quarta-feira, 4 de julho de 2018

Procuradora responderá por insinuar que ministro do STF recebe ‘por fora’ Monique Cheker será submetida a reclamação disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público após pedidos dentro do próprio órgão e de Gilmar Mendes


lenário do Supremo Tribunal Federal (STF) (Cristiano Mariz/VEJA)

A procuradora da República Monique Cheker responderá a uma reclamação disciplinar na Corregedoria Nacional do Ministério Público por insinuar que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ”recebem por fora” para beneficiar seus ”companheiros”. Ela nega.

“Não há limite. Vamos pensar: os caras são vitalícios, nunca serão responsabilizados via STF ou via Congresso e ganharão todos os meses o mesmo subsídio. Sem contar o que ganham por fora com os companheiros que beneficiam. Para quê ter vergonha na cara”, diz a publicação da última segunda-feira (2). Na sequência, a procuradora afirma que a crítica não foi dirigida aos ministros do Supremo.
A manifestação na rede social aconteceu na noite de segunda-feira (2), logo após o ministro Dias Toffoli cassar a decisão do juiz Sergio Moro que impôs o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-ministro José Dirceu
.Ainda pelo Twitter, a procuradora também afirmou que suas publicações criticam ”corruptos” e mencinou, como exemplo, o caso do “ex-procurador” — em referência a Marcelo Miller, que responde a uma ação penal por corrupção passiva no processo de delação dos executivos da JBS.
Entretanto, as únicas autoridades vitalícias do país e que podem ser processadas e julgadas por crimes de responsabilidade no Senado Federal são os ministros do Supremo. As demais, como presidente da República, ministros de Estado ou procurador-geral da República, por exemplo, não são vitalícios.
Considerando a repercussão das manifestações, o corregedor Orlando Rochadel Moreira, da CNMP, determinou, nesta quarta-feira, a instauração de reclamação disciplinar contra Cheker. O procedimento foi solicitada pelo conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público Luiz Fernando Bandeira de Mello. Além disso, em seu despacho, o corregedor informa que o ministro Gilmar Mendes também lhe encaminhou a publicação da procuradora pedindo providências em nome próprio e em nome do ministro Dias Toffoli.


 As publicações da procuradora Monique Cheker em sua conta no Twitter (Reprodução/Twitter)
As publicações da procuradora Monique Cheker em sua conta no Twitter (Reprodução/Twitter) (Reprodução/Twitter)
fonte:https://veja.abril.com.br
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