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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Lava Jato agora será mais silenciosa e mortal para corruptos, sem a interferência política de alguns membros do MPF


As mudanças anunciadas na Operação Lava Jato, onde as investigações a partir de agora passam a ser coordenadas exclusivamente pela Polícia Federal, prometem aumentar a eficácia do combate à corrupção. A investigação havia sido instrumentalizada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que contava com a simpatia de vários membros do Ministério Público Federal que faziam parte da força-tarefa, agora desmembrada. Livre da interferência política e dos vazamentos atribuídos a setores do MPF, a Polícia Federal terá maior mobilidade a independência para conduzir investigações sem a interferência da imprensa. Pelo menos até que os casos sejam esclarecidos de forma satisfatória. A cúpula da PF ainda não digeriu a traição da PGR no acordo com os criminosos da JBS. Embora o anúncio das mudanças na Lava Jato tenha sido mais "técnico", o descontentamento dos agentes com o vazamento sobre a prisão iminente do criminoso Joesley Batista feito por
um procurador a Rodrigo Janot foi certamente um dos motivos do desligamento da força-tarefa do MPF na Lava Jato. O uso político da investigação e outros vazamentos também estavam desgastando a imagem da Lava Jato perante a opinião pública. A gota d'água teria sido justamente o acordo feito às pressas por Janot e homologado a toque de caixa pelo ministro do STF, Edson Fachin. Em entrevista coletiva concedida no final da tarde desta quinta-feira, a Superintendência da Polícia Federal do Paraná explicou que a extinção das forças-tarefas exclusivas para as investigações da Operação Lava Jato e da Operação Carne Fraca servirá para aumentar o efetivo de policiais atuando nestas investigações prioritárias, utilizando toda a estrutura da Delegacia de Combate à Corrupção e Desvios de Verbas, que, segundo a PF, apesar de especializada neste tipo de crime, estava subutilizada com investigações de menor relevância. “É uma formalidade, vamos trazer a estrutura da Lava Jato e da Carne Fraca para dentro da delegacia de combate à corrupção e desvios de verbas públicas. Não é verdade que estamos extinguindo o trabalho específico dessas operações ou a enfraquecendo. Vamos passar para 84 pessoas que podem atuar nestas operações, número que nunca tivemos”, disse o superintendente da PF no Paraná, Rosalvo Ferreira Franco. “Isso foi uma decisão nossa, não foi uma decisão de Brasília, foi uma decisão de caráter exclusivamente operacional, não tem nenhum tipo de interferência, recado para segurar investigações, parar os procedimentos, nada disso”, acrescentou o coordenador da Lava Jato, delegado Igor Romário de Paula. O delgado explicou que a demanda da Lava Jato no Paraná diminuiu com o compartilhamento das investigações com outros 17 estados da Federação, ao mesmo tempo em que a delegacia especializada em crimes de corrupção estava atuando em investigações secundárias. “Agora, reunimos tudo. Vamos ter 70 policiais e 14 peritos criminais atuando nesta delegacia, podendo atuar em inquéritos da Lava Jato ou em outros, conforme a demanda”, cita
Ele explicou que, até a semana passada cada um dos quatro delegados da força tarefa acumulava 20 inquéritos, enquanto a delegacia especializada em crimes de corrupção acumula, somente, 15 inquéritos. “Agora teremos 16 delegados à disposição, cada um conduzirá, no máximo, seis investigações”, diz. A mudança na Lava Jato trará de volta o responsável por dar início à investigação e considerado um dos principais investigadores da operação, o delegado da Polícia Federal Márcio Adriano Anselmo que havia sido nomeado para o cargo de corregedor da Polícia Federal do Espírito Santo. Márcio Anselmo havia deixado a Lava Jato em fevereiro, alegando "questões de natureza pessoal". Já naquela época, havia a crescente insatisfação de um grupo de delegados da Polícia Federal com o crescente uso político da investigação, com os vazamentos e com a fogueira de vaidades entre os procuradores que integravam a forçatarefa. Outro que deve reforçar a Lava Jato a partir de agora é o delegado Luciano Flores, outro membro da elite da Polícia Federal que já integrou a investigação. A PF assegura que “a iniciativa da integração coube ao delegado regional de Combate ao Crime Organizado do Paraná, delegado Igor Romário de Paula, coordenador da Operação Lava Jato no estado, e foi corroborada pelo Superintendente Regional, delegado Rosalvo Franco”. Acrescenta ainda que o número de policiais destinados a atuar tanto na Lava Jato quanto na Carne Fraca chega a 70. “O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros. Também foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo os delegados Márcio Anselmo e Luciano Flores, ex-integrantes da Operação Lava Jato”, continua o texto da PF, que reforça que “o atual efetivo na Superintendência Regional no Paraná está adequado à
demanda e será reforçado em caso de necessidade” Os processos da Lava Jato na primeira instância no Paraná continuarão sob a responsabilidade do juiz federal Sérgio Moro. O diretor-geral da Polícia Federal , Leandro Daiello. De acordo com a corporação, “a medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações” e assegura que “com a nova sistemática de trabalho, nenhum dos delegados atuantes na Lava Jato terá aumento de carga de trabalho, mas, ao contrário, ela será reduzida em função da incorporação de novas autoridades policiais”. Recado claro as estrelinhas do MPF - A Polícia Federal informou em nota que “as investigações decorrentes da Operação Lava Jato não se concentram somente em Curitiba, mas compreendem o Distrito Federal e outros dezesseis estados” e garante que a PF atua “de forma republicana e sem partidarismos” “para o êxito das investigações, garantindo toda a estrutura e logística necessária para o esclarecimento dos crimes investigados”.
FONTE:http://www.imprensaviva.com
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