sexta-feira, 27 de julho de 2018

Atolado no Pantanal, grupo usa drone para enviar bilhete com pedido de ajudaBilhete dizia: “Estamos atolados na entrada da fazenda Santa Luzia, nos ajude!”

Caminhonete atolou no meio da estrada - Foto: Arquivo Pessoal
No início do mês de julho, durante um dia normal de trabalho, uma equipe composta por quatro pessoas fazia filmagens áreas na região do Pantanal, utilizando um drone, quando a caminhonete em que estavam atolou, próximo a região do Parque Estadual do Rio Negro. Em meio ao Pantanal, sem ninguém por perto para ajudá-los e sem sinal de celular, o que era um equipamento de trabalho serviu como um meio de socorro. O drone foi enviado com um bilhete pedindo ajuda por vários quilômetros, até chegar
O cinegrafista Valdec Júnior, 25 anos, estava na equipe, junto com o dono da produtora, o motorista da caminhonete e um guia do local, fazendo as filmagens. Segundo ele, a estrada do Pantanal aparentemente estava seca, mas quando passaram, o solo era um espécie de lodo e a roda do veículo afundou, ficando atolada. O motorista tentou por diversas retirar o veículo, sem sucesso.
Sem nenhum recurso além dos equipamentos de trabalho, que eram câmeras de foto e vídeo e o drone, e sem sinal no celular por conta do local estar situado no meio da planície alagada, o grupo ficou parado no meio da estrada sem saber o que fazer, a espera, porém sem esperança, de que alguém passasse pelo local e pudesse ajudar.
Após cerca de duas horas, o operador do drone e cinegrafista, Betinho Escalante, teve a ideia de usar a aeronave não tripulada como um equipamento de resgate.
“Estavámos lá e pensamos: 'vamos mandar o drone'. Fizemos um bilhete, amarramos com fita e enviamos, acompanhando as imagens pelo monitor, até encontrar alguém”, explicou o cinegrafista.
No bilhete estava escrito: “Estamos atolados na entrada da fazenda Santa Luzia, nos ajude!”.
Apesar de estar na entrada de uma fazenda, do local onde estavam até a sede da propriedade, eram cerca de 50 quilômetros, que demoraria muito caso o grupo tentasse pedir ajuda a pé. Após alguns quilômetros com o equipamento sobrevoando a região, o operador do drone avistou um rapaz consertando a cerca de uma propriedade e decidiu pousar o drone em cima do homem.
"Descemos o drone em cima dele. Ele assustou, mas encontrou e pegou o papel. Ficamos esperando, olhando pelo monitor e trouxemos o drone de volta", disse.
Com o problema inicial e aparentemente resolvido, surgiu outra preocupação: será que o rapaz sabia ler? Será que ele acreditaria na mensagem? e o mais importante: será que ele iria em busca do grupo para socorrê-los?
Para sorte do grupo, a resposta foi sim para todas as perguntas. O capataz da fazenda ficou desconfiado, mas decidiu ir atrás para ver se o pedido de socorro era de fato verdadeiro, e encontrou o quarteto no meio da estrada. O rapaz usou um trator para tirar o veículo da lama e, dessa forma, os profissionais ficaram livres para continuar o trabalho de filmagens.
"Chegamos umas duas horas atrasados, mais ou menos, mas conseguimos fazer o trabalho. Foi uma história que vai ficar para o resto da vida", finalizou.
FONTE:https://www.correiodoestado.com.b


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