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sábado, 26 de agosto de 2017

QUANDO O AMOR AMADURECE


"AOS NOSSOS MUITOS AMIGOS E FAMILIARES, ESSE TEXTO NÃO É MERA SATISFAÇÃO, MAS SIM MEU COMPARTILHAR DE EXPERIÊNCIAS E SOBRE UMA IMPORTANTE E SINCERA DECISÃO." - A todos aqueles que me consideram e apesar de tudo sempre mantiveram viva sua amizade por mim... Todo meu respeito e gratidão.
QUANDO O AMOR AMADURECE
Ela sofreu meu desprezo por quatro anos sem que houvesse grave razão. Cuidou dos meus filhos sozinha e ajudou uma filha minha, que nem sua era. Nunca, nada me pediu; nem se vingou ou me fez mal nenhum. Suportou meu descaso e apesar de tudo o que fiz, reconheceu minhas debilidades e a razão pela qual eu estava infeliz.
Mesmo ao me ver com outra pessoa, só desejou-me felicidade. Por vezes saía de casa para que eu visse meus filhos apenas para evitar problemas pra mim, tipo conflitos por ciúmes ou algo assim, porque me conhece e sabe o mal que esse tipo de coisa me provoca.
Quando percebeu minha agonia, ao me ver sofrendo, perdido, morrendo por dentro e infeliz; sem nada pedir em troca, sem nada me jogar na cara, nem lembrar fatos passados nem fazer comparações vãs para me acusar e ferir, cedeu-me espaço, para eu me reequilibrar, me reerguer para que eu pudesse prosseguir em paz.
Sempre foi minha amiga, sem ira nem arrogância, nem brigas por coisas fúteis, banais. Só me fez um simples pedido, nunca deixe seus filhos, eles precisam muito de você. Não permita que por minha causa eles venham a se perder.
Ela me falou sobre valores ao invés de julgamentos ou acusações, e apesar de tudo o que fiz, assumiu toda culpa pelo que causava a confusão entre nós. Ela sempre me deixou viver com liberdade, sem investigações; RECONHECIA que o que a gente fez desde o começo, para ficar um com outro, era prova suficiente das nossas reais intenções. É claro que ela tem defeitos, porém, maiores são suas virtudes que nela se destacam, naturalmente, até sem ela perceber.
Mesmo conhecendo meus sentimentos, tratou-me bem e com respeito; e pasmem, me incentivou a voltar pra pessoa com que eu estava, por quem a abandonara, de maneira fria e covardemente. INCENTIVOU-ME conversar com ela, tentar acertar tudo, voltar; pois podia ser que assim eu seria feliz, apesar dos conflitos que haviam, com os quais eu poderia aprender a conviver, e que principalmente, não fizesse com essa pessoa, o que a ela eu fiz...
Então, como última tentativa, seguindo meu coração, sendo sincero comigo mesmo e desejando resolver tudo de vez, pedi a outra pessoa em casamento, mesmo ela já estando com outro, porque dentro em mim, não podia restar nenhuma dúvida, por menor que fosse, para prosseguir em paz. Mas ela, felizmente, para todos nós, sendo mais sensata que eu, me disse NÃO, deixando claro já estar liberta de toda e qualquer ilusão. E confesso: era o que faltava, para libertar-me também, e esse foi um grande sinal de que a gente estava sofrendo prisioneiros a expectativas de coisas que entre nós, JAMAIS acontecerão, por mais que a gente quisesse e se esforçasse; nem mesmo esse tipo de amor, que a gente - antes - pensava ter.
Aí, me voltei para a mãe dos meus filhos, após uma noite de profunda reflexão e perguntei-lhe com toda sinceridade do meu coração: Quer se casar comigo (outra vez)? Quer se arriscar mesmo assim? Conhecendo minhas fraquezas e a dor na culpa das coisas que fiz por ter sido como fui, sem conseguir reconhecer?
- Ela olhou-me e bem sincera disse SIM, mais antes provou que em nada precisa de mim, nem mesmo que eu faça isso, apesar de ainda me amar, porque para ela, sua própria felicidade, está em ver a felicidade nos outros, principalmente nos filhos que Deus lhe deu...
Foi tudo o que eu mais precisava para fechar esse ciclo, tomar essa importante decisão. Foi esse tipo de amor que me convenceu. Depois de tudo o que fiz, todo o mal que lhe aconteceu, percebi - ainda em tempo - que de fato, ela nunca precisou de mim, e sim, quem precisa dela...
...SOU EU!
Breve anunciaremos a data da CERIMÔNIA DO NOSSO CASAMENTO. Dessa vez, um casamento real, com base em um amor lapidado pelo sofrer, amadurecido, consciente, sem culpas nem ressentimentos, mas com sincero arrependimento, reconhecendo que para um casal viver bem de verdade, e manter equilibrada a família, é preciso cada um superar a si mesmo e sempre cooperar - seja lá como for - para a felicidade do outro, e nisso ser verdadeiramente feliz!
Sou agradecido a Deus, aos meus filhos, parentes, amigos e principalmente a ELA, Claudia Márcia Rosa, que sempre provou ser minha amiga e me amar, com o tipo de amor que a "tudo supera", incondicionalmente.
E ASSIM, NÃO SE TRATA DE UM RECOMEÇO; APENAS DAREMOS CONTINUIDADE A ESSA JORNADA JUNTOS, AMADURECIDOS, CONSCIENTES E EM PAZ, CLAROS DE QUE, NA VERDADE, ESSA JORNADA TEVE INÍCIO...
...HÁ MUITOS ANOS ATRÁS.
Fábbio Kostta.
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