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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Tiros no Morumbi Os assaltantes mortos pela policia na tentativa de assalto no Morumbi não carregavam armamento pesado porque tinham a intenção de se entregar às autoridades

Suspeitos de roubo à residência
Dez criminosos armados tentaram assaltar na noite deste último domingo uma casa no Morumbi, em São Paulo, e o resultado foi uma surpresa – para os assaltantes, em particular, foi uma péssima surpresa. A polícia estava há tempos investigando o bando (eram suspeitos de uma série de roubos na região), surpreendeu os dez na hora do assalto e matou todos. As vítimas foram salvas, ilesas. Quatro policiais ficaram feridos levemente. Enfim: tanto quanto se sabe, deu tudo certo – e não é todo dia que dá tudo certo nesse tipo de história. Temos aí a medida, mais uma vez, do ponto extremo a que chegou a violência da guerra que os criminosos movem contra a população – e não contra a polícia, como se diz com frequência cada vez maior. Para roubar uma única casa, criminosos juntam dez homens (ou mais, considerando os que podem ter escapado), utilizam armamento pesado, como se fossem para uma batalha, e arriscam tudo. Desta vez perderam. Acabaram todos mortos, mas a guerra vai continuar
O Brasil não tem um inimigo externo, como ocorre com tantos outros países. O inimigo está aqui dentro, e uma boa parte de sua força vem do apoio que recebe de organizações que deveriam trabalhar pela paz. Os policiais que participaram do tiroteio do Morumbi poderão se considerar pessoas de sorte se não tiverem de passar os próximos anos tentando provar que os criminosos, neste caso, eram os assaltantes, e não eles. Bandidos mortos pela polícia são, quase por princípio, considerados vítimas – e merecedores até de indenização, a ser paga para suas famílias. Justo no dia em que o Rio de Janeiro chegou ao número de 100 policiais mortos neste ano, semanas atrás, entidades que se anunciam como militantes dos direitos humanos, incluindo aí a Anistia Internacional, acharam por bem lembrar que a resposta para a violência contra os policiais não é a punição, e sim um diálogo construtivo ou algo parecido. É frequente, nesses grupos, ouvir-se que os policiais assassinados, no fundo, são os responsáveis por suas próprias mortes, pelos abusos que o conjunto da policia comete e por não motivarem os criminosos a se renderem pacificamente quando recebem voz de prisão.Os dez assaltantes mortos no Morumbi não carregavam consigo armas de guerra porque estavam interessados , caso fossem presos, em se entregar pacificamente à polícia. Também não pareciam inclinados a um diálogo construtivo com as vítimas, para tudo se resolver de maneira amigável. Mas é exatamente nisso que muita gente diz acreditar – e quer que os outros acreditem.
fonte:http://veja.abril.com.br
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