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sábado, 26 de agosto de 2017

Os Segredos Do Poderoso Chefão Contados Por ÉPOCA

Luiz Inácio Lula da Silva ,ex presidente (Foto:  RICARDO STUCKERT)
Ninguém conhece tão bem a necessidade de manter um segredo quanto aqueles que agiram errado e não querem que ninguém descubra. Poucos cavam segredos escusos com tanta insistência quanto bons jornalistas. Em 2011, a Polícia Federal produziu seu relatório final sobre o esquema do mensalão, após seis anos de investigações e mais de 100 testemunhas ouvidas. ÉPOCA obteve o documento, com exclusividade. Publicada em abril de 2011, “A anatomia do valerioduto” revelou que dinheiro público, desviado principalmente do Banco do Brasil, alimentava o mensalão.
Em 2015, a ÉPOCA trouxe uma nova bomba: o Ministério Público Federal acabara de abrir uma investigação contra Lula por tráfico de influência internacional. A reportagem “Lula, o operador” mostrava como, nos quatro anos desde que deixara a Presidência, Lula havia viajado a trabalho. Os destinos eram os mais variados, de Cuba a Gana. A maioria das viagens foi bancada pela construtora Odebrecht. Documentos obtidos por ÉPOCA revelavam que a Procuradoria da República em Brasília havia aberto, uma semana antes, uma investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil. Ele era suspeito de facilitar negócios da Odebrecht com representantes de governos estrangeiros entre 2011 e 2014. Percebeu-se um padrão: o ex-presidente se encontrava com o líder em exercício de outro país, em viagem paga pela Odebrecht. Depois, a Odebrecht era contratada e o BNDES oferecia um empréstimo que facilitava o negócio
Quando a primeira reportagem foi publicada, o julgamento do mensalão ainda estava no meio. O processo havia começado em 2007, após o Supremo Tribunal Federal aceitar a denúncia do Ministério Público Federal contra os 40 acusados de participar no esquema do mensalão (de compras de votos no Congresso). Foram ouvidas 600 pessoas e quebrados os sigilos fiscais de 38 réus. Destes, 24 foram condenados na última instância. Em 9 de agosto deste ano, o Ministério Público Federal desarquivou o inquérito contra o ex-presidente relacionado ao mensalão.
A capa da edição 882, de maio de 2015, “Lula, o operador”, estampava um documento: uma investigação do Ministério Público Federal por suspeita de tráfico de influência internacional. A reportagem teve repercussão planetária. O jornal americano The New York Times, o britânico The Guardian, o espanhol El País, o francês Le Monde, assim como o site da emissora britânica BBC e a agência de notícias Reuters dedicaram espaço à investigação revelada por ÉPOCA. Por causa dos documentos expostos pela revista, o MPF investigava as visitas de Lula aos países aos quais o BNDES emprestou dinheiro.Quando a primeira reportagem foi publicada, o julgamento do mensalão ainda estava no meio. O processo havia começado em 2007, após o Supremo Tribunal Federal aceitar a denúncia do Ministério Público Federal contra os 40 acusados de participar no esquema do mensalão (de compras de votos no Congresso). Foram ouvidas 600 pessoas e quebrados os sigilos fiscais de 38 réus. Destes, 24 foram condenados na última instância. Em 9 de agosto deste ano, o Ministério Público Federal desarquivou o inquérito contra o ex-presidente relacionado ao mensalão.
A terceira reportagem teve impacto direto na CPI que investigava as operações do BNDES. Na segunda-feira após a revista chegar às bancas, a oposição pedia a convocação do ex-presidente para que ele prestasse esclarecimentos – o que não chegou a acontecer. Meses depois, a CPI acabou sem nenhum pedido de indiciamento e com aquele gosto conhecido de pizza. Mas Lula foi denunciado na Operação Zelotes, também por tráfico de influência. Em abril deste ano, a situação do ex-presidente ficou mais delicada. A delação-bomba de Marcelo Odebrecht confirmou o que os leitores de ÉPOCA já sabiam: o ex-presidente Lula ajudou a viabilizar a contratação do grupo para obras no Porto de Mariel, em Cuba, o que a lei brasileira não permite.
Denunciado recentemente pela quarta vez, Lula responde agora por obstrução da Justiça, acusado de tentar interferir na delação de Nestor Cerveró, ex-executivo da Petrobras, por lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência. Em 2 de agosto, uma nova CPI foi criada para investigar os empréstimos concedidos pelo BNDES. No dia 16, a CPI aprovou um plano de trabalho. Ele inclui ter acesso aos contratos do BNDES com empresas desde 1997, inclusive os que antes foram negados, para averiguar não conformidades.
COM INFORMAÇÕES DA EDIÇÃO 1000 DA REVISTA ÉPOCA
fonte:https://www.noticiasbrasilonline.com.br
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