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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Artista nu destrói imagem católica em “performance” Antonio Obá diz que no ato “há uma crítica, há também uma exaltação. É uma celebração antagônica, um ritual”.

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O artista visual Antonio Obá, 33 anos, é professor de artes em Taguatinga, no Distrito Federal. Ele é um dos finalistas do prêmio Pipa, cobiçado prêmio de arte visual contemporânea. Se vencer, receberá R$ 130 mil e uma residência artística na Residency Unlimited, em Nova York.
Também irá participar juntamente com os outros
três finalistas de uma exposição no MAM-Rio no final do mês, onde o público escolherá o seu preferido, que levará R$ 24 mil.
Usando conceitos religiosos da África, Obá diz que cobrir o corpo com pó branco é um ato que “diviniza o corpo” e, ao mesmo tempo, “faz referência ao rito de fazer a cabeça, fazer o santo, no Candomblé.  Ou seja, ao mesmo tempo em que há uma crítica, há também uma exaltação. É uma celebração antagônica, um ritual”.
Até o momento, Antonio Obá não foi alvo de críticas formais de movimentos católicos, nem de políticos. Ao contrário, por exemplo, do apóstolo Agenor Duque, que gravou um vídeo comparando a imagem de Nossa Senhora de Aparecida com uma garrafa de Coca-Cola.
Acabou sendo atacado por padres e milhares de católicos enfurecidos nas redes sociais e ameaçado de processo por “vilipêndio de objeto de culto religioso”, artigo 208 do Código Penal Brasileiro.
Ao que parece, a indignação seletiva dos movimentos de esquerda também se aplica em grande extensão a questões religiosas no país.
Assista (cenas explicitas):

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