segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A humilhação dos meios de comunicação do país. Jornalistas engolem o choro e se curvam ao Capitão



As críticas generalizadas contra a imprensa alavancadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro e seu estridente séquito de devotos não teria prosperado tanto, não fosse a conivência de setores do jornalismo brasileiro com os desmandos dos governos do PT ao longo de quase uma década e meia e o fiasco de outros meios de comunicação em sabotar descaradamente o governo de transição do presidente Michel Temer, responsável por assumir a condução do país num dos momentos mais críticos da história do Brasil.

Os interesses em derrubar o presidente Michel Temer foram os mais diversos e, cada um a seu modo, alavancaram as campanhas de deterioração do cenário político movidas por meios de comunicação influentes. O setor mas frágil que atuou na campanha contra Temer foi justamente a imprensa petista. Outros grupos mais poderosos que tinham entre seus maiores parceiros comerciais os irmãos Batista, donos do grupo JBS, foram os mais ousados. De modo geral, setores da sociedade que subsistem do dinheiro da elite do serviço público abrigada no Judiciário e MPs corroboraram os ataques contra o governo que tentou avançar sobre altos salários, privilégios e benefícios incompatíveis com a realidade do país no INSS.

Apesar de reconhecer que foi alvo de ataques sórdidos de meios de comunicação, o presidente Michel Temer afirmou esta semana em entrevista no SBT: "Eu sempre preservei muito a liberdade de imprensa. Muitas pessoas pensam que liberdade de imprensa está ligada à liberdade do empresário, mas não, está ligada ao povo!"

Temer não se queixou da atuação de cretinos da imprensa que se aproveitaram da trama vazada do ex-PGR com o açougueiro para pedir sua renúncia. O país, que vinha se recuperando da tragédia econômica deixada pelo PT de Lula e Dilma, foi novamente mergulhado no caos. Jornalistas bancados por especuladores, artistas globais e petistas se uniram para convocar manifestações violentas em Brasília. Três prédios foram incendiados na Esplanada dos Ministérios e Temer se viu forçado a convocar as Forças Armadas para conter o vandalismo. Jornalistas não gostaram e também criticara a decisão do presidente de proteger o patrimônio do povo, uma vez que o governo do DF não enviou um efetivo suficiente de policiais para conter a baderna.

Apesar da cretinice deste lamentável episódio na história do país, os meios de comunicação não se deram conta de que, apesar de toda instigação e de seus insistentes apelos, o 'povo' não foi às ruas pedir a renúncia de Temer. A leitura é bem simples: se o povo não atendeu aos apelos dos incendiários dos meios de comunicação, é por que não deram crédito à armação do açougueiro filho do PT com o então chefe da PGR, outro filho do PT. Logo, não deram crédito aos meios de comunicação, jornalistas, artistas, ativistas, sindicalistas e picaretas de toda sorte que tentaram incendiar o país. Foi vergonhoso ver jornalistas 'desinformando' descaradamente a população, tentando disseminar o ódio manipulando informações sobre a liberação de emendas parlamentares de um orçamento aprovado no ano anterior. Alguns, ressentidos com o defenestramento do PT do poder, outros, por terem perdido verbas milionárias de publicidade da JBS. Em meio ao caos que paralisou o país por quase um ano, especuladores fizeram a festa e faturaram bilhões no mercado financeiro, enquanto mais empresas faliram e outros milhões de chefes de família perdiam seus empregos.

Não é difícil compreender como o comprometimento com interesses espúrios, diversos daqueles do país, por parte de setores da imprensa, levou certos grupos de sabotadores ao descrédito perante a opinião pública. O cinismo e a irresponsabilidade com que se valeram de suas prerrogativas para prevalecer sobre os fatos acabou afetando a todos. Os grupos de mídia e seus alvos preferenciais. Diante deste quadro de derretimento da credibilidade dos meios de comunicação, Bolsonaro não teve qualquer dificuldade em desqualificar a imprensa, chamando meios de comunicação de lixo e soltando seus cães amestrados contra jornalistas e veículos de comunicação. A Rede Globo chegou a figurar no toptrends do Twitter com a #GloboLixo.

A total falta de credibilidade conquistada com muito esforço ao longo dos últimos três anos removeu completamente os meios de comunicação do processo eleitoral. Perderam a prerrogativa de informar o cidadão, que deixou de acreditar até mesmo em notícias óbvias. Bolsonaro soube explorar esta debilidade dos grupos de comunicação. Ignorou a todos e conquistou espaço através das redes sociais, passando então a se comunicar diretamente com seus apoiadores. Neste cenário, teve controle absoluto sobre as versões, aproveitou-se que a imagem de vários órgãos da imprensa já se encontrava na lata do lixo e ajudou a afundá-los ainda mais, tratando todos como propagadores de fake news. Obviamente, setores oportunistas da imprensa tentaram surfar a onda de insatisfação popular e se aliaram a Bolsonaro.

Os mesmos que patrocinaram a vergonhosa tentativa de derrubar o governo Temer, se viram agora obrigados a lamber as botas de Bolsonaro e de seus súditos. Parte da sociedade, já de saco cheio com a hipocrisia de jornalistas, aderiu à campanha de Bolsonaro, que acabou vencendo a eleição com cerca de 39% dos votos. Mesmo não conquistando a simpatia de 90 milhões de eleitores, de um total de 147 milhões, Bolsonaro foi credenciado democraticamente a governar o país nos próximos quatro anos. Tem a vantagem de ter todos os meios de comunicação em suas mãos. Os jornalistas tiveram que engolir suas opiniões e se curvarem ao capitão, que soube colocar todos no bolso. Será interessante acompanhar os próximos capítulos desta vergonhosa fase do jornalismo brasileiro. Estão todos colhendo o que plantaram. O fenômeno da renovação da classe política é irreversível e deve ter continuidade nas próximas eleições.

O mesmo deveria ocorrer na imprensa. Jornalistas que participaram ativamente desta passagem da história do país tiveram a credibilidade seriamente comprometida. Enquanto muitos mentiram, outros se omitiram sobre a verdade. A área de comentários dos veículos de comunicação ilustram bem este fenômeno. Jornalistas e veículos são tratados por leitores como cretinos com frequência maior que o razoável. O jornalismo não vai morrer, mas muitos terão que provar do próprio veneno em doses homeopáticas ao longo dos próximos anos. Como se vê, Bolsonaro não teve dificuldade em colocar os meios de comunicação em sua caixinha. Conta agora com um séquito de porta vozes subservientes e domesticados.
FONTE:https://www.imprensaviva.com/
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