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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Estudantes criam versão barata de remédio que aumentou em 5000% Em 2015 o preço do Daraprim aumentou em 5000% nos EUA sob a justificativa de que era um remédio altamente especializado




Estudantes australianos de apenas 17 anos conseguiram desenvolver no laboratório da escola 3,7 gramas do princípio ativo do medicamento Daraprim. Em 2015 a farmacêutica que produz o remédio aumentou o preço em 5000% alegando alta especialidade e baixa margem de lucro. (University of Sydney/Divulgação)

Estudantes de 17 anos de uma escola de Sydney, na Austrália, conseguiram sintetizar 3,7 gramas de pirimetamina, princípio ativo do medicamento Daraprim, por apenas 20 dólares. A realização foi resultado de um experimento de um ano desenvolvido no laboratório da escola e que buscava demonstrar o custo inflado do medicamento nos Estados Unidos, segundo informações da rede britânica BBC. No país, a mesma quantidade custaria mais de 110.000 dólares (374.817 reais).

“Não foi muito difícil, mas suponho que esse é justamente o ponto, porque somos estudantes”, disse Charles Jameson, um dos adolescentes, à BBC.

O resultado dos adolescentes australianos provou que Martin Shkreli, CEO da empresa farmacêutica Turing Pharmaceuticals, não foi totalmente honesto quando elevou em 5000% o preço do Daraprim sob a justificativa de que se tratava de produto altamente especializado e com uma margem de lucro pequena.“Parecia algo totalmente errado moralmente e sem justificativa. É um medicamento que pode salvar vidas, e muitas pessoas não podem pagar por ele.”, disse James Wood, outro estudante.

Para Alice Williamson, química da Universidade de Sydney que orientou o trabalho dos estudantes “não há desculpa para que se cobre tanto dinheiro pelo medicamento, se estudantes conseguiram sintetizar a substância a custo tão baixo”.

O empresário, porém, desdenhou dos resultados, dizendo que “é fácil produzir uma pequena quantidade” da substância. “Eu deveria usar escolas para fazer meus medicamentos. Para que comprar equipamentos, se posso usar os laboratórios de ciências de graça. E os professores que ajudaram as crianças trabalharam de graça, certo?”, escreveu em sua conta no Twitter.
FONTE:http://veja.abril.com.br/
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