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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Rio de ferro derretido é descoberto sob a Sibéria e o Alasca Segundo estudo publicado na 'Nature Geoscience', esse rio é quase tão quente


Magma na Península de Kamchatka, Rússia


Magma na Península de Kamchatka, Rússia. O ferro ao redor do núcleo da Terra teria temperatura tal que faria a substância correr como um rio. (iStock)

Sob a superfície da Terra há um veloz rio de ferro derretido, quase tão quente quanto a superfície do Sol. E ele está correndo cada vez mais depressa. Segundo estudo da Nature Geoscience que descreve a descoberta, publicado na última segunda-feira, o rio sob a superfície tem velocidade três vezes maior do que a usual para movimentações na parte externa do núcleo do planeta. O desafio dos cientistas agora é compreender a razão dessa aceleração.

“Nós sabemos mais sobre o Sol do que sobre o centro da Terra, porque o Sol não está escondido por 3.000 quilômetros de rocha”, afirmou Chris Finlay, pesquisador da Universidade Técnica da Dinamarca, e um dos membros da equipe que fez a descoberta, em comunicado. De acordo com os cientistas, a descoberta pode nos ajudar a compreender como se deu a formação do campo magnético terrestre que nos protege de eventos cósmicos como os ventos solares.


Magma na Península de Kamchatka, Rússia. O ferro ao redor do núcleo da Terra teria temperatura tal que faria a substância correr como um rio. (iStock)

Sob a superfície da Terra há um veloz rio de ferro derretido, quase tão quente quanto a superfície do Sol. E ele está correndo cada vez mais depressa. Segundo estudo da Nature Geoscience que descreve a descoberta, publicado na última segunda-feira, o rio sob a superfície tem velocidade três vezes maior do que a usual para movimentações na parte externa do núcleo do planeta. O desafio dos cientistas agora é compreender a razão dessa aceleração.

“Nós sabemos mais sobre o Sol do que sobre o centro da Terra, porque o Sol não está escondido por 3.000 quilômetros de rocha”, afirmou Chris Finlay, pesquisador da Universidade Técnica da Dinamarca, e um dos membros da equipe que fez a descoberta, em comunicado. De acordo com os cientistas, a descoberta pode nos ajudar a compreender como se deu a formação do campo magnético terrestre que nos protege de eventos cósmicos como os ventos solares.



Rio de ferro


Os dados que levaram à descoberta fazem parte da Swarm, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) lançada em 2013 e composta por um trio de satélites que monitora o campo magnético terrestre. Desde então, os cientistas vêm utilizando satélites para coletar e decifrar informações sobre os diferentes campos magnéticos que partem tanto do núcleo terrestre quanto de outras partes do planeta, como manto, crosta, oceanos, ionosfera e magnetosfera. Juntos, esses campos magnéticos protegem o planeta da radiação cósmica e partículas carregadas que vêm em direção à Terra com os ventos solares.


O trio de satélites Swarm, da ESA, levou à descoberta de uma corrente de ferro derretida em constante aceleração no núcleo da Terra, 3.000 quilômetros abaixo da superfície (ESA/Divulgação)

De acordo com os cientistas, o rio de ferro derretido é um fenômeno natural, formado há bilhões de anos. O núcleo externo da Terra é composto por uma grande concentração de metais derretidos, principalmente ferro. A movimentação constante desses metais cria correntes elétricas, que dão origem ao campo magnético que atua sobre o nosso planeta. Observar as mudanças no campo magnético pode, consequentemente, fornecer aos cientistas um tipo de “raio-x” da Terra, ajudando a entender como o ferro líquido no núcleo se move. E foi dessa forma que um rio de ferro derretido com 420 quilômetros de extensão foi descoberto circulando abaixo de áreas próximas ao Polo Norte.

Estudos anteriores já haviam revelado que mudanças no campo magnético indicavam uma movimentação mais rápida de metais líquidos nessa região. No entanto, os dados coletados pela Swarm permitiram olhar para aquela corrente de ferro derretido específica e identificá-la como a causa do fenômeno. O rio se desloca 40 quilômetros por ano – o triplo da velocidade normal de movimentação do núcleo externo da Terra e centenas de vezes maior do que a velocidade de deslocamento das placas tectônicas.

“O estudo é uma das primeiras descobertas sobre as profundidades da Terra possibilitadas pela Swarm”, diz Rune Floberghagen, comandante da Swarm, em comunicado. “Com imagens em resoluções sem precedentes se tornando possíveis, esse se torna um momento muito empolgante – nós simplesmente não sabemos qual vai ser a próxima descoberta sobre o nosso planeta.”

fonte:http://veja.abril.com.br/
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