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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Desilusão com a classe política é geral. Pesquisa Datafolha revela real dimensão da tragédia de Lula - O mito morreu

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Em pouco mais de três anos, Operação Lava Jato revelou a verdadeira face da classe política brasileira que dominou o país por décadas. Desmascarados e impotentes diante do povo pela primeira vez, políticos de todos os partidos se queixam da aniquilação generalizada dos principais quadros predominantes da política em nível regional e nacional. A quantidade de políticos que tiveram suas reputações destruídas é enorme, mas não há como culpar a força-tarefa baseada em Curitiba. Foram eles próprios que perpetraram crimes diversos de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, passiva, falsidade ideológica e ocultação de patrimônio. A Lava Jato não é culpada por toda esta devastação. É apenas a catalisadora de uma tragédia anunciada há décadas. Mesmo ciente do risco, a classe política não se emendou, e deu no que deu. A maior vítima da revolução promovida pela Lava Jato é o ex-presidente Lula, que nem mesmo em um cenário de total desolação como o atual, onde as principais
lideranças políticas foram todas dizimadas, o petista não conseguiu se projetar mais nas pesquisas. A avaliação no PT é a de que a candidatura de Lula só servirá como elemento de defesa política diante das dificuldades que o petista enfrenta no campo judicial. Correntes internas da legenda questionam a candidatura de Lula, apesar do petista ter imposto seu próprio nome como plano A, plano B e plano C durante entrevista recente. Lula e a cúpula do partido têm números desanimadores sobre suas mesas, mas não querem que o desânimo contagie a militância, artistas e jornalistas que ainda insistem em sua candidatura. O fato é que PT levou mais de três décadas para consolidar a fidelização de cerca de 45% do eleitorado, sendo que tinham como meta alcançar 60% de votos cativos no âmbito de seu plano de poder duradouro. O partido investiu pesado na conquista de corações e mentes através das políticas de aparelhamentos do Estado, controle de movimentos sociais, sindicais e coletivos de toda sorte. Além de todos estes métodos constantes de cartilhas socialistas, o PT adotou ainda uma das mais poderosas peças de propaganda: programas sociais. Mas ao ser banido do poder, ao invés de alcançar 60% de simpatia junto ao eleitorado, o PT acabou perdendo 15% dos 45% que havia conquistado. Os 30% de intenções de votos em Lula mostrados na última pesquisa Data Folha comprovam que o petista não conseguir extrair nenhum benefício com a queda de seus opositores. Embora tente comemorar e fazer festa com o resultado da última pesquisa do Datafolha, Lula e o PT não conseguiram crescer nem um ponto percentual diante da tragédia que abateu outras lideranças políticas. Não foram beneficiados pelo efeito gangorra pelo simples fato de estarem todos atolados na lama da corrupção e repudiados pela sociedade. O senador Aécio Neves despencou extraordinários 20 pontos percentuais desde as últimas pesquisas. Marina Silva perdeu 5% das intenções de votos. Entre os que não indicaram preferência por nenhum dos candidatos citados na pesquisa, a média foi de 20% de eleitores. Apenas estes três indicadores representam 45% dos eleitores, considerando os que desistiram de Aécio, de Marina ou não optaram por nenhum nome. Lula não conseguiu atrair nenhum eleitor desta leva. O número de 45% é o mesmo apontado pela pesquisa sobre seu índice de rejeição. Isto significa que a candidatura de Lula já se tornou inviável mesmo antes de decolar. Neste cenário, as pesquisas eleitorais nunca foram tão prematuras quanto agora. O surgimento de novos nomes, como Bolsonaro, e a confirmação de outros potenciais candidatos à Presidência da República em 2018, como João Doria, vão minar ainda mais intenções de votos em Lula, Marina, Aécio e outros dinossauros da política nacional. Isto sem contar os neófitos aventureiros, bem intencionados ou não, que irão surgir para fragmentar ainda mais a preferência dos eleitores. Para piorar, os principais aliados de Lula nos estados também sucumbiram à Lava Jato, como Sérgio Cabral, Renan Calheiros, Jorge Viana, Humberto Costa, Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, José Sarney e Fernando Collor. Fontes do PT também deixaram claro que as próximas eleições serão as mais ingratas da história do partido. Se a publicidade negativa com os escândalos da Lava Jato já afundaram os candidatos da legenda nas últimas eleições municipais, os adversários do PT forma fartamente municiados com as delações recentes e prometem apontar artilharia pesada para Lula durante a campanha eleitoral. Será praticamente impossível conter uma retrospectiva de crimes, de denúncias, de interrogatórios e de ações penais que o petista terá que enfrentar até as eleições. Perguntado se a Lava Jato significava uma maldição para Lula e o PT, um dirigente do partido admitiu que a corrupção é a verdadeira maldição do partido. "Se o Lula não conseguiu crescer nenhum pouco com a queda de tantos adversários nas pesquisas, pode esperar o pior para 2018", aposta o dirigente. A tragédia de Lula é que, além de não conseguir ultrapassar o teto históricos de 30%, a tendência é que com a aproximação das eleições e a consolidação de novos nomes, sua candidatura se derreta por completo. Isto deve ocorrer antes do fim do ano. Lula já foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O petista teve ainda seis imóveis confiscados e R$ 9,6 milhões bloqueados pela Justiça. Se seu desempenho nas pesquisas já era pífio antes da descoberta dos milhões escondidos em suas contas, a rejeição ao nome do petista aumentou mais ainda. Lula colhe o que plantou e não pode mais alegar que é alvo de perseguição política. O mito já morreu.
fonte:imprensaviva.com
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