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sexta-feira, 17 de março de 2017

Prioridade das empresas era o dinheiro, não a saúde, diz PF De acordo com as investigações, remessas de frango continham papelão e lotes de linguiça eram completados com carne de cabeça

  Operação Carne Fraca da Polícia Federal
Coletiva na superintendência da Policia Federal no Paraná referente a operação Carne Fraca - 17/03/2017 (Vagner Rosário/VEJA.com)

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o delegado Maurício Moscardi Grillo, da Polícia Federal (PF), afirmou que a prioridade das empresas envolvidas na Operação Carne Fraca era “o capitalismo, o mercado, não a saúde pública”. Grandes corporações do setor agropecuário brasileiro, a JBS e a BRF adotavam procedimentos de barateamento dos produtos, visando exclusivamente aumentar os lucros, mesmo que em detrimento da qualidade do que era repassado aos consumidores.

Para Grillo, não houve “extorsão” por parte dos fiscais, mas, sim, corrupção intencional por parte das corporações. No caso da BRF, segundo ele há uma gerência, de relações institucionais e governamentais, que ele não vê “outra função” que não “articular vantagens para a empresa”, como, por exemplo, a transferência indevida de fiscais das suas lotações.
Diz que era comum que a BRF exercesse “uma força” para retirar de áreas de interesse servidores públicos que estivessem fazendo fiscalizações rigorosas sob seus produtos, que eram substituídos por outros fiscais, estes da “banda podre”. Ele cita nominalmente a atuação do diretor da BRF, André Luiz Baldissera.

Entre as marcas comercializadas pela JBS, estão a Friboi e a Seara. A BRF tem, com seus principais títulos, a Sadia e a Perdigão.
Carnes contaminadas

Dentre as irregularidades investigadas pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF), estão a liberação de lotes de carne estragadas, contaminadas com bactérias e com utilização de produtos cancerígenos. A operação é a maior da história PF e foi deflagrada na manhã desta sexta-feira, apurando irregularidades na fiscalização de frigoríficos

Segundo decisão da justiça, uma funcionária da empresa Peccin, envolvida nos casos investigados, relata a “a utilização de carnes estragadas na composição de salsichas e linguiças, a ‘maquiagem’ de carnes estragadas com a substância cancerígena ácido ascórbico, carnes sem rotulagem e sem refrigeração”. Há também relato de pressão para liberação de um lote contaminado com Salmonella, da empresa Rio Verde, além de remessas de frango com papelão e lotes de linguiça com carne de cabeça.

Procuradas pelo site de VEJA, a empresa BRF ainda não se pronunciou até a publicação deste texto. Em nota, a JBS afirmou que:

“Em relação a operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje, a JBS esclarece que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação.

A ação deflagrada hoje em diversas empresas localizadas em várias regiões do país, ocorreu também em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás.

A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas.

A JBS no Brasil e no mundo adota rigorosos padrões de qualidade, com sistemas, processos e controles que garantem a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos. A companhia destaca ainda que possui diversas certificações emitidas por reconhecidas entidades em todo o mundo que comprovam as boas práticas adotadas na fabricação de seus produtos.

A Companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou comercialização – e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos.”
FONTE:http://veja.abril.com.br
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