Daily Mail, é possível identificar que 4 nadadores chegam à portaria e passam pelo detector de metais antes de entrar. Lochte chega a brincar com Feigen, batendo com sua credencial na cabeça do colega.
Ryan Lochte (Gnews) (Foto: Reprodução GloboNews)Ryan Lochte disse que assaltantes o obrigaram a deitar no chão (Foto: Reprodução GloboNews)
Para a juíza Keyla Blanc, as imagens evidenciam que os atletas chegaram com suas integridades físicas e psicológicas inabaladas, e que tal comportamento justifica o pedido do Ministério Público para que seja investigada de uma possível falsa comunicação de crime.
Pai de Lotche não entende controvérsia por assalto
Em entrevista à agência de notícias americana Associated Press (AP), o pai Ryan Lotche disse não entender a polêmica em relação ao caso e comentou que o filho ia comprar uma carteira nova.
"Estou feliz porque ele está a salvo. Foi uma experiência desafortunada para ele e os outros três. Não sei por que tanta controvérsia. Eles foram simplesmente tirados do táxi e assaltados. A principal coisa é que ele tem muita sorte de estar em segurança e tudo o que levaram foi o dinheiro e a carteira", disse Steve Lotche, por telefone.
fonte>http://g1.globo.com/
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