sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Coaf revelou que Lula movimentou mais de R$ 35 milhões. Levantamento levou a bloqueio de R$ 16 milhões do petista



A atuação do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) na identificação de movimentações financeiras atípicas nas contas ligadas ao ex-presidente Lula foram fundamentais para as investigações da Operação Lava Jato. Os dados serviram como prova sobre as relações entre o petista e empreiteiras que fizeram negócios espúrios com os governos do PT de Lula e Dilma.

Segundo informações levantadas pelo Coaf, órgão de inteligência ligado ao  do Ministério da Fazenda, Lula recebeu em conta de sua empresa de palestras, a Lils Palestras, Eventos e Publicações, R$ 27 milhões em quatro anos.

Investigado pelas operações Lava Jato, Zelotes e Janus, o petista afirmou na época que não possuía mais os R$ 24 milhões que a Procuradoria da República pretendia bloquear. Em pedido encaminhado à Justiça Federal os procuradores pediram para confiscar R$ 21,4 milhões em bens e mais R$ 2,5 milhões de seu filho, Luiz Cláudio. Lula acabou tendo cerca de R$ 16 milhões bloqueados, sendo quase R$ 10 milhões em dinheiro vivo. Outros R$ 11 milhões apareceram no inventário da ex-primeira dama Marisa Letícia, que faleceu em fevereiro de 2017.

Dono de 98% do negócio - os 2% restantes são de Paulo Okamotto, seu braço direito e presidente do Instituto Lula -, a Lils movimentou R$ 52 milhões entre 2011 e 2015. Os recursos eram internalizados através da contratação de palestas. Quase a totalidade dos valores que entraram na conta da Lils no Banco do Brasil em São Paulo, entre abril de 2011 e maio de 2015, saiu: exatos R$ 25.269.235,53.

O Coaf enquadrou o caso em "movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente". O documento integra o material dos autos da Zelotes e da Lava Jato.

"Às vezes fico chateado com todas essas bobagens que falam a meu respeito, mas, como sou católico, acho que é uma provação. Já provei minha inocência, quero agora que eles provem. O cidadão deveria ter a decência de dizer onde tenho R$ 24 milhões", reclamou Lula durante o 14º Congresso do PCdoB.

Segundo documento do Coaf, a Lils aplicou entre 2011 e 2015 um total de R$ 35.177.093,99 em fundos de investimentos, via BB Gestão de Recursos - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.. Foram feitos ainda investimentos de R$ 5 milhões na Brasilprev. Em 2015, a Lils informou faturamento de R$ 2.923.993,50.

Os técnicos alertam sobre possível ocorrência de "operações cujos valores se afiguram objetivamente incompatíveis com a ocupação profissional, os rendimentos e/ou a situação patrimonial/financeira de qualquer das partes envolvidas".

Quando o documento do Coaf foi gerado, a informação era de que R$ 17.926.078,39 era "o saldo atual distribuído em fundos de investimento e previdência privada".

Esta semana, o Coaf identificou transações suspeitas em conta de um colaborador do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que movimentou R$ 1,2 milhão no período de um ano. entre as movimentações identificadas pelo órgão, está um cheque para a esposa do presidente Jair Bolsonaro, Michele Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil. Indagado pelo Estadão sobre a movimentação atípica em suas contas, o PM Fabrício José de Carlos Queiroz disse que 'não sabe de nada'.
FONTE:https://www.imprensaviva.com
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