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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Jovem abusado por padre na Colômbia pede justiça ao papa “Veja o relato”

  
Jovem abusado por padre na Colômbia pede justiça ao papa “Veja o relato” ‘Tomei banho por meia hora, senti-me sujo, muito sujo’, conta colombiano que, aos 18 anos, foi seduzido por diretor de seminário católico e enfrentou longo período de culpa e depressão. Colombiano conta que quando tinha apenas 18 anos, no início dos anos 2000, ele foi abusado por um sacerdote católico, o que o levou a afundar-se em culpa, depressão e profunda confusão. Muitos anos depois, este colombiano contou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o que aconteceu com ele; como um grupo de jesuítas fora de seu país o ajudou a conciliar-se consigo mesmo e a compreender sua sexualidade; e como é sua relação hoje com a Igreja e com a fé.Este relato foi levemente editado. A maioria dos nomes de pessoas, lugares e instituições foram modificados ou omitidos para preservar suas identidades. Veja o relato resumido: “Acho que era final de novembro. Eu fiz uma viagem a Medellín com amigos da faculdade para um retiro. Pedi para ficar por uma semana na casa que minha paróquia de Bogotá tinha em Medellín, para conviver com os seminaristas e compartilhar momentos com eles. Um amigo meu falou com o padre que era diretor do seminário. Tudo começou em um domingo ou num feriado, porque fomos convidados para uma fazenda para tomar um lanche… Fomos para a fazenda e então o padre começou a olhar para mim. Nos sentamos em uma mesa, eram dez pessoas, havia um contato visual e eu não entendi o que estava acontecendo. Ele estava olhando para mim. E eu olhava para ele e pensava : ‘Este homem é o mais importante da casa, deve estar me analisando, atento às minhas atitudes, eu não sei …’. E quando estávamos a caminho da casa, ele se aproximou de mim e disse: ‘Vamos bater um papo?’. Como ele era uma figura de autoridade para mim, eu disse: ‘Sim, vamos conversar’. Ele disse: ‘Vamos ao meu escritório e conversaremos’. Há algo que eu não sabia: o escritório também era seu quarto. Chegamos ao escritório e ele pergunta: ‘Uma bebida?’. Havíamos tomados algumas cervejas no almoço. Ele falou: ‘Puxa, não tenho mais cervejas, quer uísque?’. Eu respondi que não havia problema. Começamos a conversar, ele sabia que eu estava muito interessado em entrar na comunidade e que eu queria ser padre. E em um momento, ele me fez a seguinte pergunta: ‘Quando você entra, se você entrar, há três votos a serem feitos: o que você acha do voto de obediência? O que você acha do voto de pobreza? E do voto de castidade?’ Então falei do que pensava do voto de obediência, falei do que pensava do voto de pobreza e falei do que pensava do voto de castidade. Aos 18 anos, eu nunca tinha feito nada com ninguém, nunca tinha transado
Naquela época, passava um bom tempo com uma amiga na faculdade, então eu disse: ‘Bem, tem essa garota’. – Mas o que você sente quando está com ela? – Se você nunca esteve com alguém, como você faz suas descobertas sexuais? – Eu me masturbo, como muitas pessoas. – Quando você se masturba, você se acaricia, como você faz? Obviamente, desde quando pequeno, eu temia ser gay, mas pensei que não poderia dizer isso a um padre porque este iria me rechaçar. Então, para mim, o mais fácil era falar sobre minha amiga. Então ele insistiu: – Mas então, o que você faz? – Eu imagino coisas. – O que você imagina? – Me imagino dormindo com alguém. À noite, me masturbo ou tenho uma ereção. – E você nunca se permitiu [acariciar-se em outras partes do corpo]? – Não. – Por que você não se permite? – Nunca fiz isso, nunca me permitiu e nunca me ocorreu fazer isso. Chegamos a essa casa às seis horas da tarde, quando estava escurecendo. Conversamos por duas horas, então estávamos bebendo por duas horas, e meu copo nunca estava vazio – ele se certificava para que meu copo estivesse sempre cheio. Então ele continuou me perguntando:Mas você não toca atrás?
– Não. – Você não toca as suas pernas? – Não. Lembro claramente que ele colocou a mão no meu joelho e disse: – Nunca fez isso com sua própria mão? – Não. – Incomoda que minha mão esteja aí? – Não. – E se eu fizer isso? – ele subia e descia com a mão. – O que você sente? – Nada, eu não sei. Eu estava em estado de choque, já me sentia muito invadido em meu espaço pessoal. Era também muito difícil para mim – agora não tanto, mas naquela época muito mais – que alguém me abraçasse, tocasse. – Te incomoda? – Não. E ele continuava e continuava, o filho da p*ta. – O que sente? – Nada. – Você gosta? – Sim
19/09/2017 Jovem abusado por padre na Colômbia pede justiça ao papa “Veja o relato” - http://www.sociedadeoculta.com/2017/09/19/jovem-abusado-por-padre-na-colombia-pede-justica-ao-papa-veja-o-relato/ 5/7 A próxima coisa que lembro é ele dizendo: ‘Vamos para o meu quarto?’. Ele se levanta, me leva pela mão. Eu realmente não me lembro do que eu disse. Havia um corredor, eu achava que era o corredor do banheiro, mas era o corredor do quarto. Então eu me sento na beira da cama, ele senta na beira da cama. Eu estava muito nervoso, tremendo. Ainda conseguia sentir minhas pernas. Não me lembro do que veio depois. Eu sei que ele me beijou, ele não me beijou na boca, ele me beijou nas orelhas, nos ombros. Não me lembro de como ele me despiu. Mas lembro que já estávamos ambos nus. Eu não sabia o que fazer. Eu estava nu com alguém, algo que eu sempre quis fazer em uma descoberta sexual, mas não sabia o que fazer. Ele conduziu tudo: ‘Deite-se’. Nos deitamos. Para mim, houve algo que foi forte e é como eu lembro disso na minha cabeça: que nunca pensei que o pênis de outra pessoa fosse assim. Isso é estranho de dizer, mas eu lembro dele como muito marcante, seu tamanho e tudo. E tentei brincar, fazer coisas, mas não sabia o que fazer. Não sei quanto tempo passou, perdi a noção do tempo. Houve umas brincadeiras sexuais. Eu meio que não fiz nada. Acho que ele ficou aborrecido, é minha teoria, porque a próxima coisa que me lembro é ele dizendo: “Vamos ao banheiro e nos masturbamos”. Eu não sei se ele estava esperando que eu fizesse mais coisas, não sei. Nós fomos ao banheiro, nos masturbamos. Eu me vesti, acho que ele também, e fui ao meu quarto. Me sentia mal. Acho que ali começou a parte difícil, começou o que mais me machuca, o que depois de muitos anos eu descobri que doía… Eu queria estar com um homem, mas não foi agradável.
Eu não queria, não escolhi fazê-lo. Eu não disse: ‘Você, pessoa A, nos conhecemos, conversamos e decidimos entre os dois que vamos fazê-lo’. Eu queria ter feito isso com alguém que me atraiu, com quem eu tivesse algum tipo de relacionamento. Não sei. Foi a influência do poder, é aí que tudo se torna uma m*rda, que é o que vem depois, quando eu me mato internamente. Não foi agradável, havia um tema de fé, onde eu fiz o que estava proibido. Tomei banho por meia hora, senti-me sujo, muito sujo. Eu chorei, acho que chorei. Eu me deitei, não dormi. Ouvi passos no corredor e isso me assustou. Não lembro quantas vezes, mas naquela semana eu tomei banho pelo menos três vezes por dia. O assunto era muito difícil, porque eu queria conversar com alguém, mas era embaraçoso. Além disso, com quem eu iria falar? Nos dias em que estávamos em um momento de oração, quando eu estava orando, meditando, só me lembrava disso. Eu não queria vê-lo, não queria estar perto dele, nada. Ele olhava para mim, mas não veio falar comigo. Eu chorei, chorei e chorei e não pude chamar minha mãe, porque eu não disse a ela que estava em um seminário. Além do que, ela ia me dizer o que sempre dizia: ‘Os sacerdotes vão abusar de você, por isso não quero que você seja sacerdote’. Minha mãe estava certa. Procurei o padre (o mesmo daquela noite) e disse: ‘Padre, quero confessar’. Não queria confessar a outro padre. Eu me perguntava: ‘Com quem vou falar disso? Só posso falar com a pessoa com quem isto aconteceu’. Confessei porque naquele dia ou no dia seguinte havia uma missa e eu tinha que receber uma comunhão, então, sendo rigoroso como eu era, não poderia ter uma comunhão pecadora – e isso foi um grande pecado para mim. Fui e me confessei com ele. Quase não consegui confessar com ele. A penitência foi ‘rezar uma Ave Maria’, como se eu tivesse dito que roubei um doce na loja. Era estranho para mim, porque pensei que tinha feito algo muito ruim. E continuei com a dinâmica de tomar banhos e banhos, trancado no meu quarto, chorando e chorando. Sendo honesto, não acho que vá me interessar ser padre.’
Fonte:http://www.sociedadeoculta.com
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