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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Professora é agredida por aluna e duas irmãs em escola de Parobé, RS Luciana Fernandes, 23 anos, foi atacada dentro da sala dos professores. Polícia aguarda laudo para indiciar trio por vias de fato ou lesões corporais.

Uma professora do ensino fundamental foi agredida por uma aluna e duas irmãs durante uma festa de Dia dos Pais no último sábado (15) na Escola Municipal Padre Afonso Kist, emParobé, no Vale do Paranhana, Rio Grande do Sul. Luciana Fernandes, de 23 anos, conta ter sido atacada dentro da sala dos professores por três pessoas após o desentendimento com a estudante de 15 anos em uma brincadeira que era parte do evento. Ela foi afastada do trabalho e recebe atendimento psicológico.
Segundo a docente, a escola realizou uma festa de Dia dos Pais com brincadeiras de festa junina, já que as cheias que atingiram parte do estado nos últimos meses impediram a realização dos festejos de São João. Entre as atividades estava a "cadeia", na qual os alunos ficam presos. Luciana conta que o desentendimento começou quando a aluna foi "solta" mediante o pagamento simbólico de uma "fiança" de R$0,50, valor que seria destinado aos fundos da escola.
Luciana leciona ciências há um ano na escola Padre Afonso Kist, em Parobé, rs (Foto: Arquivo pessoal)Luciana leciona ciências há um ano na escola
Padre Afonso Kist (Foto: Arquivo pessoal)
"Um rapaz também foi preso e pagou as fianças dos dois. Eu liberei o menino e pedi que ela esperasse até sair o troco. Ela empurrou a porta com força e veio tentar me agredir. Meu noivo estava junto, ele foi me ajudar na festa, e se colocou no meio, levou alguns tapas dela e não a deixou me bater", contou a professora.
Luciana pretendia permanecer na escola, mas ouviu de outra professora que era melhor sair, pois a aluna havia ido buscar familiares, com o objetivo de agredi-la. O noivo da professora foi até o carro do casal, que estava nas proximidades da instituição, enquanto a docente ia à sala dos professores para buscar pertences. Neste momento, no entanto, o ataque aconteceu.
"Eu estava lá conversando com a coordenadora, dizendo que não dava mais, que os alunos não têm mais respeito. Essa menina tem 15 anos, é minha aluna. Ela chegou com duas irmãs maiores de idade, começaram a me chamar de 'vagabunda' e dizer que iriam me 'quebrar'. As três me agrediram, mas havia mais de 10 pessoas incentivando elas. Inclusive o pai e a mãe, achando aquilo bonito", lamenta.
Professora mostra ferimento decorrente de agressões em Parobé, RS (Foto: Arquivo pessoal)Professora mostra ferimento decorrente de
agressões (Foto: Arquivo pessoal)
O noivo de Luciana retornou à escola e apartou a briga. O casal se trancou na sala dos professores até a chegada da Brigada Militar, enquanto a aluna e os familiares permaneceram no lado de fora insultando a professora. Depois, foram todos para a Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) de Taquara.
Funcionária da escola há cerca de um ano, Luciana ressalta que era professora da adolescente na turma do 9º ano do ensino fundamental, e que ela costumava ter um comportamento agressivo. A diretora da escola, Cleni Sarmento, confirma. "Essa aluna sempre é muito indisciplinada, não aceita limites", diz.
Segundo a diretora, Luciana será transferida para outra escola municipal, de sua escolha, e recebe atendimento físico e psicológico. A aluna também é atendida e será transferida para uma instituição diferente. "A Secretaria de Educação nos deu todo o apoio necessário", diz Cleni.
Laudo de exame definirá indiciamentos
Marcas da agressão deixaram hematoma no rosto de Luciana (Foto: Arquivo pessoal)Marcas da agressão deixaram hematoma no rosto
de Luciana (Foto: Arquivo pessoal)
Luciana foi submetida a um exame de corpo de delito. De acordo com o delegado Gustavo Bermudes, responsável pelo caso, o laudo vai determinar se as suspeitas responderão por vias de fato ou lesões corporais.
"A professora, a aluna, as duas irmãs maiores da aluna e outras pessoas que tiveram algum envolvimento, todas foram ouvidas no dia do fato. Há outras pessoas que possivelmente serão chamadas para dar as devidas versões, mas no primeiro momento, está tudo esclarecido. Falta um detalhe ou outro", conta o delegado.
Ainda assustada, Luciana conta que toma remédios para se acalmar enquanto se recupera das lesões que sofreu e aguarda a transferência. "Não sei o que vai ser da minha vida. Para essa escola, não volto mais. Isso é certo", diz.
fonte:http://g1.globo.com/
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