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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Polícia identifica dois dos cinco corpos encontrados em SP SSP não informa as identidades, mas confirma que corpos são de jovens que desapareceram na região de Ribeirão Pires há duas semanas

A Secretaria de Segurança Pública estadual de São Paulo (SSP) confirmou nesta segunda-feira que dois dos cinco corpos encontrados ontem na zona rural de Mogi das Cruzes (SP) são de jovens que desapareceram na região de Ribeirão Pires (SP) há duas semanas. Segundo a SSP, que não informou as identidades, os corpos foram identificados no Instituto Médico Legal (IML) por meio de impressões digitais. Os exames antropológicos feitos pelo IML não conseguiram identificar os outros três corpos, que serão submetidos a testes de DNA.
De acordo com a SSP, a perícia conduzida por legistas concluiu que os jovens mortos foram atingidos por balas de calibre 38 e uma de calibre 12. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil conduz as investigações, que são acompanhadas pela Corregedoria da Polícia Militar e correrão a partir de agora sob segredo de Justiça. Há suspeitas de que PMs participaram do desaparecimento e da morte dos jovens.
Mais cedo nesta segunda-feira, o ouvidor das polícias de São Paulo, Júlio Cesar Fernandes Neves, disse que estava certo de que os cinco corpos encontrados são de Robson Fernando Donato de Paula, de 16 anos, Caíque Henrique Machado Silva e Jonathan Moreira Ferreira, ambos de 18 anos, Cesar Augusto Gomes, de 19 anos, e Jones Januário, de 30 anos.
Os corpos foram encontrados enterrados no fundo de um barranco. Havia cal jogado em cima das covas. Conforme Neves, que acompanhou a chegada dos corpos ao IML, um dos corpos encontrados estava sem cabeça e usava fralda. Robson era cadeirante e usava fraldas. Ele ficou paralítico após levar um tiro na coluna disparado por um policial militar, há dois anos.
“Nas tomografias, é possível ver que o corpo que estava sem cabeça e de fralda tem uma prótese na coluna, como o garoto que é cadeirante. Um outro corpo tinha uma prótese na tíbia. A mãe do Caíque, Roseli, confirmou que ele tinha uma prótese na tíbia”, relata Neves.
Ainda de acordo com o ouvidor, um dos corpos encontrados estava com os pulsos presos por uma algema de plástico, o que indicaria uma execução. Todos os corpos tinham marcas de tiros.
A conselheira do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) Cheila Olala, que acompanhou os familiares dos jovens no IML, afirma que o estado de decomposição avançado impede o reconhecimento visual dos corpos. “Os familiares foram fazer uma entrevista, onde procuraram levantar e informar o maior número de indicativos sobre arcada dentária, próteses”, disse a conselheira.
De acordo com Cheila, as famílias estão se dirigindo a hospitais e dentistas em busca de laudos recentes de atendimentos aos jovens. O mais velho deles, Jones Januário, de 30 anos, conhecido com síndico, estaria passando por um tratamento para a esquizofrenia. Os familiares forneceram saliva ao IML para que exames confirmem a identificação dos corpos.

O desaparecimento

Robson, Caíque, Jonathan e Cesar haviam combinado com garotas que conheceram por meio do Facebook a ida a Ribeirão Pires, onde participariam de uma festa. Januário levaria os jovens de carro a Ribeirão Pires, já que nenhum deles dirige.
Segundo relatos de familiares dos jovens à Secretarial municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Jonathan enviou a uma amiga um áudio por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, em que afirma estar sendo abordado por policiais militares no Rodoanel, onde foi encontrado o carro onde ele e os amigos estavam.
O rapaz diz no áudio “Ei, tio. Acabo de tomar um enquadro ali. Os polícia [sic] tá me esculachando. Não vai ter como encostar ai nas duas pistas não, mano. Cê [sic] é louco, o bagulho tá louco”.
A polícia também investiga outra mensagem de voz, em que o jovem informa a um amigo que o veículo sofreu uma pane e eles precisariam de ajuda para sair do local.
FONTE:http://veja.abril.com.br/
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