quinta-feira, 15 de março de 2018

A mesma esquerda que explora politicamente a morte da vereadora Marielle Franco se calou sobre o assassinato de Celso Daniel

   
Embora exploradas politicamente por setores da esquerda brasileira, a manifestações em todo o país em protesto  contra o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista, Anderson Pedro Gomes são mais que necessárias.

Independente do uso político por parte do PT, PSOL, ativistas de esquerda, críticos da intervenção militar no Rio e de outros setores descontentes com as mudanças na cúpula das polícias no Estado, as manifestações, protestos e cobrança por parte da imprensa e opinião pública são cruciais no sentido de pressionar as autoridades para que busquem logo pelo esclarecimento do crime.

Não apenas pelo fato de Marielle Franco ser mulher, negra e de origem humilde, mas também pelo fato de ser uma vereadora e ativista política atuante. Será preciso esclarecer melhor as circunstâncias de sua morte, se seus assassinos estão ligados a milícias, traficantes, policiais corruptos ou grupos políticos, pois era justamente neste contexto que Marielle Franco estava inserida. Não há como ignorar tais fatos e trata o caso como mais uma tragédia fruto da violência no Rio e no Brasil.

Marielle Franco foi executada e tudo indica que se tratou de um crime de mando. Resta saber quem foram os mandantes. Políticos, policiais corruptos, criminosos ou grupos interessados em sabotar a intervenção federal no Rio? Obviamente, em virtude das circunstâncias e do profissionalismo de seus executores, não se trata de crime passional, latrocínio ou qualquer outra modalidade de violência corriqueira.

O caso Marielle Franco não pode se tornar mais um crime político, como foi o caso do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. A diferença é que toda a esquerda brasileira se calou sobre o assassinato do petista, fundador do partido, que na época de sua execução, denunciava esquemas de corrupção do PT às vésperas da eleição do ex-presidente Lula em 2002. Até os dias de hoje, a maioria dos representantes da esquerda brasileira finge ignorar este triste episódio, como se todos desejassem que Celso Daniel fosse logo esquecido, como acabou acontecendo. Nove testemunhas do casso foram assassinadas ou tiveram mortes suspeitas. O ex-presidente Lula e seus subordinados foram apontados como mandantes do crime, mas o caso permanece insolúvel.
FONTE:http://www.imprensaviva.com
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