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sexta-feira, 17 de março de 2017

Carne Fraca: esquema de frigoríficos abastecia PP e PMDB Segundo delegado, é possível presumir que líder do esquema tenha ocupado cargos públicos de relevância mediante compensações para atores políticos

Operação Carne Fraca da Polícia Federal
O delegado Maurício Moscardi Grillo durante coletiva na superintendência da Policia Federal no Paraná referente à operação Carne Fraca - 17/03/2017 (Vagner Rosário/VEJA.com)

Durante a entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, em Curitiba, o delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo apontou que parte da propina desviada ia para dois partidos políticos, o PMDB e o PP. Ele alegou que não é possível afirmar nomes de políticos, mas que os autos das investigações da Operação Carne Fraca “deixam claro” esse vínculo.

O ex-superintendente regional do Ministério da Agricultura, Daniel Gonçalves Filho, foi citado por Grillo. Segundo o delegado, é possível presumir que ele, apontado como um dos líderes do esquema criminoso, tenha ocupado cargos públicos de relevância mediante compensações para atores políticos que eventualmente o sustentassem nessas funções.

O esquema revelado pela Operação Carne Fraca mostra que as maiores empresas do mercado de carnes no Brasil, a BRF e a JBS, corrompiam intencionalmente fiscais do Ministério da Agricultura para a aprovações de certificados de qualidade de produtos que não tinham as condições mínimas, por lei, de serem comercializados. Os delitos vão de produtos vencidos, reembalados e com rótulos adulterados, até adulterados, com carnes residuais que deveriam ser descartadas.Havia uso de materiais como papelão e restos diversos em comidas preparadas e produtos enlatados, como salsichas, entre outros. Procurada pelo site de VEJA, a BRF ainda não se manifestou. Em nota, a JBS afirmou que:

“Em relação a operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje, a JBS esclarece que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação.

A ação deflagrada hoje em diversas empresas localizadas em várias regiões do país, ocorreu também em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás. Na unidade da Lapa (PR) houve uma medida judicial expedida contra um médico veterinário, funcionário da Companhia, cedido ao Ministério da Agricultura.

A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas.

A JBS no Brasil e no mundo adota rigorosos padrões de qualidade, com sistemas, processos e controles que garantem a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos. A companhia destaca ainda que possui diversas certificações emitidas por reconhecidas entidades em todo o mundo que comprovam as boas práticas adotadas na fabricação de seus produtos.

A Companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização – e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos.”
FONTE:http://veja.abril.com.br
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