sábado, 1 de junho de 2019

Filha com autismo inspira pais a falarem do amor de Deus Casal criou a organização cristã Hanina Nada para apoiar outras famílias que têm filhos com necessidades especiais

Filha com autismo inspira pais a falarem do amor de Deus
Jelena Sivulka, conselheira e fundadora da Hanina Nada – Hana´s Hope, fala sobre encontrar esperança em Cristo ao lidar com deficiências. “Deus nos ama por quem somos. Compartilho isso com famílias de crianças com necessidades especiais ”, diz ela.
Quando sua filha Hana foi diagnosticada com autismo severo, eles “encontraram esperança em Jesus, e nós começamos a compartilhar isso com outras famílias”, disse Jelena em uma entrevista à Evangelical Focus durante o fórum de liderança europeu de 2019 em Wisla, na Polônia.
Ela disse que as pessoas na igreja não estão preparadas para lidar com crianças nessas condições e que elas também precisam da fé. “Nós estávamos em uma igreja muito jovem, e era difícil trazer uma criança que gritasse. Tivemos dificuldade em levar nossa filha para nossa própria igreja”, lembra.  
Jelena lembra que, “Deus deu Seu Filho para pagar por nossos pecados, para nos resgatar, para nos dar esperança, para nos incorporar em sua família, mas estamos falhando com os [problemas] humanos”.
Ministério de esperança
No evento Jelena contou que pediu que Deus curasse sua filha, mas isso não aconteceu. Ela disse que entendeu que “o maior milagre é como Deus usa crianças que não falam, para comunicar a boa notícia”.
O desafio pessoal do casal, com o autismo da filha que hoje tem 14 anos, foi transformado em um ministério voltado a pais que têm crianças com autismo e outras necessidades especiais.
“Meu marido e eu estamos morando nos Estados Unidos, somos plantadores de igrejas. Eu sou conselheira. Mas nossas vidas mudaram quando Hana nasceu e foi diagnosticada com autismo. Porém, rapidamente, depois disso, encontramos esperança, não em psicoterapia, mas em Jesus, e começamos a compartilhar isso com outras famílias”, contou.
Os primeiros passos para construir o ministério aconteceu porque Hana não foi curada por Deus. “Ele não a curou do autismo, mas Ele nos curou de muitas maneiras, de deixar ir o sonho do que é ter uma boa vida segundo a definição deste mundo”, explica.
Jelena, que tem outros três filhos saudáveis, conta que Deus continua “trabalhando em nossos corações”. Ela diz que há dias em que é “realmente difícil, e nossa casa é realmente um campo de batalha, muitos pais de adolescentes vão entender isso”.
Tudo começou quando o casal deciciu se conectar com o ministério Joni And Friends nos EUA. “Começamos a fazer acampamentos, visitar famílias, tentando conversar com eles sobre o que Deus nos ensinou sobre Hana. Hana tem sido minha escola, eu aprendi [a lidar com essa questão] com ela. A garota que não fala me ensinou”, diz Jelena.
Superação em Deus
Jelena diz que ao questionar Deus, recebeu dele uma lição quando Ele a mostrou que tem “toneladas de filhos ‘deficientes’ e que os ama”.
Em suas palestras Jelena costuma dizer que ningué é um pai melhor do que Deus. “Será que realmente achamos que Ele vai nos amar porque estamos indo bem no ministério? Ele simplesmente nos ama por quem somos”, diz.
Jelena diz que ama compartilhar isso com famílias que têm filhos com necessidades especiais, porque em Deus há esperança. “Deus é um Deus bom e amoroso, e Ele realmente está cuidando bem de nós, Ele está andando com você. Assim como os discípulos em Emaús, que não O reconheceram, muitas vezes em nossa dor e sofrimento estamos cegos”, explica.
“Hana nunca voltará para casa com um diploma, ela não vai voltar para casa com um namorado ou um neto, mas eu a amo!”, declarou Jelena.

0 comentários:

Atenção

* A Revista Esperançanossa- não formula notícias, artigos ou vídeos, salvo quando os mesmos são citados como criação própria. Todas as nossas publicações são reproduções fiéis de sites de terceiros. Sendo assim, o conteúdo e/ou opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores, cujas informações estão contidas nos links da fonte, e não refletem, necessariamente, a opinião da Revista Esperançanossa

Comentarios