quarta-feira, 3 de julho de 2019

Militante LGBT nomeado por Bolsonaro tem longa atividade dentro do governo


O militante LGBT e filiado ao PCdoB,  Roosewelt Lemos, foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo de membro titular do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, órgão ligado ao Sistema Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (SNPCT). Lemos já elaborou uma cartilha gay para o Ministério da Saúde, em 2016, e chegou a representar o governo brasileiro em comitê sobre liberdade religiosa! A nomeação aconteceu nesta segunda-feira, 1 de julho, em Brasília.
ATUALIZAÇÃO: O governo decidiu trocar o representante do Ministério da Saúde no Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.
De acordo com informações da revista Crusoé, repercutida pelo Terça Livre, além de filiado ao PCdoB há 21 anos, Lemos também é presidente da União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (UNALGBT) e foi indicado como representante do Ministério da Saúde para ser um dos 23 membros do conselho ligado ao Ministério de Direitos Humanos.
A nomeação ocorreu após atritos do presidente com o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, órgão criado para atender a um “Protocolo Facultativo” da Convenção contra Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, da ONU.
Em junho, o presidente Jair Bolsonaro exonerou 11 integrantes do Comitê de Prevenção e Combate à Tortura, quando decretou que o grupo passaria a ser formado apenas por participantes não remunerados. Na época, o caso foi denunciado às Nações Unidas por ativistas da Justiça Global. A medida não agradou a ONU, que publicou um comunicado que dizia: “Subcomitê de Prevenção da Tortura tem sérias preocupações de que essas medidas pareçam enfraquecer o mecanismo preventivo do Brasil e, com ele, a prevenção da tortura no país”.
Talvez cansado de desgaste e atritos com militantes, o presidente pode ter optado por agradar os ativistas colocando um deles em posto chave para as agendas da ONU. Mas o ativista LGBT está presente no governo desde 2016, sendo que atua no campo da militância junto à estrutura governamental pelo menos desde 2014, segundo registros na internet.
Ao longo desse período, a ocupação de espaços por ativistas como Andrey, na estrutura administrativa, vem garantindo vultuosos repasses de recursos às causas ideológicas como Parada Gay e atividades culturais com objetivos estratégicos e caros até mesmo para milionários da esquerda cultural financeira. No mundo inteiro, projetos culturais LGBT recebem doações de fundações filantrópicas como a Ford Foundation e Open Society Foundation.

Resultado de anos de aparelhamento ideológico financiados por milionários

Andrey Roosewelt Lemos é um daqueles centenas de ativistas inseridos na estrutura governamental pelos governos petistas. Desde 2014, ele tem intensa atividade no Ministério da Saúde. Em 2015, Andrey chegou a representar o Ministério no Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa.
Em 2016, foi um dos selecionados pelo então Ministério da Cultura e Cidadania e da Diversidade Cultural, na categoria “notório conhecimento em Arte e Cultura LGBT”. No mesmo ano, fez parte da elaboração de uma cartilha intitulada Homens Gays e Bissexuais, Direitos, Saúde e Participação Social, que continua hospedada no site do Ministério.
Fundada em 2015, a UNALGBT, é uma rede nacional atualmente em 20 unidades da federação, com atividade em diferentes frentes ideológicas De orientação marxista, Lemos fala sobre o movimento que tem o objetivo de se “organizar para derrotar as opressões de classe, raça e gênero”. O movimento está presente em vários fóruns, conselhos, conferências, comitês, sindicatos, outros movimentos sociais, e nas últimas eleições foram lançadas várias candidaturas, com perspectivas para a eleição de alguns vereadores em 2020.
“Temos que ocupar tudo”, diz Lemos em uma entrevista ao site Muvuca Popular. “Desconstruir os modelos de gênero que nos amarram e nos aprisionam, valorizar as diferentes feminilidades e masculinidades”.
O principal objetivo da ocupação de espaços por movimentos sociais é a garantia de recursos para atividades culturais para essa “desconstrução de modelos”, de valores e conceitos absolutos e crenças religiosas.
Em 2018, a UNALGBT divulgou em sua página do Facebook, uma “carta ao povo brasileiro” na qual comenta o encontro de entidades do movimento LGBTI com a equipe de transição do governo Bolsonaro “para tratar de questões centrais e civilizatórias”. Na carta, a entidade afirma que, assim como CUT e CTB, terá em relação ao governo Bolsonaro uma postura de “oposição com proposição”.
Lemos comemorou criminalização da homofobia, decidia pelo Supremo Tribunal Federal. Em uma entrevista para o site Muvuca Popular, Lemos criticou o Congresso Nacional e justificou a ação do STF.
“O Brasil é o país que mais se matam pessoas LGBT, e o conservadorismo e o fundamentalismo cada dia mais forte no Congresso Nacional impedem que se avancem nossas pautas naquela casa, então o judiciário vem sendo o poder do estado brasileiro que em alguma medida reconhece nossa luta”.
Para Lemos, o presidente que o nomeou para cargo estratégico não passa de “um representante de um pensamento que está enraizado em nossa cultura, precisamos de políticas afirmativas na educação, cultura, segurança pública para enfrentar os machismos, racismos e lgbtfobias ainda tão fortes em nosso país”.
Mas como um ativista que deseja estar presente no governo, Lemos garante que a solução é a ação do governo para garantir o cumprimento da criminalização da homofobia. “Precisamos de campanhas institucionais, de políticas, programas, ações governamentais”.

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