sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A MENSAGEM POSITIVA DO FILME

UMA HISTÓRIA IMPRESSIONANTE


Lembro-me como se fosse hoje. Meu filho ainda um menino, a gente assistindo o Rei Leão em sua primeira versão, lançado há pouco tempo, na época. Não deu para conter as lágrimas nas cenas mais comoventes, nem evitar as gargalhadas com os personagens engraçados. Porém, uma coisa que mais me chamou atenção é a mensagem positiva que o filme transmite.

Logo de início vemos a constituição de um reino. O ambiente, os cidadãos desse reino, o rei, sua esposa e os membros que compõe esse reino. Entre eles, o irmão do rei. Um invejoso, mentiroso, arrogante e ganancioso; egoísta e manipulador, que trama usurpar esse reino, não importa como.

Por meio do seu plano, e com o afastamento do verdadeiro herdeiro do trono, que seus habitantes pensam ter morrido, tem início uma grande decadência, terrível colapso e caos. A fome impera e não há esperança de mudanças. Os que viviam em harmonia e equilíbrio, tornam-se escravos de um ser arrogante, frio, covarde e cruel, até que alguém descobre que o herdeiro vive e ao contatá-lo, clama por sua volta para que enfrente o usurpador, cujo significado do nome é marca ou cicatriz, e retome seu trono.

Um dos pontos altos da sequência é quando o herdeiro, que havia se adaptado a um modo de vida bem inferior ao da sua natureza original, ouve a frase que soa-lhe como um alerta e um chamado para despertar: - "Lembre-se de quem você é."

Sem prolongar, quero dizer que essa sinopse é para mim, muito familiar. Se associarmos a nossa própria história, veremos que algo similar nos aconteceu. Religiosidades á parte, lemos nas Escrituras que fomos criados a imagem e semelhança de Deus. Também as Escrituras revelam que fomos feitos para ter domínio estabelecido (reino). Mas algo aconteceu, fomos usurpados não só desse domínio e autoridade, como também, introduzidos a uma condição existencial miserável, totalmente oposta a nossa natureza original. Assim como no filme, nos tornamos escravos e prisioneiros do usurpador e seus cúmplices. Que no caso do filme são hienas. No nosso caso, porém, são outros tipos de criaturas.

Vivemos em total esquecimento de quem somos de fato, e esquecidos também, da nossa origem real.

Como gados, somos mantidos em cativeiros por causa da nossa mente obscurecida, voltados apenas para sobrevivência e conforto, para a realização de desejos e ter nossas necessidades supridas.

As vezes surge uma sensação de nostalgia. A recordação de um lugar que nunca estivemos. A vontade de conhecermos pessoas que tenham mais afinidades com nossos anelos mais profundos.

Há momentos que percebemos que independente da condição financeira ou cargo de poder que ocupemos, ainda existe um certo vazio, uma grande insatisfação. A certeza que não vivemos nada do verdadeiro potencial que habita em nós, como se fossemos conduzidos por outra coisa. Uma sensação bem parecida com a que Paulo compartilha com os romanos em sua carta: - "Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto... Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. " -Romanos 7:15-17

De alguma maneira, quase ouvimos um clamor no nosso corpo, em nossa alma e espírito. E mesmo que tais momentos sejam breves, são tão profundos que geram um certo sentimento de angústia sem qualquer motivo aparente. Sentimentos que Paulo descreve muito bem, na mesma carta:

"A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo." - Romanos 8:19-23


Assim, como esse filme, há muitos alertas nas experiências que vivemos. Creio que nos falta despertar para a realidade e nos lembrar de quem REALMENTE SOMOS.

Que o verdadeiro herdeiro assuma seu lugar. Que enfrente o usurpador, para por meio da sua vitória, seja restaurada nossa condição original e vivamos no reino do qual, de fato, fazemos parte.

Excelente filme. Recomendo.

Tenho certeza que se você prestar atenção, além das imagens e dos sons, perceberá, algo bem mais profundo e significativo que uma simples história infantil.

Dá pra reconhecer o bom combate, travado dentro, em nós. Aquele que Paulo cita em sua carta a Timóteo, seu verdadeiro filho na fé.- 1 Timóteo 6:12





Fábio Costa
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