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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

REAÇÃO: Psicóloga pede o cancelamento da palestra de Judith Butler no Brasil, autora da ideologia de gênero







A Psicóloga e escritora Marisa Lobo iniciou esta semana mais uma campanha contra a chamada "ideologia de gênero". Dessa vez ela está convocando os cidadãos para assinarem um abaixo assinado pedindo o cancelamento da palestra de Judith Butler aqui no Brasil.


Em um vídeo publicado em sua rede social, Marisa Lobo fez o alerta sobre a volta de Judith Butler ao Brasil para um seminário internacional que ocorrerá entre os dias 7 e 9 de novembro, intitulado "Os Fins da Democracia" / The Ends Of Democracy, organizado pelo Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo em colaboração com a Universidade da Califórnia.Para os que conhecem a ideologia de "esquerda", principal viés doutrinário de várias Universidades, como a USP, temas que falam sobre "democracia" não significam nada, na prática. São apenas títulos que soam bem para quem pensa estar fazendo parte de um movimento que deveria ser coerente aos que prezam pela liberdade e diversidade de ideias, mas que se resume à uma pauta rígida e sem direito ao contraditório.
Para entender melhor a diferença entre pensamento científico e ideologia, leia aqui.


Quem é Judith Butler e o que ela representa para a ideologia de gênero?Judith Butler (61) é uma filósofa, professora da Universidade da Califórnia, nos EUA. É considerada por muitos a principal autora na atualidade sobre a "Teoria Queer". Resumidamente, tal "filosofia" prega a desconstrução total das normatizações culturais, assim como às biológicas.

Termos como "heterossexual", "homossexual", "homem", "mulher", "menino", "menina", "macho" ou "fêmea", segundo a ideologia queer, ou ideologia de gênero, são todos produtos da cultura, frutos da necessidade de alguns grupos - supostamente - exercerem o controle sobre os demais. Por essa razão, Judith Butler e seus seguidores pregam a necessidade de "subverter" a ordem estabelecida, de modo que o "normal" venha ser questionado e o "anormal" seja revisto como algo possível e aceito socialmente.

Para ampliar seu entendimento dessa ideologia, veja o que diz o trecho de uma publicação do SESC São Paulo na divulgação do "I Seminário Queer - Cultura e Subversões da Identidade", ocorrido aqui no Brasil em 2015, com destaque para a presença de Butler como palestrante:

"...a Teoria Queer articula uma crítica à hegemonia heterossexual. A heterossexualidade, portanto, é vista e analisada como uma imposição cultural com graves consequências políticas para aqueles que não a incorporam. Originada a partir da confluência de vertentes radicais do feminismo e dos estudos gays e lésbicos, os estudos queer passaram a desenvolver análises críticas sobre como a hegemonia heterossexual tem passado a moldar até mesmo as homossexualidades contemporâneas por meio da heteronormatividade."

Classificando o evento como uma "subversão das identidades sexuais aceitáveis, normais, politicamente domesticados", o curador do Seminário, Richard Miskolci, também declarou na ocasião que:

"A proposta é tomar nossa cultura como objeto de reflexão, o que - em uma perspectiva queer - não pode ser feito sem a subversão das identidades sexuais. A superação das fronteiras sexuais e de gênero aponta para a criação de uma nova forma de cidadania não-heterocentrada e além do binarismo de gênero atualmente imposto." (destaque nosso).

Por "fronteiras sexuais" e "além do binarismo de gênero" entenda como possivelmente aceitável, também, o incesto, a pedofilia, zoofilia, parafilias diversas e toda gama de "gêneros" que alguém possa resolver afirmar ser a sua "identidade de gênero".

Se trata, portanto, de ir muito além de legitimar como normal, por exemplo, o comportamento homossexual ou a ideologia feminista, mas sim de - eliminar - todos os padrões estabelecidos de uma herança cultural baseada na moralidade, especialmente a que é fruto do cristianismo. Por isso não há limites sobre "fronteiras sexuais", uma vez que tudo pode ser encarado como uma forma de "subverter" a ordem.

A ideologia queer (ideologia é o termo apropriado para essa concepção, e não teoria), no entanto, é uma construção gradual de vários conceitos anteriores sobre a sexualidade humana e os padrões culturais da sociedade. Butler foi a pessoa que, digamos, organizou e ampliou conceitos de autores muito antes dela e da sua geração, sendo o termo "queer" fruto do seu trabalho.


A intenção é promover a ideologia queer, ou de gênero, nas escolas de ensino fundamental e nas Universidades
Ainda na mesma publicação do SESC São Paulo, Richard Miskolci comenta o que atualmente está chamando atenção da sociedade, que é a tentativa de atingir às crianças, através das escolas, dos programas de TV, como desenhos, brinquedos e também da moda, por meio de roupas e estilos visuais cada vez mais "sem gênero" ou "mistos".

"A escola deveria ser acionada para uma possível mudança cultural de médio e longo prazo.", disse Richard, que continuou:

"As divisões binárias e generificadas, quer sejam arquiteturais ou simbólicas, poderiam ser abolidas. É absurdo que - em pleno século XXI - atribuam fixamente a cor azul a meninos e a rosa a meninas ou dividam as salas para atividades baseados nesse binarismo. A educação poderia ser um meio para combater preconceitos, questionar discriminações e ampliar o vocabulário político dxs sujeitxs. As escolas podem contribuir para isso problematizando antigas práticas separatistas e segregacionistas como as que citei", disse ele (destaque nosso).

Observe, portanto, que todo alerta que se faz em relação à ideologia de gênero nas escolas, ao mesmo tempo em que grupos de "esquerda" atacam propostas como o projeto Escola Sem Partido, não é por acaso. A Psicóloga Marisa Lobo, por exemplo, autora do livro "Ideologia de Gênero na Educação", sofreu uma Nota de Repúdio do Conselho Federal de Psicologia por revelar os perigos da teoria queer na sociedade, especialmente na escola. Isso tudo, obviamente, porque a intenção é esta:

"As representações sobre o que é ser homem ou mulher nos livros escolares não são mero espelho da realidade, elas criam modelos e impõem padrões. (...) O gênero e a sexualidade de alguém deveria ser livre ao ponto de não ser um elemento delimitador de sua dignidade e direitos. É esse ideal que a educação poderia abraçar por meio da incorporação de temáticas queer.", concluiu Richard Miskolci (destaque nosso).

Por fim, que fique claro aos verdadeiros defensores da ciência, que a mera presença de Judith Butler no Brasil e suas palestras - não deveria ser problema algum - se tais eventos e seus organizadores fossem, de fato, comprometidos com o pensamento científico e promovessem o verdadeiro debate acadêmico. Mas, como já estamos cansados de saber, não é isso o que acontece.

Seminários como o que vai acontecer no SESC Pompéia são apenas obras de marketing ideológico (e político), onde o único objetivo é promover, ampliar e - impor - a ideologia. Os palestrantes são todos cartas marcadas, sem direito ao contraditório, e a produção de pensamento gira entorno da mesma visão de mundo, para não dizer dos interesses de quem produz "filosofias" em defesa de causa própria.

Assista o vídeo da Psicóloga Marisa Lobo abaixo. Para assinar a petição de cancelamento da palestra de Judith Butler no Brasil, clique aqui.




Por: Will R. Filho

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