quinta-feira, 17 de maio de 2018

A luta de Joice Hasselmann pra sobreviver num país que exige que jornalista tem de ser de esquerda


O Brasil está preparado para ter jornalistas de esquerda — trata-se do padrão — mas não para ter jornalistas de direita. Quanto mais jornalistas posicionados, independentemente se na ponta-esquerda, no centro ou na ponta-direita. Ruim mesmo é jornalista posando de “imparcial” e publicando artigos, desconsiderando a objetividade mínima, quase que inteiramente parciais. Mino Carta, diretor de redação da revista “CartaCapital”, não engana ninguém — assume que é de esquerda e defende seus aliados políticos, como Lula da Silva.
Joice Hasselmann é assumidamente de direita, e não tergiversa nem posa de meio-termo. Pode-se discordar do que diz, mas, ao contrário do que afirmam alguns de seus críticos, suas ideias têm norte — só não são de agrado da esquerda, o que, a rigor, é o problema, para o leitor, claro, de esquerda.
A jornalista brilhou na revista “Veja”, que, ao menos na TV Veja, não conseguiu substitui-la. Os jornalistas especializados no meio impresso ainda não se adaptaram à perfeição ao meio televisual (o melhor é Augusto Nunes, que tem experiência como apresentador na TV Cultura. Num minuto, dá recados precisos, e não é fácil fazer isto).
Joice Hasselmann foi condenada pela Justiça de São Paulo a pagar 225 mil reais ao  Grupo Abril por ter usado a palavra “Veja” num canal do YouTube. Primeiro, o termo não tem dono — pertence, isto sim, à Língua Portuguesa. Segundo, a jornalista trabalhou realmente na revista, não há como negar o fato. No Brasil, quando um jornalista sai de uma publicação, depois de ter sido incensado ao chegar, passa a ser execrado ao sair.
A “Veja” não precisa disso — é a melhor revista semanal de informação, tem uma equipe de profissionais de primeira linha e fura jornais e outras revistas com frequência. Está dando tiro de canhão para atingir uma jornalista, séria e competente, que “usa” cartucheira.
Joice Hasselmann tem uma coragem inaudita. Fica-se com a impressão de que não se “perdoa” mulher corajosa e posicionada — ainda mais sendo de direita. Batalhadora, está lançando um canal de jornalismo de direita — o que prova que é uma resistente e não teme a força dos poderosos. Observe-se que a “Veja” mostrou, na edição desta semana, um juiz que massacrava sua ex-mulher. Não se está dizendo que a revista está “massacrando” a jornalista, e sim que não precisa jogar pesado, dada sua força excessiva, contra a profissional.
Se Joice Hasselmann fosse de esquerda, militantes já teriam protestado na porta da Editora Abril e publicariam mensagens nas redes sociais. Como é de direita, por certo avaliam que é melhor deixá-la ser processada e condenada.
Fonte:https://www.jornalopcao.com.br
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