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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Jungmann anuncia que 950 homens do Exército darão apoio em operação da Rocinha Ministro disse que o Rio é um ‘doente na UTI com hemorragias, fraturas e cirrose’

   
BRASÍLIA e RIO - Novecentos e cinquenta militares das Forças Armadas devem chegar à Rocinha ainda na tarde desta sexta-feira e atuar de forma escalonada. Após reunião com o presidente Michel Temer, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, havia anunciado que seriam 700 homens. Mas a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa informou em seguida que o número havia aumentado. Jungmann disse ainda que o Rio é um doente na UTI com "hemorragias, fraturas e cirrose".
— Você tem um doente na UTI. Ele tem fraturas, hemorragia interna e também uma cirrose. Você vai segurar a hemorragia ou a cirrose? A cirrose é estrutural, a hemorragia é a urgência — afirmou o ministro, quando perguntado por jornalistas se o Rio não necessitava de uma ação estrutural no combate à violência.

Jungmann declarou ainda que o cerco das Forças Armadas na comunidade começa a partir das 15h. Segundo ele, a medida é para que as polícias locais possam subir o morro e “fazer o enfrentamento” dos traficantes. De acordo com o ministro, o Comando Militar do Leste (CML) — que abrange os estados do Sudeste e tem sede no centro do Rio — tem 30 mil agentes. 10 mil seriam alocados mais rapidamente por questões operacionais, disse o ministro. Apesar disso, até o começo da tarde desta sexta-feira, só serão utilizados 700 homens. Raul Jungmann negou que o governo federal tenha agido com atraso.— Respondemos, como sempre, à demanda. Uma coisa que se diz é que o Exército não substitui polícia. Quem tem informação e está na ponta, não pode ser diferente, é a polícia — disse, citando a polícia local, que é de atribuição do estado do Rio. Ainda, o ministro disse que "nunca" faltou dinheiro para os militares no Rio desde que o governo passou a empregar as Forças Armadas no estado, como um "laboratório" do Plano Nacional de Segurança.
As Forças Armadas vão empregar 14 blindados no cerco. Segundo o contra-almirante Roberto Rossatto, chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, as tropas vão atuar no modelo semelhante que foi empregado em outras operações do Rio, de combate ao crime organizado. Segundo o contra-almirante, não há previsão de as tropas entrarem na favela.

— Isso ficará a cargo das forças estaduais, que tem vocação para desempenhar essas funções. Os blindados estão sendo deslocados para a proteção das tropas — garantiu Rossatto.
Mulher chora enquanto tenta se proteger dos tiros em baixo da passarela da RocinhaFoto: Gabriel Paiva
MEDIDA DE GRANDE IMPACTO

Sem detalhar, o ministro ainda disse que nos próximos dias o governador Pezão irá enviar à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) uma medida que terá "grande impacto" na segurança. Também para dentro de poucos dias, Jungmann prometeu um pacote de medidas sociais ao Rio, com coordenação do Ministério do Desenvolvimento Social.

Antes de se reunir por cerca de 40 minutos com Temer nesta sexta-feira, Jungmann esteve com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Como antecipou a coluna Lauro Jardim, do GLOBO, o ministro propôs a criação de uma força-tarefa especial para a segurança fluminense, com órgãos como Ministério Público, Justiça Federal e Polícia Federal.
TIROTEIO NA ROCINHA
Na manhã desta sexta-feira, o clima de guerra na Favela da Rocinha se acirrou. Houve intenso tiroteio no acesso à comunidade, que levou ao fechamento da Autoestrada Lagoa-Barra, em São Conrado. Um ônibus foi queimado. Com isso, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, e o secretário estadual de Segurança, Roberto Sá, pediram apoio das Forças Armadas ao Comando Militar do Leste (CML).

fonte:https://oglobo.globo.com
— Respondemos, como sempre, à demanda. Uma coisa que se diz é que o Exército não substitui polícia. Quem tem informação e está na ponta, não pode ser diferente, é a polícia — disse, citando a polícia local, que é de atribuição do estado do Rio. Ainda, o ministro disse que "nunca" faltou dinheiro para os militares no Rio desde que o governo passou a empregar as Forças Armadas no estado, como um "laboratório" do Plano Nacional de Segurança.



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