sexta-feira, 2 de novembro de 2018

"Se eu errar, o PT volta", afirma Jair Bolsonaro em entrevista exclusiva


O presidente Jair Bolsonaro reconheceu a enorme responsabilidade que tem pela frente, a partir de janeiro de 2019, quando assumir o comando do país e dar início ao cumprimento de seu mandato de quatro anos. “Não posso errar, senão o PT volta”, disse Bolsonaro em entrevista à Rede Vida de Televisão.

Segundo o presidente, seus ministros terão carta branca para nomear seus secretários, diretores das delegacias regionais e por aí vai. “O que estou cobrando dos ministros é produtividade”, diz ele, sentado na pequena varanda improvisada na entrada de sua casa, com uma mesa redonda de madeira transformada em cenário para a entrevista à Rede Vida de Televisão, com tempo cronometrado: 15 minutos. “Precisa de terno? Não, né?”, pergunta ele, à vontade com a camisa de manga curta amarela, uma das cores da sua campanha, e calça jeans. A Embaixada do Brasil em Cuba parece estar com os dias contados: “Qual negócio podemos fazer com Cuba?”, pergunta, ao criticar a forma como os profissionais da ilha ficam apenas com parte dos salários do programa Mais Médicos. Antes de começar a gravação, avisa: “Não posso errar, senão o PT volta”.

Bolsonaro não se limitou a criticar o PT e citou outros desafios que tem pela frente. Como militar o presidente destacou a importância que dará ao Ministério da Defesa, e fez uma crítica direta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo Bolsonaro, o simples fato de colocar um general de quatro estrelas (Augusto Heleno) para ocupar o posto, dará aos militares garantia de um assento em reunião ministerial: 

“A criação do Ministério da Defesa foi para tirar os militares da mesa ministerial”, acusa. O presidente eleito garante que as Forças Armadas, “o último obstáculo para o socialismo”, serão chamadas a participar da concepção de políticas públicas e propostas em várias áreas do governo.

Até o momento, as indicações de Bolsonaro para os ministérios agradaram em cheio o mercado e os setores que dependem de soluções das pastas. Um economista para o Ministério da Economia, Paulo Guedes. Um astronauta e engenheiro do ITA para o Ministério da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Um general para o Ministério da Defesa, Augusto Heleno. Um juiz especializado e experiente no combate à corrupção e ao crime organizado como Ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Bolsonaro deve indicar mais um ministro, mas não tem pressa em anunciar todos. Também decidiu não mais juntar as pastas de Meio Ambiente e Agricultura. Porém, isso não significa que colocará na primeira alguém com o perfil de Marina Silva ou Sarney Filho: “Quem vai indicar é o senhor Jair Bolsonaro”.

Na semana que vem, ele estará em Brasília, a cidade que lhe deu mais de 70% dos votos. Será a primeira vez que virá à capital da República depois da eleição. Vai cuidar da transição e visitar os presidentes dos Três Poderes, mas na quinta-feira retornará ao Rio de Janeiro. Quanto à posse, o mais provável é que desfile em carro fechado, uma vez que decidiu seguir “religiosamente” as determinações dos serviços de inteligência da Polícia Federal, da Abin e do Exército.

Com informações do Correio Braziliense
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