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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Anthony Garotinho e Rosinha Matheus são presos no RJ Rosinha foi levada para a sede da Polícia Federal em Campos dos Goytacaezs, no Norte Fluminense. Anthony Garotinho estava no Rio de Janeiro quando foi detido.

Rosinha Matheus na sede da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes. (Foto: Phelipe Soares/NF Notícias)
Os ex-governadores do Estado do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Matheus foram presos na manhã desta quarta-feira (22). Segundo um agente da Polícia Federal, a prisão tem relação com a delação do Ricardo Saud, da JBS.Em depoimento, Ricardo Saud diz que fez os pagamentos para o PR em troca do apoio do partido à chapa Dilma-Temer, em 2014. Segundo o empresário, o contato era feito com o senador Antônio Carlos e o repasse para a sigla foi de R$ 36 milhões entre doação oficial dissimulada, uso de notas fiscais frias e propina paga em espécie. De acordo com Saud, ele se encontrou com o senador ou com emissários 'não menos que 10 vezes' em locais marcados ou na própria sede da JBS, em São Paulo.
A Justiça Eleitoral de Campos informou que a investigação trata de corrupção passiva, extorsão qualificada com uso de arma de fogo, crimes eleitorais, falsidade eleitoral, crime de caixa dois e organização criminosa, envolvendo extorsão de empresários junto à prefeitura de Campos , e que Garotinho e Rosinha foram alvos de mandados de prisão preventiva.
O ex-governador já tinha sido preso na Operação Chequinho da Polícia Federal, que investiga um esquema de troca de votos envolvendo o programa social Cheque Cidadão, na eleição municipal do ano passado.
Rosinha foi levada para a sede da Polícia Federal em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Garotinho estava no apartamento dele no Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando foi detido. A polícia ainda não informou se ele vai ser levado para Campos ou se a ex-governadora Rosinha vem para o Rio.
Suledil Bernardio, que foi secretário de Governo da Prefeitura de Campos durante a gestão de Rosinha, também é alvo da operação. Os agentes fizeram buscas na casa do ex-secretário e ele foi levado para a sede da polícia federal na cidade
A defesa dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho informa que só se pronunciará quando tiver acesso aos documentos que embasaram os mandados de prisão, o que ainda não aconteceu.
A assessoria de imprensa de Garotinho afirmou que nem ele nem nenhum dos acusados cometeu crime algum e, conforme disse nesta terça (21) no seu programa de rádio, foi alertado por um agente penitenciário a respeito de uma reunião entre Sérgio Cabral e Jorge Picciani, durante a primeira prisão do deputado em Benfica. "Na ocasião, o presidente da Alerj teria afirmado que iria dar um tiro na cara de Garotinho. Agora, a ordem de prisão do juiz Glaucenir é para que Garotinho vá com sua esposa para Benfica, justamente onde estão os presos da Lava Jato. Cabe frisar que essa a operação à qual Garotinho e Rosinha respondem não tem relação alguma com a Lava Jato.”, diz a nota.
Garotinho e Rosinha, ex-governadores do RJ, são presos

Operação Chequinho

A primeira prisão de Garotinho foi durante a investigação da Operação Chequinho, que apuraum esquema de compra de votos em Campos. Segundo o Ministério Público Estadual, em troca dos votos, a prefeitura oferecia inscrições fraudulentas no programa Cheque Cidadão, que dá R$ 200 por mês a cada beneficiário.
A operação começou em setembro de 2016, quando o MPE e a PF viram um "crescimento desordenado" do Cheque Cidadão. Em apenas dois meses, o número de inscritos passou de 12 mil para 30 mil. Desde então, a operação prendeu vereadores, eleitores e outros envolvidos no caso. Todos já foram soltos.

Justiça revogou prisão do ex-governador em setembro

Em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubou a prisão domiciliar do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (PR). O político chegou a ser preso no dia 13 de setembro, após ser condenado na primeira instância da Justiça Eleitoral a 9 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão, além de multa de R$ 210.825,00. A pena, no entanto, foi transformada em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições.
Na decisão, a maioria dos ministros do TSE derrubou essas restrições, que também incluíam proibição de contato com qualquer outra pessoa, exceto seus familiares, e de uso celulares, internet ou outros meios de comunicação.
Anthony Garotinho (Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados)Anthony Garotinho (Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados)Anthony Garotinho (Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados)
Rosinha Matheus (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)Rosinha Matheus (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)Rosinha Matheus (Foto: Fernanda Rouvenat/ G1)
FONTE:https://g1.globo.com/r:
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