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terça-feira, 22 de novembro de 2016

EXCLUSIVO: BATOCHIO AGRIDE MORO

Os advogados do ex­presidente Lula bateram boca com o juiz federal Sérgio Moro durante audiência com as testemunhas de acusação contra o petista no caso do triplex de Lula. O advogado José Roberto Batochio tentou tumultuar a sessão e foi repreendido por Sérgio Moro. Os advogados de Lula não conseguiram conter o desespero diante da incapacidade de defender o petista e partiram para o ataque contra o juiz Moro, que os repreendeu, alegando que aquela não era a forma apropriada e que não haveria como conduzir a audiência daquela forma. A estratégia dos advogados de Lula ficou clara nesta estréia frente a frente com Sérgio Moro: o objetivo é tentar provocar o juiz e desqualificá­lo com expedientes de baixo nível para que as audiências sejam interrompidas, arrastadas ou invalidadas. O clima ficou  durante audiência e os defensores reclamaram de ter o trabalho cerceado pelo magistrado, que, por sua vez, os acusou de tentarem tumultuar o processo. Enquanto o ex­senador Delcídio Amaral respondia a perguntas do procurador Diogo Castor de Mattos, uma discussão de quase cinco minutos terminou com o juiz pedindo o interrompimento da gravação feita pela Justiça Federal. Os advogados de Lula reclamavam que o procurador estava fazendo perguntas fora do objeto da denúncia: o tríplex do Guarujá. — Se houver interferência toda hora, encerramos o dia. Existe um contexto, e essas perguntas estão dentro desse contexto. É inapropriado. Vocês estão tumultuando a audiência. O advogado José Roberto Batochio respondeu de forma ríspida: Pode ser inapropriado, mas é totalmente jurídico e legal. Aqui o limite é a lei. A lei é a medida de todas as coisas. A defesa tem direito de fazer uso da palavra. Ou se vossa excelência quiser eliminar a defesa, e eu imaginei que isso já tivesse sido sepultado em 1945, pelos aliados, e vejo que ressurge aqui, nessa região agrícola do nosso país. Se quiser suprimir a defesa, não há necessidade nenhuma de continuarmos aqui. Ao ouvir novamente Moro dizer que o procurador estava fazendo perguntas para indicar o contexto em que ocorreram os crimes, o advogado disse que o contexto só existia “na cabeça de vossa excelência”. Depois disso, a gravação foi cortada — Acho que a defesa está faltando com a educação — chegou a afirmar Moro, mais adiante. Nesse momento, os advogados protestavam contra o fato de o juiz fazer perguntas a Delcídio com temas que não haviam sido abordados anteriormente pelo Ministério Público ou pela defesa. O magistrado deveria, na avaliação dos defensores, apenas esclarecer pontos questionados anteriormente. — Lavro o protesto porque a interpretação do juízo aberra da constituição — acusou um dos defensores. — A defesa perturbou o Ministério Público o quanto pôde. Tirou o dia para tumultuar o processo — rebateu o juiz. De forma irônica, Moro perguntou se a defesa permitiria que ele seguisse com as suas perguntas. Antes, Batochio questionou se Delcídio era um “colaborador de plantão”, que servia nos processos para “cobrir a anemia probatória da acusação”. Moro disse que esse era um argumento que deveria ser deixado para as alegações finais. — Vossa excelência não precisa me dizer quando eu vou usar, porque eu sei perfeitamente — respondeu Batochio, novamente de forma ríspida

Após um advogado de Lula fazer referência a um prova no processo, o procurador Castor não conseguiu encontrar o documento e afirmou ao juiz que tinha dúvidas de que aquele termo estava nos autos. O advogado de Lula, então, retrucou: — Se vossa excelência não sabe o que juntou na denúncia, não sou eu quem vou agora auxiliar —afirmou um dos advogados do ex­presidente. Moro, então, intercedeu: — Vou pedir para tratar com urbanidade todas as partes, inclusive o juiz. Acompanhe parte da discussão no áudio abaixo:
Fonte:http://www.imprensaviva.com
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