quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Desigualdade salarial entre homens e mulheres: quem está certo?

Renata Vasconcelos
 Desigualdade salarial entre homens e mulheres: quem está certo? -  O estudo do IBGE citado ontem por Renata Vasconcelos diz que as mulheres receberam cerca de 77,5% do rendimento pago aos homens em 2017. Infelizmente, quase sempre as estatísticas são usadas para algum tipo de manipulação, dado que é preciso mais a fundo nos números para encontrar a resposta correta
A pesquisa fala em rendimento MÉDIO, sem comparar homens e mulheres em companhias e cargos diferentes, com tempo de experiência diferentes e valor agregado à companhia diferentes, o que leva muitos a concluir que mulheres ganham menos do que homens por uma questão pura de discriminação. Será mesmo que a maioria das empresas brasileiras são tão machistas a ponto de preferir contratar homens ganhando mais, em vez de mulheres capazes de realizar o mesmo serviço por um valor reduzido? O próprio estudo diz que “em função da carga de afazeres e cuidados, muitas mulheres se sentem compelidas a buscar ocupações que precisam de uma jornada de trabalho mais exível”, o que pode explicar Em 2012 foi aprovada uma lei que prevê multas para empresas que pagam salários diferentes para homens e mulheres que realizem o mesmo trabalho. Na época, a pesquisa do IBGE apontava que mulheres recebiam 72,3% do salário dos homens. A última pesquisa, citada
 Desigualdade salarial entre homens e mulheres: quem está certo? - acima, mostra que houve pouca evolução desde então, mesmo com uma lei mais dura, denunciando que uma interferência estatal pura e simples, não fará com que o mercado de trabalho pague a mesma coisa para homens e mulheres

Diversos outros fatores que explicam essa diferença estão sendo ignorados. Um estudo feito em Harvard em 2014, por exemplo, identicou que as mulheres têm mais estudo, mas começam a carreira mais tarde, são mais suscetíveis a desistir da carreira mais cedo, têm menores jornadas e se concentram em atividades de menor remuneração. Um dos pontos cruciais a ser entendido nesse tema é que, em primeiro lugar, o mercado de trabalho não é homogêneo e existem diferenças salariais entre os setores, independentemente do sexo de quem realiza o trabalho. No mundo da moda, por exemplo, é comum que mulheres ganhem muito mais do que homens, pelo simples fato de elas agregarem muito mais valor às marcas, aumentando as vendas substancialmente. Isso acontece não por uma misandria do mercado da moda, mas pelo comportamento do consumidor desse mercado. Gisele Bündchen, por exemplo, foi responsável pelo esgotamento de peças que usou em um anuncio da C&A em 2002, gerando um aumento de receita de 20% a empresa. Um modelo masculino não tem o mesmo impacto que uma modelo feminina e isso não tem nada de errado. Da mesma maneira, um jogador de futebol ganha muito mais do que uma jogadora, basta comparar os salários de Neymar e Marta. É tentador nos deixar levar pela onda da internet de que a discrepância de seus salários delimita um machismo latente na sociedade, mas a verdade é que o futebol feminino não tem o mesmo número de espectadores e, por esse mesmo motivo, não gera tanta receita em bilheterias e nas campanhas publicitárias
É bem provável, inclusive, que boa parte das pessoas que reclamam dessa discrepância nunca tenham assistido uma partida de futebol feminino sequer. Outro exemplo, vindo diretamente da Rede Globo, mostra que Faustão ganha o dobro de Fátima Bernardes, que é o salário mais alto da emissora entre as mulheres. Qual a explicação? Faustão tem mais audiência e o horário de seu programa custa mais caro para a publicidade. 20 segundos no meio do “Domingão do Faustão” custam até 20 vezes mais do que durante o programa de Fátima. Em compensação, Fátima ganha mais que o dobro que seu ex-marido, William Bonner
fonte:https://www.infomoney.com.br
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