segunda-feira, 8 de abril de 2019

Filha dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha quer ser prefeita do Rio Eleita deputada federal, Clarissa diz que pretende disputar sucessão de Marcelo Crivella (PRB), em 2020. Ela fez críticas ao ex-chefe: "Vi coisas político-partidárias influenciarem na administração"

A deputada federal Clarissa Garotinho, do PROS
A deputada federal Clarissa Garotinho, do PROS - 
A filha dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho quer ser prefeita do Rio. Ex-secretária de Desenvolvimento, Emprego e Inovação de Marcelo Crivella, a deputada federal Clarissa Barros Assed Matheus de Oliveira, de 36 anos, diz ter apoio da direção nacional do seu partido, o PROS.
Em 2012, Clarissa Garotinho foi candidata a vice-prefeita na chapa de Rodrigo Maia (DEM). A dupla ficou com apenas 2,9% dos votos. Em janeiro, ela foi condenada a indenizar em R$ 100 mil o desembargador Luiz Zveiter por ofensas nas redes sociais. À Coluna, revela problemas com o ex-chefe.
O DIA: Como foi trabalhar com Crivella?
CLARISSA GAROTINHO: Reativei um projeto social do meu coração e iniciado por minha família, o restaurante popular. Reabri três: Bangu, Campo Grande e Bonsucesso. Deixei recursos por meio de emendas parlamentares minhas para reabrir o de Madureira. Infelizmente, não foi reaberto até hoje. Mas foi uma boa experiência neste sentido.
Enfrentou dificuldades?
Construí coisas que, por questões políticas, não foram adiante. Passamos um ano construindo a Lei de Inovação. A cidade é criativa para desenvolver arranjos produtivos. No dia do lançamento, o prefeito não compareceu porque, naquela ocasião, estava definido que eu não disputaria (para deputada) pelo partido dele, o PRB, que não apoiaria meu pai (então candidato a governador pelo PRP) e, sim, o Indio da Costa. (Em 2018, o PRB acabou fazendo coligação com o PRP). Vi coisas político-partidárias influenciarem na administração. No programa Zona Franca Social, foi a mesma coisa. Aprovamos a lei na Câmara. Na hora de assinar a regulamentação e lançar, foi cancelado o evento.
Há base consistente na denúncia para o impeachment?
O Crivella nunca me pediu para fazer nada de errado. Eu também não faria. Não conheço o caso que a Câmara analisa. Mas parece que o movimento se tornou mais forte por dois motivos: falta de articulação política e desaprovação popular.
Será mesmo candidata a prefeita do Rio ou seu partido fará aliança?
A ideia é ser. Já queria desde a última eleição (em 2016). Não fui porque estava com um bebê. O meu filho tinha acabado de nascer. Precisava me dedicar.
Mas o PROS terá estrutura para isso?
O partido, nacionalmente, me apoia. A cidade precisa de uma candidatura de natureza popular.
Seus pais estão na lista dos cinco ex-governadores do Rio presos.
Foram soltos em seguida. Diferente dos demais. Não estão envolvidos na Lava Jato. Será a oportunidade de esclarecer alguns fatos à população. O que ocorreu foi uma retaliação política um juiz eleitoral de Campos a todas as denúncias que ele (Garotinho) fez.
Você foi condenada a indenizar o Luiz Zveiter.
Fui condenada, em segunda instância, pelo tribunal que ele presidiu. Estou recorrendo.

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