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terça-feira, 15 de agosto de 2017

EXPERIÊNCIAS DA VIDA. Breve diário de coisas que acontecem entre casais.


EXPERIÊNCIAS DA VIDA.
Breve diário de coisas que acontecem entre casais.
Estava um calor intenso, quase não dava pra respirar. Então, surgiu uma leve brisa, suave e boa pra nos refrescar. Com o tempo a brisa virou vento, que tocava o nosso rosto, mas dava pra suportar. Mas aí, ficou mais forte, parecida com aquele vento, o noroeste, bruto, incessante e começou a incomodar.
Em breve tornou-se vendaval, arrastando tudo do lugar. Feito ira, formou-se no coração, um impiedoso tufão, pronto pra nos arrasar. Por fim, veio o furacão, trouxe com ele a desconfiança, a grosseria, a ironia, o deboche, o desprezo, a insatisfação, o desejo por se manter a distância e uma dor intensa passou a nos dominar, e arrancou o pouco da vida a dois, que ainda nos restava.
Teimosos, arrogantes, orgulhosos e com muita pirraça, ficamos sem direção e sem ter em quê nos agarrar. E o furacão rancoroso, cego, vingativo e sem dó, levou de vez tudo aquilo nos deixando em uma situação cada vez pior.
Então, tateamos em volta, e a nossa vida, que já estava torta, não tinha mais como consertar. Ficamos vazios, sem força, com triste semblante, a voz rouca, quase sem poder falar. Por fim o furacão foi passando e com a brisa retornando, vimos o que nos restou: um coração dolorido, partido com a grande decepção, o fim de uma doce ilusão e uma alma desanimada, em sua desequilibrada emoção; porque, aquele selvagem furacão, que começou como brisa, arrasou com a nossa vida, deixando destroços, entulhos e toda desorganizada. E não restou o carinho, nem um graveto no ninho, nem esperança, nem confiança, nem o amor que parecia, que seria para sempre, nem a fé como aliada. E quando abaixou a poeira, vimos que por bobeira, o que era pra ser um tesouro, tornou-se um grande matadoro, um amontoado de nada!
Mas a gente se levantou, pela misericórdia de Deus e aproveitando, - antes que a brisa virasse vento outra vez - tentou trazer a lembrança coisas dos melhores momentos, e assim receber a cura, pelo Senhor, por unguento pra se levantar, sacudir o pó, e apesar do nó que se fez na garganta, reconhecer que o que aconteceu, é que era pra ter sido uma grande amizade, somente, pra libertar-nos do eu, que venenoso tramava em segredo, se alimentando das nossas frustrações e do mesquinho desejo - egoísta? - de não vivermos tão só.
Fomos brisa, vento, vento forte, vendaval, tufão, furacão; hoje somos um breve e leve sopro, que pode se tornar aquela tal amizade sadia, que não ataca, nem faz covardia, que não ofende nem fere, antes se alegra com a presença, mantém a relação pura, com inocência, sem o veneno da posse, do ciúme ou da ira, que pode começar como brisa, mas agora a gente está clara e consciente, que tudo aquilo que começa erradamente, por causa da dureza da nossa mente, pode um dia terminar assim, definitivamente.
Trecho do livro: Poeta na Praça
Fábbio Kostta
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