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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Cristina Kirchner é indiciada por corrupção A ex-presidente é acusada de favorecer o empresário Lázaro Báez em concessões de obras públicas durante seu governo






Presidente argentina Cristina Kirchner faz primeiro pronunciamento após um mês sem aparições públicas, na Casa Rosada, em Buenos Aires (Enrique Marcarian/Reuters/Reuters)

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner foi acusada nessa terça-feira de associação ilícita e fraude ao outorgar obras que favoreciam o empresário Lázaro Báez em licitações públicas, em seu segundo processo neste ano. O juiz Julian Ercolini ainda ordenou um congelamento de bens de 10 bilhões de pesos (2 bilhões de reais).

Além da ex-presidente, terão que responder o processo judicial o próprio empresário favorecido, dono da Austral Construcciones, o ex-ministro de Planejamento Julio De Vido e o ex-secretário de Trabalhos Públicos José Lopez. Em sua última declaração apresentada em maio, a ex-chefe de Estado figura com um patrimônio de quase 5 milhões de dólares em espécie e imóveis, que incluem uma empresa hoteleira da família.


Kirchner reagiu no Twitter, após a nova acusação: “Associação ilícita foi a figura penal criada por governos de fato utilizada por todas as ditaduras para perseguir dirigentes opositores”. A ex-mandatária argentina havia apresentado recentemente um documento a Ercolini para pedir a anulação do processo e ressaltar que se trata de “uma manobra formidável de perseguição política” e “um enorme disparate”.Kirchner, que governou de 2007 a 2015, é acusada de ter outorgado obras de infraestrutura em favor de Báez na província de Santa Cruz, na Patagônia. O empresário está detido desde abril. “Não sou amiga, nem sócia comercial de Báez”, declarou a ex-presidente em 31 de outubro, ao sair do tribunal. O processo seguirá seu curso até a definição de uma data para o julgamento, em um tribunal federal.

No caso de concessão de licitações em Santa Cruz, Ercolini destacou que a empresa de Báez ganhou contratos de 2,2 bilhões de dólares durante o governo de Kirchner. O valor implica que a Austral venceu 78,4% das disputas para realizar obras. A associação ilícita também teria contado com a participação do ex-vice-ministro de Obras Públicas José López, detido em junho quando tentava esconder uma bolsa com nove milhões de dólares em um convento de Buenos Aires.

(Com AFP e ANSA)
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