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sábado, 26 de outubro de 2019

Empresário 'ia entregar Lula como mentor do assassinato' de Celso Daniel, diz Marcos Valério



O acordo de delação do publicitário Marcos Valério foi  homologado parcialmente na semana passada pelo ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal). Apesar do avanço numa negociação que se arrasta há anos, não se sabe se delação premiada firmada no ano passado entre Marcos Valério e a Polícia Federal e a Polícia Civil de Minas Gerais trata sobre um dos temas mais delicados já abordados pelo publicitário.

Em 2012, Marcos Valério prestou depoimento ao Ministério Público Federal e revelou que  foi informado em 2004 pelo secretário-geral do PT, Silvio José Pereira, que o presidente Lula estava sendo chantageado. Segundo a Veja, "A conversa entre os dois ocorreu dois anos após o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. O publicitário disse que o empresário Ronan Maria Pinto exigia 6 milhões de reais para não divulgar informações relacionadas ao caso Santo André, envolvendo o presidente Lula, o ex-ministro José Dirceu e o então assessor particular Gilberto Carvalho".

Ainda segundo a publicação, "Marcos Valério diz agora que quer  esclarecer todos detalhes da chantagem. Pelo menos foi o que ele garantiu à deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que colheu um longo depoimento do publicitário: “O Valério me disse que Ronan ia apontar  o ex-presidente Lula como mentor do assassinato do Celso Daniel”, disse a deputada. Segundo ela, Valério garantiu ter as provas da chantagem".

A primeira conversa de Valério com a deputada foi no dia 11 de outubro. Ela foi ao presídio atender às reivindicações de presos portadores de necessidades especiais e encontrou o publicitário em uma das celas. No ano passado, Mara, que é filha de um empresário que foi extorquido pela quadrilha que atuava na Prefeitura de Santo André,  tinha entregado ao juiz Sérgio Moro um dossiê sobre o assassinato.  No dia 3 de abril, Mara enviou um ofício ao procurador de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, narrando as conversas com o publicitário e pedindo andamento às investigações do crime.

“Ele (Valério) deixou muito claro que o senhor Ronan Maria Pinto ia entregar o senhor Luiz Inácio Lula da Silva para a polícia como mentor do assassinato do prefeito Celso Daniel”, escreveu a deputada. Para ela, o depoimento de Valério pode ajudar a desvendar o crime.

Mara Gabrilli se elegeu senadora pelo Estado de São Paulo na semana passada. O Brasil espera que um dos casos mais emblemáticos envolvendo nomes de peso do PT seja elucidado o quanto antes. Não é possível que, após tantas mortes, o caso Celso Daniel venha a caducar na Justiça.

As informações são da Veja

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