sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

STF é a casa da mãe Joana do Brasil. Parabéns aos ministros pela zona no país



O Supremo Tribunal Federal pode tranquilamente ser apontado como a origem de boa parte da instabilidade política e econômica vivida pelo país ao longo dos últimos dois anos. Boa parte das decisões que soaram arbitrárias e contraditórias que geraram clima de incerteza e de impunidade no tocante ao combate à corrupção do país emanaram justamente da corte Suprema, de onde se espera sobriedade, responsabilidade e sensibilidade com os destinos do país. Não há qualquer dúvida entre a maior parte da população de que os desacertos foram e são decorrentes de orientações político ideológicas dos membros do colegiado.

Além do clima de hostilidade em relação ao trabalho de juízes que coordenam a operação Lava Jato no país, a manutenção da liberdade de dezenas de investigados e a quantidade absurda de recursos concedidos a criminosos como o ex-presidente Lula, o escândalo envolvendo os bastidores da delação premiada do empresário Joesley Batista também reforçou a sensação de interferência de um Judiciário movido por interesses espúrios. E, a cada nova informação que surge, a cada notícia que alcança as manchetes, pior fica a imagem da Procuradoria-Geral da República nesse lamentável caso, que tanto mal causou ao País.

Os ministros do STF têm grande responsabilidade na homologação do controverso acordo firmado a toque de caixa pelo o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Agora ficou clara a participação de seu ex-braço direito,  Marcelo Miller, na intermediação do acordo entre a PGR e a JBS de Joesley Batista. Após terem sido indiciados pela Polícia Federal, os dois últimos foram denunciados pelo Ministério Publico Federal por corrupção no esquema que culminou na celebração do acordo de delação que custou bilhões ao país. Tudo feito com as bençãos dos ilustres ministros do STF.

Diante de tanta barbaridade, o ministro Gilmar Mendes se sente plenamente à vontade para soltar quantos presos desejar. Caso seja incomodado, basta jogar na cara dos colegas, como tem feito com frequência, o que eles fizeram no tocante ao acordo com Joesley Batista. Todos logo ficam caladinhos. Por outro lado, advogados de criminosos que também conhecem os bastidores dos supostos negócios espúrios envolvendo o acordo de Janot homologado por Fachin, também insistem em interpor recursos atrás de recursos para liberar seus clientes condenados, como é o caso do presidiário de Curitiba que quer ser presidente do país transformado em zona. Afinal, Dilma se elegeu com dinheiro roubado da Petrobras, como apontaram as investigações da Lava Jato, e nada aconteceu com ela. Lula já se safou do processo do mensalão graças aos ministros do STF. Vão querer mostrar alguma moral agora, após tantos desmandos?

É como diz um artigo publicado no Estadão: "Enquanto isso, a Procuradoria-Geral da República, cuja tarefa de defender a ordem jurídica demanda total transparência sobre seus métodos, não consegue concluir sua própria investigação sobre o caso. O sr. Janot chegou a pedir a prisão de Marcelo Miller, para mostrar algum empenho, no que não passou de um arroubo tardio. A sucessora de Janot, Raquel Dodge, avançou um pouco mais, ao pedir ao Supremo Tribunal Federal a revogação dos acordos de delação de Joesley Batista e ao ampliar a investigação. Mas, até agora, nada. Como essa investigação está sob sigilo – e, ao contrário do que acontece com a investigação de políticos em geral, as informações sobre esta não vazam –, o País segue sem saber se e quando os principais envolvidos nesse vergonhoso escândalo serão devidamente responsabilizados pelo que fizeram".
FONTE:https://www.imprensaviva.com/
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